sábado, 13 de agosto de 2016

Fanfic: Secret


Sinopse:
A vida de Melanie Carter, uma estudante de jornalismo de apenas 19 anos, era completamente normal. Feliz por ser selecionada para o segundo período da faculdade, terá que fazer um desafio para aprová-la: descobrir o paradeiro e quem são Os Vingadores. Mas sua vida vira de cabeça para baixo quando ela é sequestrada pela S.H.I.E.L.D.; descobre que sua avó, Peggy Carter, falecera horas antes. E que agora, por causa de algum segredo, ela seria caçada por ambos os lados - pelo lado bom e pelo lado ruim. Melanie não pode confiar em ninguém. Agora sua proteção não estava nas mãos de ninguém... senão na de Steve Rogers, que insistia em protegê-la.

Categorias: ação, aventura, ficção, Os Vingadores
Autor: Lights Carter
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Prólogo



Estávamos no meio do Central Park. Johnny Depp segurava minhas mãos e olhava no fundo dos meus olhos. Eu acabara de dizer que “eu o amava como os lírios do campo gritavam aleluia”. Ele disse:
     Melanie! Eu não acredito que você vai acordar a casa inteira com essa coisa, mas você mesma não acorda! — Mas com a voz da minha mãe... E depois sorriu...
     Espere. O quê?
     Ah. Eu estava sonhando. É claro.
     — Melanie Steven Carter! Levante agora!
     Abro os olhos. Teto azul. Paredes azuis. Pisca-pisca aceso. O mural com todas as fotos e mapas. Minha escrivaninha. Minha cama fofa. Não, eu não estou num jardim. Nenhum Johnny Depp me esperando, infelizmente. O despertador tocando nas alturas.
     É só meu quarto. E são só sete e meia da manhã. É só o despertador me avisando que eu tenho que levantar, ou minha mãe não hesitará em me derrubar da cama.
     — Melanie! Já desligou essa coisa?
     — Sim, mãe! — grito de volta. Minha voz, que já é rouca normalmente, está mil vezes pior agora. Eu quase não tenho voz.
     Então me lembro de que no dia anterior eu cantei — gritei — o dia inteiro, depois de receber a carta de Harvard, dizendo o meu desafio para o próximo período. A animação e felicidade do dia anterior voltam à tona.


     (...)


     — Bom dia, Melanie — minha mãe está de costas pra mim, mexendo em alguma coisa cheirosa no fogão. Encosto-me no balcão enquanto penduro a Nikon D500 no pescoço.
   — Bom dia, mãe. Panquecas de chocolate e amendoim?
     — Com certeza. Hoje é um dia especial e merece café da manhã especial!
     — Concordo! — meu pai se senta do meu lado, beijando o topo da minha cabeça. — Bom dia, amendoim.
     — Bom dia, pai. Vovó está bem? Nem tenho tempo de dar um beijo nela...
     Minha avó paterna, Peggy Carter, mora com a gente em nosso humilde apartamento no Upper East Side. Ela está no auge de seus 99 anos, e ainda se lembra (ou inventa) de todas as suas aventuras no Exército Americano. Ou seja, bastante história para contar. Todas as noites eu visito o quarto dela e conversamos por altas horas. Mas na noite passada, por eu estar tão agitada, meu pai me proibiu de entrar lá.
     — Ahn... ela está bem. — sinto que ele se esquiva do assunto. Seu rosto fica meio evasivo e estranho... mas ele muda de assunto tão rapidamente (um assunto estratégico) que nem ligo tanto. — Cheguei tarde ontem, mas sua mãe me contou a grande novidade! Meus parabéns! — ele me abraça. — E aí? Qual é o desafio?
     — Terei que fazer uma matéria incrível sobre algo que nunca se passou na cabeça do homem. Ou, se já passou, terei que concluí-la de maneira espetacular — termino bebericando o café forte. Está pelando.
     Meu pai assovia.
     — Uau. Sobre o que vai fazer?
     — Sobre os “heróis” que salvaram nossa amada cidade no ano passado.
     — Ah, bem que você poderia fazer uma entrevista com aquele louro bombadão, né? — pergunta minha mãe. Sinto a ironia de longe em sua voz. — E pede um autógrafo do grandão! O verde!
     — Eles sumiram, Mel! — diz meu pai, pegando minhas mãos. — Como essa...
     — É exatamente por isso que quero fazer deles. Por que eles sumiram? Pra onde foram? Quem são eles?
     — Mas ninguém conseguiu alguma resposta concreta, filha... — meu pai argumenta.
     — Exatamente, espertão — digo, me levantando. Pego minha mochila. — Um dia, esses “Vingadores” serão expostos. E adivinha quem fará tal trabalho? Exatamente. Eu!
     Dou um beijo na bochecha da mamãe e um na cabeça do papai.
     — Agora vou indo. Meu trabalho vai ser difícil e quero começar cedo. Amo vocês!
    
     (...)


     O sol brilha forte na grande Nova York. A alça da câmera roça em meu pescoço, queimando e fazendo suar. Se eu soubesse que iria trabalhar debaixo de tanto sol e calor, eu agradeceria a oportunidade por hoje e deixaria pra fazer o trabalho no dia seguinte. Afinal, eu ainda tenho todo o período de férias para fazê-lo. Mas, por mais que a proposta seja tremendamente tentadora, eu sei que o trabalho que eu escolhi é árduo; eu não posso ter nem um minuto de pausa.
     As obras em NY deixa tudo pior — o mar de poeira gruda em meu corpo suado, deixando uma sensação horrorosa de sujeira. Quase não se enxerga um palmo a sua frente. Isso dificulta todo o meu trabalho (as fotos ficarão lindas com a poeira na frente), além de provavelmente eu voltar pra casa com alguma doença.
     O táxi só pode me deixar até a Main Street por conta das obras que estão a todo o vapor. E como o meu destino fica quase ao lado do Central Park, eu tenho que andar mais quatro quarteirões. É, a pé.
      Meu destino é a Torre Stark. Segundo alguns jornais, sites e telejornais — e minha janela do quarto, que teve uma visão (e uma parede rachada) privilegiada da guerra —, o egocêntrico Homem de Ferro também batalhou. Aliás, ele foi até o portal para o outro planeta e jogou o míssil que me mataria lá dentro. Então, como ele "trabalha" bem pertinho de mim, eu começarei por ele. Contatei com a namorada/secretária dele um dia antes, e ela aceitou de cara. Coisa estranha, uma vez que eles não deram as caras de jeito nenhum…
Para uma matéria completamente perfeita, eu já tenho a entrada. Agora eu darei mais detalhes. Pego meu celular, ponho no gravador e começo:
     Na Main Street, as obras continuam a todo o vapor. Desde o acontecido, a tal “guerra” em que os “heróis” — agora mundialmente conhecidos como ‘Os Vingadores’ — travaram contra seres de outro planeta, a cidade virou um caos em questão de movimentação. Estradas bloqueadas, gente desabrigada entre outras coisas que nós podemos chamar de emergências. Os operários focam na construção de lares e na retirada dos restígios de metais que ainda permanecem nas ruas, coisas que um dia eram vivas e lutavam contra os heróis. Dois prédios já foram reconstruídos.
     Desligo o gravador enquanto viro a esquina que antecede o Central Park. Essa matéria não ficou boa para ser colocado no desafio, penso. Melhor será dar algo mais concreto para a matéria de verdade.
     Depois de dez passos dados, eu tenho aquela terrível sensação de estar sendo seguida. Eu só tive isso duas vezes na vida: numa delas fui roubada. O que me acontecerá agora?
     A rua está deserta... isso não é normal. Qual é, mesmo com tantas obras acontecendo, essa é a rua que beira o Central Park! Desde quando o Central Park fica vazio?
     Enquanto guardo o celular na mochila e continuo a caminhar, um rabecão enorme e preto vira à esquina a minha frente. Logo depois, ouço pneus darem freados altíssimos na esquina de trás. O pânico se apodera de mim, e eu começo a andar mais rápido. Atravesso a rua, tomando a direção oposta da qual deveria. Ouço um terceiro carro, também atrás. Ah, não, não...
     O primeiro rabecão, que veio da frente, sobe na calçada em que eu estou, bloqueando meu caminho. Por um segundo fico parada em puro choque. Que diabos está acontecendo? Quem são essas pessoas?
Sinto meu corpo de novo. Imediatamente dou meia volta e começo a correr... só pra dar de cara no segundo rabecão e cair no chão. Levanto-me rapidamente e corro para o outro lado da rua, no mesmo segundo em que o terceiro rabecão vai para o mesmo local, bloqueando minha última opção. Quase sou atropelada.
     — Quem são vocês? — acho que gritei, mas o sangue pulsando forte em meus ouvidos não me deixou ouvir minha própria voz. — O que vocês querem de mim?!
     Um homem negro sai do carro que subiu na calçada. Ele é totalmente careca; seu rosto é tatuado com cicatrizes reais. Usa uma capa preta esquisita e um tampão no olho esquerdo.
     — Srta. Carter?
     Oh, santo Hulk... como ele sabe meu nome? Quem é esse homem?
     — S-sim... sou eu... — tento parecer mais veemente. Não quero que eles me vejam como uma coitada amedrontada. Talvez assim eles me deixem em paz. — O que você quer? Como... como sabe meu nome?
     — Não precisa temer, Srta. Carter — o homem levanta as palmas das mãos. Ele caminha para os lados, mas posso perceber que a cada passo ele chega milímetros à frente. Ele está cada vez mais perto de mim. — Você tem algo que eu quero.
     E então, depois de dizer isso, acontece o que eu previ: ele corre até mim. Segura meus braços por trás com tanta força que meus pés deixam o chão.
     — Me larga! Eu sou só uma estudante! Me deixe ir! Me solta! — eu debato as pernas contra o vento. Meus cabelos tapam minha visão, não me deixando enxergar nada. Então começo a chutar para trás. Um dos chutes acerta em cheio o ponto fraco do tal homem, e ele é obrigado a me soltar. Então corro... mas sinto que não fui muito longe.
     A última coisa que sinto são as mãos de uma mulher me agarrando pela barriga e o cheiro forte que vem de um pano branco sendo pressionado contra meu nariz.
     Então tudo fica escuro.
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