domingo, 21 de agosto de 2016

Capítulo um


Não importa quem você seja, não importa onde você more, e não importa quantas pessoas o estejam perseguindo, o que você não lê é muitas vezes tão importante quanto o que você realmente lê. Por exemplo, se você está caminhando nas montanhas e não lê a placa que diz “Cuidado com o Despenhadeiro” porque está ocupado lendo, em vez disso, um livro de piadas, pode de repente se dar conta de que está caminhando no ar em vez de andar sobre uma sólida base rochosa. Se você está assando uma torta para os seus amigos e lê um artigo intitulado Como construir uma cadeira no lugar do livro de receitas, a sua torta provavelmente acabará ficando com gosto de madeira e pregos em vez de crosta crocante e recheio de frutas. E se você insistir em ler este livro em vez de ler alguma coisa mais alegre, muito certamente ficará gemendo de desespero em vez de se contorcer de prazer e, portanto, se tiver um pingo de juízo, porá de lado este livro e irá pegar um outro. Por exemplo, eu sei de um livro chamado O menorzinho dos elfos, que conta a história de um homenzinho minúsculo que fica correndo de um lado para outro no País das Fadas, vivendo toda sorte de aventuras adoráveis, e você logo irá perceber que, provavelmente, faria melhor em ler O menorzinho dos elfos e se contorcer de prazer com as coisas adoráveis que aconteceram com essa criatura imaginária em um lugar de faz-de-conta, em vez de ler este livro e ficar gemendo com as coisas terríveis que aconteceram com os três órfãos Baudelaire na pequena cidade onde estou agora batendo à máquina estas mesmas palavras. Os tormentos, desgraças e perfídias contidos nas páginas deste livro são tão pavorosos que é importante que você não leia mais nada além do que já leu.
Os órfãos Baudelaire, na época em que começa esta história, certamente desejariam não estar lendo o jornal que tinham diante dos olhos. Um jornal, como estou certo de que vocês já sabem, é uma coleção de histórias supostamente verdadeiras, escritas por autores que, ou as viram acontecer, ou falaram com pessoas que viram. Esses autores são chamados jornalistas e, do mesmo modo que telefonistas, açougueiros, bailarinas e pessoas que ficam limpando a sujeira dos cavalos, os jornalistas podem às vezes cometer erros. Este foi certamente o caso com a primeira página da edição matutina d’O Pundonor Diário, que as crianças Baudelaire estavam lendo no escritório do sr. Poe. “GÊMEOS CAPTURADOS PELO CONDE OMAR”, dizia a manchete, e os três irmãos se entreolharam, perplexos com os erros que os jornalistas d’O Pundonor Diário tinham cometido.
“‘Duncan e Isadora Quagmire’“, leu Violet em voz alta, “’os gêmeos que são os únicos sobreviventes conhecidos da família Quagmire, foram raptados pelo notório conde Omar. Omar é procurado pela polícia por uma grande variedade de crimes escabrosos, e é facilmente reconhecível por sua única e longa sobrancelha e pelo olho tatuado no tornozelo esquerdo. Omar também raptou Esmé Squalor, a sexta consultora financeira mais importante da cidade, por razões desconhecidas.’ Eca!” A palavra Eca! não estava no jornal, é claro, mas foi algo que Violet pronunciou ela mesma, como um modo de dizer que estava enojada demais para prosseguir com a leitura. “Se eu inventasse alguma coisa de um jeito tão desleixado quanto este jornal escreve as suas matérias”, disse ela, “o invento se desmancharia sozinho imediatamente.” Violet, que aos catorze anos era a mais velha das crianças Baudelaire, era também uma excelente inventora e passava um bocado de tempo com o cabelo amarrado com uma fita, para impedir que caísse nos olhos enquanto pensava em novos dispositivos mecânicos.
“E se eu lesse livros de um jeito tão desleixado”, disse Klaus, “não conseguiria me lembrar de um só fato que fosse.” Klaus, o Baudelaire do meio, tinha lido mais livros que qualquer pessoa da sua idade, que era quase treze anos. Em muitos momentos cruciais, suas irmãs já tinham contado com ele para se lembrar de algum fato útil de um livro que tinha lido anos antes.
“Krechin!”, disse Sunny. Sunny, a mais jovem dos Baudelaire, era um bebê pouco maior que uma melancia. Como muitas criancinhas, Sunny muitas vezes dizia palavras que eram difíceis de entender, como “Krechin!”, que significava algo na linha de “E se eu usasse os meus quatro dentões para morder alguma coisa de um jeito tão desleixado, não deixaria nem marca da mordida!”.
Violet trouxe o jornal mais para perto de uma das luzes de leitura que o sr. Poe tinha no seu escritório, e começou a contar os erros que apareciam nas primeiras sentenças que tinha lido. “Para começar”, disse ela, “os Quagmire não são gêmeos. Eles são trigêmeos. O fato de que o irmão deles pereceu no incêndio que matou os seus pais não muda a sua identidade de nascença.”
“É claro que não”, concordou Klaus. “E eles foram raptados pelo conde Olaf, não Omar. Já dificulta bastante as coisas o fato de que Olaf está sempre disfarçado, mas agora o jornal disfarçou o nome dele também!”
“Esmé!”, acrescentou Sunny, e seus irmãos concordaram, balançando a cabeça. A mais jovem dos Baudelaire estava falando da parte do artigo que mencionava Esmé Squalor. Esmé e seu marido, Jerome, tinham sido recentemente os tutores dos Baudelaire, e as crianças viram com seus próprios olhos que Esmé não fora raptada pelo Conde Olaf. Esmé ajudara Olaf em segredo com o seu pérfido esquema, e fugira com ele no último minuto.
“E ‘por razões desconhecidas’ é o maior erro de todos”, disse Violet, sombria. “As razões não são desconhecidas. Nós as conhecemos. Nós sabemos as razões por que Esmé, o conde Olaf e todos os seus cúmplices fizeram tantas coisas horríveis. É porque são pessoas horríveis.” Violet pôs de lado O Pundonor Diário, correu os olhos pelo escritório do sr. Poe e uniu-se aos irmãos em um triste e profundo suspiro. Os órfãos Baudelaire estavam suspirando não só pelas coisas que tinham lido, como pelas coisas que não tinham lido. O artigo não mencionava que tanto os Quagmire como os Baudelaire tinham perdido os pais em incêndios terríveis, e que ambos os casais de pais tinham deixado enormes fortunas, e que o conde Olaf tinha maquinado todos os seus planos maléficos só para apropriar-se daquelas fortunas. O jornal deixara de observar que os trigêmeos Quagmire tinham sido raptados enquanto tentavam ajudar os Baudelaire a escapar das garras do conde Olaf, e que os Baudelaire quase conseguiram salvar os Quagmire, para em seguida vê-los arrebatados mais uma vez. Os jornalistas que escreveram a matéria não tinham incluído o fato de que Duncan Quagmire, que era ele mesmo um jornalista, e Isadora Quagmire, que era uma poeta, levavam sempre consigo um caderno cada um, aonde quer que fossem, e que em seus cadernos eles tinham anotado um segredo terrível que descobriram sobre o conde Olaf, porém tudo o que os Baudelaire sabiam a respeito desse segredo eram as iniciais C.S.C. , e que Violet, Klaus e Sunny estavam sempre pensando naquelas três letras e na coisa horripilante que poderiam significar. Chocante, mais que tudo, entretanto, era os órfãos Baudelaire não terem lido nem uma palavra sobre o fato de que os trigêmeos Quagmire eram bons amigos deles, e que os três irmãos estavam muito preocupados com os Quagmire, e que todas as noites, quando tentavam dormir, suas cabeças se enchiam de imagens horríveis do que poderia estar acontecendo com seus amigos, que eram praticamente a única coisa feliz ocorrida nas vidas dos Baudelaire desde que receberam a notícia do incêndio que matara seus pais e dera início à série de desventuras que parecia segui-los aonde quer que fossem. O artigo n’O Pundonor Diário provavelmente não mencionou esses detalhes porque o jornalista que escrevera a matéria nada sabia a respeito deles, ou não pensou que fossem importantes, mas os Baudelaire sabiam tudo a respeito deles, e as três crianças ficaram sentadas juntas por alguns momentos e pensaram em silêncio sobre aqueles detalhes muito, muito importantes.
Um acesso de tosse vindo da porta do escritório tirou-os de seus pensamentos, e os Baudelaire se voltaram para ver o sr. Poe tossindo para dentro de um lenço branco. O sr. Poe era um banqueiro que fora encarregado de cuidar dos órfãos depois do incêndio, e lamento dizer que ele era extremamente propenso a erros, uma expressão que aqui significa “estava sempre com tosse e pusera as três crianças Baudelaire em um grande número de situações perigosas”. O primeiro tutor que o sr. Poe encontrou para os jovens foi o próprio conde Olaf, e a tutora mais recente que encontrou para eles foi Esmé Squalor e, entre os dois, pusera as crianças em uma variedade de circunstâncias que provaram ser igualmente desagradáveis. Nessa manhã eles deveriam ficar sabendo acerca do seu novo lar, mas até agora tudo o que o sr. Poe fizera fora ter diversos ataques de tosse e deixá-los às voltas com um jornal mal escrito.
“Bom dia, crianças”, disse o sr. Poe. “Sinto por tê-las deixado esperando, mas  desde que fui promovido a Vice-Presidente Encarregado dos Assuntos de Órfãos tenho andado muito, muito ocupado. Além disso, encontrar um novo lar para vocês foi uma tarefa um tanto aborrecida.” Ele foi até a sua escrivaninha, que estava coberta por pilhas de papéis, e sentou-se em uma grande cadeira. “Fiz telefonemas para uma porção de parentes distantes de vocês, mas todos eles ouviram falar das coisas terríveis que tendem a acontecer onde quer que vocês se encontrem. É compreensível, eles ficam desassossegados demais por causa do conde Olaf para concordar em tomar conta de vocês. ‘Desassossegado’, aliás, quer dizer ‘nervoso’. Há mais uma...”
Um dos três telefones em cima da mesa do sr. Poe interrompeu-o com um toque estridente e feio.
“Com licença”, disse o banqueiro às crianças, e começou a falar ao telefone. “Aqui é Poe. O.K. O.K. O.K. Foi o que eu pensei. O.K. O.K. Obrigado, sr. Fagin.” O sr. Poe desligou o telefone e fez uma marca em um dos papéis sobre a sua escrivaninha. “Era um primo de vocês em décimo nono grau”, disse o sr. Poe, “e a minha última esperança. Achei que poderia persuadi-lo a ficar com vocês, só por uns poucos meses, mas ele recusou. Não posso culpá-lo. Receio que a reputação de vocês como encrenqueiros esteja arruinando até mesmo a reputação do meu banco.”
“Mas nós não somos encrenqueiros”, disse Klaus. “O encrenqueiro é o conde Olaf.”
O sr. Poe tirou o jornal das crianças e examinou-o atentamente. “Bem, tenho certeza de que a matéria n’O Pundonor Diário vai ajudar as autoridades a finalmente capturarem Olaf, e então os seus parentes vão ficar menos desassossegados.”
“Mas a matéria está cheia de erros”, disse Violet.
“As autoridades não vão saber nem qual é o verdadeiro nome dele. O jornal o chama de Omar.”
“A matéria foi um desapontamento para mim também”, disse o sr. Poe. “O jornalista disse que o jornal publicaria uma fotografia minha com o artigo, e uma legenda sobre a minha promoção. Mandei cortar o cabelo especialmente para isso. Ver o meu nome nos jornais teria deixado minha mulher e meus filhos muito orgulhosos, por isso entendo por que vocês ficaram desapontados com o fato de o artigo ser sobre os gêmeos Quagmire, e não sobre vocês.”
“Não ligamos para ver os nossos nomes saindo nos jornais”, disse Klaus, “e além disso, os Quagmire são trigêmeos, e não gêmeos.”
“A morte do irmão deles muda a sua identidade de nascença”, explicou o sr. Poe severamente, “mas não tenho tempo para falar sobre isso. Precisamos descobrir...”
Tocou outro telefone e o sr. Poe desculpou-se de novo.
“Aqui é Poe”, disse ele ao telefone. “Não. Não. Não. Sim. Sim. Não importa. Até logo.” Ele desligou o telefone e tossiu no seu lenço branco antes de enxugar a boca e voltar-se de novo para as crianças. “Bem, esse telefonema resolveu todos os seus problemas”, disse ele simplesmente.
Os Baudelaire se entreolharam. Teriam prendido o conde Olaf? Os Quagmire teriam sido salvos? Alguém teria inventado um jeito de voltar no tempo e salvar seus pais do terrível incêndio? Como poderiam todos os seus problemas ter sido resolvidos com um telefonema a um banqueiro?
“Plinn?”, perguntou Sunny.
O sr. Poe sorriu. “Vocês já ouviram o aforismo”, disse ele, “‘É preciso uma cidade para educar uma criança?’”
As crianças se entreolharam de novo, desta vez um pouco menos esperançosas. A citação de um aforismo, como os latidos zangados de um cão ou o cheiro de brócolis cozido demais, raramente é sinal de que algo de proveitoso está para acontecer. Um aforismo é apenas um pequeno grupo de palavras dispostas em uma certa ordem porque soam bem assim, porém muitas vezes as pessoas tendem a dizê-las como se estivessem dizendo algo muito misterioso e sábio.
“Sei que isto provavelmente soa misterioso para vocês”, continuou o sr. Poe, “mas na verdade o aforismo é muito sério. ‘É preciso uma cidade para educar uma criança’ significa que a responsabilidade por cuidar dos jovens cabe a todos na comunidade.”
“Acho que li alguma coisa a respeito desse aforismo em um livro sobre os pigmeus Mbuti”, disse Klaus. “O senhor está nos mandando para viver na África?”
“Não seja bobo”, disse o sr. Poe, como se os milhões de pessoas que vivem na África fossem todos ridículos. “Era a Prefeitura ao telefone. Diversas cidadezinhas dos arredores se inscreveram em um novo programa de tutoria baseado no aforismo ‘É preciso uma cidade para educar uma criança’. Órfãos são enviados a essas cidades e todas as pessoas que vivem lá os educam em conjunto. Normalmente, eu sou a favor de estruturas familiares mais tradicionais, mas isto é realmente muito conveniente, e o testamento dos seus pais determina que vocês sejam educados do modo mais conveniente possível.”
“Quer dizer que a cidadezinha inteira vai tomar conta de nós?”, perguntou Violet. “É um bocado de gente.”
“Bem, imagino que eles devem se revezar”, disse o sr. Poe, coçando o queixo. “Não é como se vocês fossem postos na cama por três mil pessoas ao mesmo tempo.”
“Snoita!”, gritou Sunny. Ela queria dizer alguma coisa como “Prefiro ser posta na cama pelos meus irmãos, e não por estranhos!”, mas o sr. Poe estava ocupado examinando os papéis em cima da sua mesa e não respondeu.
“Tenho a impressão de que recebi um folheto sobre esse programa pelo correio algumas semanas atrás”, disse ele, “mas acho que se perdeu em algum lugar nesta mesa. Ah, aqui está. Deem uma olhada vocês mesmos.”
O sr. Poe estendeu a mão por cima da mesa para entregar-lhes um folheto colorido, e os órfãos Baudelaire deram uma olhada eles mesmos. Na capa estava o aforismo “É preciso uma cidade para educar uma criança” escrito em letras floreadas, e dentro havia fotos de crianças com sorrisos tão enormes que os Baudelaire ficaram com dor na boca só de olhar para eles. Uns poucos parágrafos explicavam que noventa e nove por cento dos órfãos que participavam do programa estavam felicíssimos por ter cidades inteiras para cuidar deles, e que todas as cidades listadas na contracapa estavam ansiosas por servir de tutoras para quaisquer crianças interessadas que tivessem perdido os pais. Os três Baudelaire olharam para as sorridentes fotografias e leram o floreado aforismo, e sentiram um frio na barriga. Sentiram-se mais do que um pouco nervosos com a ideia de ter uma cidade inteira como tutora. Já tinha sido suficientemente estranho quando eles estiveram sob os cuidados de diversos parentes. Quão estranho pareceria se centenas de pessoas estivessem tentando agir como Baudelaire substitutos?
“O senhor acha que estaríamos a salvo do conde Olaf”, perguntou Violet, hesitante, “se vivêssemos com uma cidade inteira?”
“Acho que sim”, disse o sr. Poe, e tossiu no seu lenço branco. “Com uma cidade inteira cuidando de vocês, provavelmente estarão mais seguros do que jamais estiveram. Além disso, graças à matéria n’O Pundonor Diário, tenho certeza de que Omar será capturado em três tempos.”
“Olaf”, corrigiu Klaus.
“Sim, sim”, disse o sr. Poe. “Eu queria dizer ‘Omar’. Vejamos agora, que cidades estão listadas no folheto? Vocês, crianças, podem escolher o lugar onde vão morar, se quiserem.”
Klaus virou o folheto ao contrário e leu a lista de cidades. “Paltryville”, disse ele. “É onde ficava a Serraria Alto-Astral. Passamos maus pedaços lá.”
“Calten!”, gritou Sunny, o que queria dizer alguma coisa como “Eu não voltaria para lá nem por todo o chá da China!”.
“A próxima cidade na lista é Tédia”, disse Klaus. “O nome me soa familiar.”
“É perto do lugar onde vivia o tio Monty”, disse Violet. “Não vamos morar lá. Isso nos faria sentir ainda mais saudades do tio Monty do que já sentimos.”
Klaus assentiu com a cabeça. “Além disso”, disse ele, “a cidade fica perto do Mau Caminho, portanto é provável que tenha cheiro de raiz-forte. Aqui está um lugar de que nunca ouvi falar: Ophelia.”
“Não, não”, disse o sr. Poe. “Não quero que vocês morem na cidade do Banco de Ophelia. É um dos meus bancos menos favoritos, e não quero ter de passar por ele quando for visitá-los.”
“Zounce!”, disse Sunny, o que significava “Isto é ridículo!”, mas Klaus deu-lhe uma cutucada com o cotovelo e apontou para a cidade seguinte na lista do folheto. Sunny rapidamente mudou de tom, uma expressão que aqui quer dizer “Em vez disso, imediatamente disse ‘Gounce!’, o que queria dizer algo como ‘Vamos morar lá!’ ou coisa do gênero”.
“Gounce, sem dúvida”, concordou Klaus, e mostrou a Violet do que ele e Sunny estavam falando. Violet engoliu em seco, os três irmãos se entreolharam e, mais uma vez, sentiram um frio na barriga. Mas esse frio não era tanto de nervoso, e sim de esperança – uma esperança de que o último telefonema do sr. Poe tivesse realmente resolvido todos os seus problemas, e de que, quem sabe, aquilo que tinham lido bem ali no folheto revelasse ser mais importante do que o que não tinham lido no jornal. Pois no fim da lista de cidades, abaixo de Paltryville, e Tédia, e Ophelia, estava a coisa mais importante que leram na manhã inteira. Impressas na contracapa do folheto que o sr. Poe lhes dera, na mesma escrita floreada, estavam as letras C.S.C.

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