quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Capítulo sete


Aquele dia a rotina no colégio foi especialmente pesada para os Baudelaire, o que significa que as histórias do sr. Remora foram especialmente chatas, que a obsessão da sra. Bass com o sistema métrico foi especialmente irritante, e que as providências administrativas ordenadas por Nero foram especialmente difíceis, mas Violet, Klaus e Sunny na verdade nem repararam. Qualquer pessoa que não conhecesse bem Violet teria pensado que ela estava concentrada no que o professor dizia durante a aula, pois estava calada e tinha o cabelo preso com uma fita para afastá-lo dos olhos. No entanto, os pensamentos da menina estavam longe, muito longe das histórias sem graça que o sr. Remora não parava de contar. Na verdade, ela havia prendido o cabelo para focalizar melhor seu cérebro inventivo no problema que os Baudelaire tinham pela frente, e não queria desperdiçar nem um tiquinho de atenção no comedor de bananas que tagarelava diante dos alunos.
A sra. Bass trouxera para sua aula uma caixa de lápis e queria testar se a classe percebia qual lápis era mais comprido ou mais curto que os demais. E estava tão empolgada movendo-se de um lado para outro da sala e gritando “Meçam!” que poderia ter olhado para Klaus e pensado que talvez ele compartilhasse sua obsessão por medir, porque os olhos do garoto estavam pregados no que fazia, com aparente concentração. Mas Klaus passou a manhã ligado no piloto automático, expressão que aqui significa “medindo os lápis sem pensar neles”. Enquanto ia comparando lápis por lápis com a régua, o pensamento estava nos livros que havia lido e podiam ajudar os Baudelaire a sair daquela situação.
E se o vice-diretor Nero parasse de ensaiar no violino e olhasse para sua secretária-bebê, teria achado que Sunny estava muito empenhada no trabalho, despachando a correspondência que ele havia pedido: cartas endereçadas a várias fábricas de baIas, com queixas sobre a má qualidade das guloseimas. Contudo, apesar de Sunny estar datilografando, grampeando e colando selos o mais rápido que podia, sua cabeça não estava ligada em nada daquilo, e sim no encontro que ela e os irmãos teriam à noite com o instrutor Genghis, e se haveria oportunidade de fazer alguma coisa a respeito.
Os Quagmire, curiosamente, estavam ausentes do almoço, de modo que os Baudelaire tiveram mesmo que comer com as mãos desta vez. Mas, enquanto pegavam o espaguete aos punhados e tentavam comer sujando-se o menos possível, as três crianças permaneceram concentradíssimas em seus pensamentos, a ponto de quase não falar. Sabiam, sem precisar falar nada, que nenhum deles conseguira descobrir qual era o plano do instrutor Genghis, e que não tinham imaginado um jeito de evitar o encontro com ele no gramado, um encontro que ia ficando mais e mais próximo a cada punhado de espaguete que empurravam para dentro da boca. Os Baudelaire passaram a tarde mais ou menos como a manhã, sem tomar conhecimento das histórias do sr. Remora, dos lápis da sra. Bass e da redução no estoque de grampos do vice-diretor; até mesmo na hora da ginástica – um dos insuportáveis amigos de Carmelita os havia informado de que Genghis começaria a dar aulas no dia seguinte, e que até lá a ordem era continuar correndo como antes – as três crianças correram pelo gramado em absoluto silêncio, guardando toda a força de seus cérebros para refletir.
Os Baudelaire estiveram tão calados e tão entregues a seus pensamentos que, quando os Quagmire sentaram à sua frente na hora do jantar e disseram em uníssono: “Já resolvemos o problema de vocês”, a sensação produzida foi mais de susto que de alívio.
“Minha nossa!”, disse Violet. “Vocês me assustaram.”
“Pensei que você fosse sentir-se aliviada”, disse Duncan. “Não escutou o que a gente disse? Resolvemos o problema de vocês.”
“Estamos assustados e aliviados”, disse Klaus. “Que é que vocês querem dizer com 'Resolvemos o problema'? Minhas irmãs e eu pensamos no assunto o dia inteiro, e não chegamos a nenhum lugar. Não sabemos o que o instrutor Genghis está aprontando, só sabemos que está aprontando. Nem sabemos como fazer para evitar o encontro com ele depois do jantar, mas temos certeza de que fará algo terrível se comparecermos.”
“Primeiro achei que talvez ele estivesse simplesmente planejando nos sequestrar”, disse Violet, “só que não precisaria estar disfarçado para fazer isso.”
“E primeiro achei que deveríamos ligar para o sr. Poe”, disse Klaus, “e contar-lhe o que está acontecendo. Mas, se o conde Olaf é capaz de enganar um computador de última geração, com certeza será capaz de enganar um executivo de banco tão mediano.”
“Nazeta”, disse Sunny, concordando.
“Duncan e eu passamos o dia todo pensando no assunto também”, disse Isadora. “Enchi cinco páginas e meia do meu caderno anotando ideias, e Duncan encheu três.”
“Escrevo com letra miúda”, explicou Duncan, estendendo seu garfo a Violet para que ela pudesse servir-se do bolo de carne que estava na bandeja.
“Pouco antes do almoço, comparamos nossas anotações”, prosseguiu Isadora, “e vimos que havíamos tido a mesma ideia. Aí escapulimos sem dar na vista e fomos pôr o nosso plano em ação.”
“Por isso não aparecemos no almoço”, explicou Duncan. “Reparem que, em nossas travessas, onde deveriam estar copos há poças de bebidas.”
“Bem, podemos compartilhar nossos copos”, disse Klaus, passando o seu para Isadora, “da mesma forma que vocês nos deixaram compartilhar os talheres. Mas qual é o seu plano? Que foi que vocês puseram em ação?”
Duncan e Isadora se entreolharam, sorriram, e inclinaram-se para mais perto dos Baudelaire a fim de assegurar que ninguém de fora os escutaria.
“Nós pusemos um calço na porta dos fundos do auditório, para que fique aberta”, disse Duncan. Ele e Isadora sorriram triunfantes e reclinaram-se em suas cadeiras. Os Baudelaire não se sentiram triunfantes. Sentiram-se confusos. Não queriam ofender seus amigos, que violaram regras e se privaram do uso de copos nas refeições só para ajudá-los, mas não percebiam como um calço na porta dos fundos do auditório podia ser a solução para a enrascada em que estavam metidos.
“Desculpem”, disse Violet depois de uma pausa. “Não compreendo de que maneira um calço na porta dos fundos do auditório é a solução para o nosso problema.”
“Você não percebe?”, perguntou Isadora. “Vamos ficar sentados no fundo do auditório esta noite e, assim que Nero começar o concerto, saímos pé ante pé e escapulimos para o gramado da frente. Assim podemos ficar de olho em vocês e no instrutor Genghis. A primeira coisa suspeita que notarmos, corremos de volta para o auditório e avisamos o vice-diretor Nero.”
“É o plano perfeito, vocês não acham?”, perguntou Duncan. “Estou muito orgulhoso de minha irmã e de mim mesmo, modéstia à parte.”
Os Baudelaire entreolharam-se, tomados de dúvida. Não queriam desapontar os amigos ou criticar o plano que os trigêmeos Quagmire haviam bolado, sobretudo porque eles, Baudelaire, não haviam bolado plano algum. Mas o conde Olaf era tão mau e tão esperto que os três irmãos não puderam deixar de pensar que pôr um calço na porta para mantê-la aberta e escapulir até o gramado para vigiar o instrutor não era lá grande coisa em termos de defesa contra a malícia e a perfídia daquele sujeito repugnante.
“Agradecemos por terem tentado resolver nosso problema”, disse Klaus amavelmente, “mas o conde Olaf é uma pessoa traiçoeira demais. Ele sempre tem uma saída, uma carta escondida na manga. Não quero que vocês se metam em apuros por nossa causa.”
“Não diga bobagem”, falou Isadora com firmeza, e tomou um gole de suco do copo de Violet. “Vocês é que estão em perigo, e cabe a nós ajudar. E não temos medo de Olaf. Acredito que este é um bom plano.”
Os Baudelaire tornaram a se entreolhar. Era muita coragem dos trigêmeos Quagmire não ter medo do conde Olaf e sentir toda aquela confiança no plano, contudo os três irmãos não puderam deixar de se perguntar se os Quagmire deveriam se mostrar assim tão corajosos. Olaf era um homem tão perverso que o mais prudente e o mais sensato era ter medo, e ele derrotara tantos dos planos elaborados pelos Baudelaire que parecia um pouco tolo demonstrar tal confiança diante daquele que acabara de ser exposto. No entanto, as crianças estavam tão agradecidas aos amigos que não falaram mais nada sobre o assunto. Nos anos que se seguiram, os órfãos Baudelaire se arrependeriam disso, desse dia em que preferiram não tocar mais no assunto, mas na ocasião limitaram-se a terminar o jantar com os Quagmire, dividindo copos e talheres e tentando conversar sobre outras coisas. Discutiram novos projetos que poderiam desenvolver para melhorar o Barraco dos Órfãos, trataram de novas pesquisas que poderiam realizar na biblioteca e pensaram no que poderiam fazer a respeito do problema de Sunny com os grampos, cujo estoque estava se esgotando rapidamente. Quando se deram conta, o jantar tinha terminado. Os Quagmire saíram correndo para o recital de violino, prometendo escapulir de lá o mais rápido possível, e os Baudelaire deixaram o refeitório e caminharam para o gramado da frente.
Os últimos raios do crepúsculo projetaram sombras compridíssimas dos Baudelaire enquanto eles andavam, como se as crianças tivessem sido esticadas por toda a extensão do gramado marrom por obra de algum horrível artifício mecânico. Os três olharam para suas sombras, que de tão frágeis pareciam silhuetas de papel, e desejaram, a cada passo, poder fazer alguma outra coisa – qualquer outra coisa – que não fosse encontrar o instrutor Genghis no gramado da frente. Gostariam de poder apenas continuar andando, passar debaixo do arco, atravessar o gramado da frente e avançar em direção ao mundo – mas para onde poderiam ir? Os três órfãos estavam sozinhos no mundo. Seus pais estavam mortos. O executivo de banco que ficara responsável pela fortuna da família era ocupado demais para cuidar direito das crianças. E seus únicos amigos eram dois órfãos como eles, que os Baudelaire sinceramente esperavam ter escapulido do recital para, com os olhos pregados nos três, acompanhar o encontro com a solitária figura do instrutor Genghis, impaciente à espera dos Baudelaire. A luz evanescente do pôr-do-sol – a palavra “evanescente” aqui significa “pálida, indistinta, que empresta a tudo um ar superfantasmagórico” – dava à sombra do turbante do instrutor a aparência de um buraco imenso, muito profundo, no gramado.
“Vocês estão atrasados”, disse Genghis com aquela sua voz rascante. Quando os irmãos chegaram perto dele, puderam ver que tinha as mãos postas para trás, como se estivesse escondendo alguma coisa. “Segundo as instruções, vocês deveriam estar aqui imediatamente depois do jantar, e chegaram atrasados.”
“Desculpe”, disse Violet, esticando o pescoço para tentar descobrir o que ele tinha nas costas. “Levamos mais tempo para jantar porque não podíamos usar talheres.”
“Se fossem espertos”, disse Genghis, “teriam pedido emprestados os talheres de um de seus amigos.”
“Não pensamos nisso”, disse Klaus. Quando alguém é forçado a dizer uma mentira cabeluda, em geral sente um frio na barriga, e Klaus estava tendo essa sensação agora. “O senhor, sim, é um homem inteligente”, disse.
“Não só inteligente”, concordou Genghis, “mas também muito esperto. Bem, vamos pôr mãos à obra. Mesmo crianças estúpidas como vocês devem ser capazes de lembrar o que eu disse a propósito de os órfãos terem excelente estrutura óssea para correr. Por isso vamos imediatamente começar com a Disciplina para Órfãos Rápidos ou, de forma abreviada, D.O.R.”
“Vaivacê!”, gritou Sunny.
“Minha irmã quer dizer que está achando fantástico”, disse Violet, embora “Vaivacê!” na verdade significasse: “Gostaria que nos dissesse o que você realmente pretende fazer, Genghis”.
“Fico contente por esse entusiasmo de vocês”, disse Genghis. “Em certos casos, o entusiasmo pode compensar a falta de inteligência.” Ele trouxe as mãos para a frente do corpo, e as crianças viram que segurava uma lata das grandes e um pincel comprido e pontudo. A lata estava aberta, e um reflexo branco e sinistro brilhava em seu interior. “Bem, antes de dar início à D.O.R., vamos precisar marcar uma pista. Essa é uma tinta fosforescente, o que significa que ela brilha no escuro.”
“Que interessante”, disse Klaus, apesar de ter aprendido dois anos antes o que significava a palavra “fosforescente”.
“Bem, se você acha tão interessante”, disse Genghis, com olhos tão fosforescentes quanto a tinta, “pode ficar encarregado do pincel. Tome aqui.” Entregou o pincel comprido e pontudo nas mãos de Klaus. “E vocês, garotinhas, fiquem com a lata de tinta. Quero que vocês pintem um grande círculo na grama para que vejam o percurso que terão pela frente quando começarem a correr. Então, o que estão esperando?”
Os Baudelaire se entreolharam. O que estavam esperando, é claro, era que Genghis revelasse o que pretendia com a tinta, o pincel e aquela ridícula Disciplina para Órfãos Rápidos. Por ora, entretanto, acharam melhor fazer o que Genghis havia mandado. Pintar um grande círculo no gramado não parecia ser especialmente perigoso, de modo que Violet apanhou a lata, e Klaus mergulhou o pincel na tinta e começou a traçar um grande círculo. Enquanto isso, Sunny sentia-se uma quinta roda, expressão que significa “incapaz de ajudar ou ser útil”, mas arrastava-se ao lado dos irmãos oferecendo apoio moral.
“Maior!”, gritou Genghis na escuridão. “Mais amplo!” Os Baudelaire seguiram suas instruções e fizeram o círculo maior e mais largo, afastando-se de Genghis e deixando um rastro fosforescente. Olharam para o lusco-fusco do anoitecer, indagando-se onde os trigêmeos Quagmire poderiam estar escondidos, se é que tinham conseguido mesmo escapulir do recital. Porém o sol já havia se posto, e a única coisa que os órfãos viam era o círculo brilhante que estavam pintando no gramado e a figura indistinta de Genghis, seu turbante branco mais parecendo um crânio flutuante na noite. “Maior! Mais amplo! Agora está bom, assim, pronto, grande e amplo! Isso aí! Terminem o círculo no ponto onde eu estou! Depressa!”
“O que você acha que estamos realmente fazendo?”, sussurrou Violet para seu irmão.
“Não sei”, disse Klaus. “Li apenas dois ou três livros sobre tintas. Sei que as tintas podem ser venenosas ou causar defeitos de nascença. Mas Genghis não está fazendo a gente comer o círculo, e você não está grávida, é claro. Logo, não consigo imaginar.”
Sunny quis acrescentar “Gargaba!”, querendo dizer: “Talvez a tinta fosforescente seja algum tipo de sinalização à distância!”, entretanto os Baudelaire tinham concluído o círculo e estavam perto demais de Genghis para poder prosseguir na conversa.
“Acho que assim está bom, órfãos”, disse Genghis, tomando de suas mãos a lata e o pincel. “Agora ponham-se em posição de largada, e quando ouvirem meu apito comecem a correr em volta do círculo até eu mandar parar.”
“O quê?”, disse Violet. Como vocês sabem, há dois tipos de “O quê?” no mundo. O primeiro tipo significa simplesmente: Perdão, mas não ouvi o que disse. Pode repetir, por favor? O segundo é um pouco mais maroto. Equivale a algo como: Perdão, eu ouvi o que você disse mas não posso acreditar que foi isso mesmo que você disse, e era óbvio que naquele momento Violet estava usando esse segundo tipo. Ela se achava bem junto a Genghis, de modo que não podia haver a menor dúvida de que tinha escutado perfeitamente o que saíra da boca malcheirosa daquele patife. Contudo não dava para acreditar que Genghis fosse se limitar a mandá-los correr na pista. Era uma criatura tão perversa e revoltante que a mais velha dos Baudelaire simplesmente não podia aceitar que o seu plano fosse tão ingênuo quanto uma aula de ginástica comum.
“O quê?”, repetiu Genghis, em arremedo debochado. Ele se inspirava em Nero, ou seja, aprendera como repetir, com ar de troça, o que as crianças diziam, só para debochar delas. “Sei muito bem que me ouviu, órfãzinha. Você está colada em mim. Vamos, ponham-se em posição de largada, e quando ouvirem meu apito comecem a correr.”
“Mas Sunny não passa de um bebê”, protestou Klaus. “Na verdade, não tem condições de correr, pelo menos de modo profissional.”
“Então que engatinhe o mais depressa que puder”, respondeu Genghis. “Vamos, todos em posição e...já!”
Genghis soprou no apito e os órfãos Baudelaire começaram a correr, sintonizando o ritmo de maneira que se mantivessem juntos apesar de terem pernas de tamanhos diferentes. Terminaram uma volta, depois outra, e outra, e mais outra, e mais cinco outras, e depois outra, e depois mais sete, e depois outra, e mais três depois, e mais duas, e mais outra, e mais outra, e depois mais seis, e perderam a conta. O instrutor Genghis não parava de soprar no apito, e vez por outra soltava exclamações monótonas que não ajudavam em nada, como: “Continuem correndo!” ou “Mais uma volta!”. As crianças baixavam os olhos para o círculo fosforescente a fim de não se desviarem do percurso; e olhavam para Genghis, que de tempos em tempos ficava com os contornos indefinidos e definidos, de acordo com o ponto em que estavam; e olhavam para a escuridão tentando descobrir algum vestígio dos Quagmire.
Os Baudelaire também se entreolhavam de vez em quando, mas sem se falar, mesmo quando estavam longe de Genghis e não dava para ele os ouvir. Uma das razões de não se falarem era poupar energia, porque, apesar de estarem razoavelmente em forma, jamais haviam corrido tantas voltas, e não demorou muito para a respiração ficar tão difícil que passou a ser impossível trocar duas palavras que fossem. A outra razão era que Violet já falara por eles quando perguntou o segundo tipo de “O quê?”. O instrutor Genghis continuou soprando no apito, e as crianças continuaram dando voltas e mais voltas na pista, enquanto na mente de cada uma ecoava aquele segundo tipo de pergunta, mais malicioso. Os três irmãos tinham ouvido o instrutor Genghis, porém não conseguiam acreditar que o plano perverso dele se resumisse na D.O.R. Os órfãos Baudelaire continuaram correndo em torno do círculo fosforescente até os primeiros raios do sol nascente começarem a se refletir na pedra vermelha do turbante de Genghis, e o único pensamento que tinham na cabeça era O quê? O quê? O quê?.

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