sábado, 27 de agosto de 2016

Capítulo dez


“Eu vou para perto do fosso agora mesmo!”, gritou uma mulher na multidão. “Quero ter uma boa visão do espetáculo!”
“Eu também”, disse um homem ao lado dela. “Não tem sentido fazer os leões comerem alguém se você não consegue ver.”
“É melhor andar logo”, disse o homem das espinhas. “Tem uma multidão por aqui.”
Os órfãos Baudelaire olharam em volta e comprovaram o que o homem das espinhas estava dizendo. As notícias da nova atração do Parque Caligari se espalharam para além do sertão, pois havia muito mais visitantes do que na véspera, e a cada instante chegavam mais.
“Vou levá-los até o fosso”, anunciou Olaf. “Afinal, a atração dos leões foi ideia minha, portanto é normal que eu siga na frente.”
“Ideia sua?”, perguntou a mulher de quem as crianças se lembravam do Hospital Heimlich. Ela usava um tailleur cinza e mascava chiclete enquanto falava num pequeno microfone, e os órfãos se lembraram de que ela era a repórter de O Pundonor Diário. “Eu adoraria escrever sobre isso no jornal. Qual é o seu nome?”
“Conde Olaf!”, disse o conde Olaf.
“Já posso ver a manchete: ‘CONDE OLAF IDEALIZA ESPETÁCULO COM LEÕES’“, disse a repórter. “Aguardem só até os leitores d’O Pundonor Diário verem isso!”
“Espere um minuto”, disse alguém. “Eu pensei que o conde Olaf tinha sido assassinado por aquelas crianças.”
“Aquele era o conde Omar”, retrucou a repórter. “Eu conheço o assunto. Escrevi sobre os Baudelaire para O Pundonor Diário. O conde Omar foi assassinado pelos Baudelaire, aquelas crianças homicidas que ainda estão à solta.”
“Bem, se as encontrarmos”, disse alguém na multidão, “elas é que vão para o fosso dos leões.”
“Excelente ideia”, concordou o conde Olaf, “mas enquanto isso, os leões vão ganhar uma deliciosa aberração para o almoço. Sigam-me, e darei a vocês uma tarde de violência e comilança porca!”
“Viva!”, celebrou a multidão.
Olaf fez uma mesura e começou a encaminhar o público na direção da montanha-russa, onde os leões aguardavam. “Venham comigo, aberrações”, ordenou, apontando para os Baudelaire. “Meus assistentes vão trazer as outras. Quero todas as aberrações reunidas para a cerimônia da escolha.”
“Eu leva elas, meu Olaf”, disse madame Lulu com seu sotaque disfarçado, ao sair da Barraca do Destino. Quando ela viu os Baudelaire, seus olhos se arregalaram e ela escondeu as mãos atrás das costas. “Você leva multidón para fossa, faz favor, e dá entrevista para jornal na caminho.”
“Ah, sim”, disse a repórter. “Já posso ver a manchete: ‘ENTREVISTA EXCLUSIVA COM CONDE OLAF, QUE NÃO É CONDE OMAR, QUE ESTÁ MORTO’. Aguardem só até os leitores d’O Pundonor Diário verem isso!
“Será emocionante para as pessoas ler uma matéria sobre mim”, disse Olaf. “Tudo bem, vou com a repórter, Lulu. Mas ande logo com as aberrações.”
“Sim, meu Olaf”, disse Lulu. “Vem comigo vocês, aberraçóns, faz favor.”
Lulu estendeu as mãos para os Baudelaire como se fosse a mãe deles ajudando-os a atravessar a rua, e não uma falsa vidente levando-os para um fosso de leões. As crianças repararam que uma de suas mãos estava estranhamente suja e a outra estava fechada. Os Baudelaire não queriam segurar aquelas mãos e caminhar para o espetáculo dos leões, mas havia tanta gente reunida em volta, aguardando avidamente pela violência, que não havia outra escolha. Sunny agarrou a mão direita de Lulu e Violet a esquerda, e elas seguiram juntas numa espécie de nó desajeitado em direção à montanha-russa.
“Oliv...”, Klaus começou a dizer, mas se deu conta de que seria perigoso usar o verdadeiro nome dela. “Quero dizer, madame Lulu”, corrigiu, e depois se inclinou na frente de Violet para falar o mais baixo possível com a falsa vidente. “Vamos andar bem devagar. Talvez possamos dar um jeito de voltar sorrateiramente à barraca e desmontar o dispositivo de relâmpagos.”
Madame Lulu não respondeu, apenas sacudiu a cabeça de leve para indicar que aquele não era um bom momento para tratar desses assuntos.
“Correia”, lembrou Sunny o mais baixinho que podia, mas madame Lulu apenas sacudiu a cabeça.
“Você cumpriu a promessa, não cumpriu?”, murmurou Klaus, pouco mais alto que um sussurro, mas Lulu continuou em frente como se não tivesse ouvido. Ele cutucou a irmã mais velha por dentro da camisa. “Violet”, disse, usando com medo seu nome verdadeiro. “Peça à madame Lulu para andar mais devagar.”
Violet deu uma olhada rápida para Klaus e depois voltou a cabeça para encontrar os olhos de Sunny. A mais jovem dos Baudelaire olhou de volta para a irmã e viu quando ela sacudiu a cabeça de leve, exatamente como madame Lulu tinha feito, e depois olhou para baixo, para indicar sua mão entrelaçada com a da vidente. Entre dois dos dedos de Violet, Klaus e Sunny viram a ponta de uma tira de borracha que eles reconheceram imediatamente. Era a parte do dispositivo de relâmpagos que se parecia com uma correia de ventilador, exatamente o que Violet precisava para transformar os carrinhos da montanha-russa em veículos capazes de viajar sertão afora e levar os Baudelaire até o topo das Montanhas de Mão-Morta. Mas em vez de se sentirem esperançosos ao ver o objeto crucial na mão de Violet, os três Baudelaire sentiram algo bem menos agradável.
Se você já vivenciou alguma experiência que parecesse estranhamente familiar, como se aquela mesma coisa já tivesse acontecido antes, então você teve aquilo que os franceses chamam de “déjà-vu”. Como a maioria das expressões francesas – “ennui”, por exemplo, que é um termo elegante para designar tédio profundo, ou “Ia petite mort”, expressão que descreve a sensação de que uma parte sua morreu –, “déjà-vu” se refere a algo que normalmente não é muito agradável, e não foi agradável para os órfãos Baudelaire chegar ao fosso dos leões e vivenciar a nauseante sensação de déjà-vu. Quando estiveram no Hospital Heimlich, as crianças viram-se cercadas por uma grande multidão ávida por ver alguma coisa violenta, tal como alguém sendo submetido a uma operação. Quando moraram na cidade de C.S.C, as crianças viram-se cercadas por uma grande multidão ávida por ver alguma coisa violenta, tal como alguém sendo queimado na fogueira. E agora, quando madame Lulu soltou suas mãos, as crianças olharam para a enorme e estranhamente familiar multidão que assomava junto à montanha-russa. Mais uma vez, as pessoas estavam ávidas por ver alguma coisa violenta. Mais uma vez, os Baudelaire temiam por suas vidas. E mais uma vez, era tudo culpa do conde Olaf. Os órfãos olharam para os dois carrinhos que Violet adaptara. Tudo o que faltava para funcionarem era a correia de ventilador, e então as crianças poderiam continuar sua busca pelos pais; porém, olhando a partir do fosso para os dois diminutos carrinhos de montanha-russa engatados com hera e recondicionados para viajar através do sertão, os Baudelaire experimentaram a nauseante sensação de déjà-vu e se perguntaram se não haveria mais um final infeliz à sua espera.
“Bem-vindos, senhoras e senhores, à tarde mais emocionante de suas vidas!”, anunciou Olaf, e estalou o chicote dentro do fosso. O chicote era suficientemente comprido para atingir os leões, que rangeram os dentes. “Os leões estão prontos para comer uma aberração”, disse ele. “Mas qual aberração será essa?”
A multidão se abriu, e o homem de mãos de gancho entrou, conduzindo os colegas dos Baudelaire para a beira do fosso, onde eles já os aguardavam. Como era de esperar, tinham ordenado a Hugo, Colette e Kevin que usassem as roupas aberrantes para o espetáculo, e não os presentes de Esmé, e quando chegaram à beira do fosso, deram um sorrisinho para os Baudelaire e uma olhada nervosa para os leões famintos. Assim que os colegas de trabalho das crianças tomaram seus lugares, os outros camaradas do conde Olaf emergiram do meio da multidão. Esmé Squalor usava um terno risca de giz e segurava uma sombrinha, que é um pequeno guarda-chuva usado para proteger-se do sol; ela sorriu para a multidão e sentou-se numa pequena cadeira trazida pelo capanga careca de Olaf, que trazia na outra mão um pedaço de madeira chato e comprido, que usou para fazer uma espécie de trampolim sobre o fosso dos leões. E por fim, as duas mulheres de cara branca deram um passo à frente e exibiram uma pequena caixa de madeira com um buraco em cima.
“Estou tão contente por hoje ser o último dia que uso estas roupas”, murmurou Hugo para os Baudelaire, apontando para o seu casaco mal ajustado. “Imaginem só, logo serei integrante da trupe do conde Olaf e nunca mais vou parecer uma aberração.”
“A não ser que seja jogado aos leões”, Klaus não pôde deixar de dizer.
“Está brincando?”, sussurrou Hugo. “Se eu for escolhido, atiro madame Lulu no meu lugar, exatamente como Esmé nos pediu.”
“Olhem atentamente para essas aberrações”, disse o conde Olaf sob as risadas do público. “Observem as costas de Hugo. Pensem na esquisitice que é Colette dobrar seu corpo em posições inimagináveis. Caçoem dos absurdos braços e pernas ambidestros de Kevin. Debochem de Beverly-Elliot, a aberração de duas cabeças. E riam até perder o ar de Chabo, o Bebê-Lobo.”
A multidão irrompeu em gargalhadas, apontando e rindo para as pessoas que achavam mais hilárias.
“Olhem os ridículos dentes de Chabo!”, gritou uma mulher que tingira o cabelo de várias cores ao mesmo tempo. “São decididamente idiotas!”
“Eu acho que Kevin é mais engraçado!”, retrucou seu marido, que tingira o cabelo para combinar com o dela. “Espero que ele seja jogado no fosso. Vai ser divertido vê-lo se defender com as duas mãos e os dois pés!”
“Eu espero que seja a aberração de mãos de gancho!”, disse uma mulher que estava atrás dos Baudelaire. “Assim vai ficar ainda mais violento!”
“Eu não sou uma aberração”, rosnou impaciente o homem de mãos de gancho. “Sou um empregado do conde Olaf.”
“Oh, desculpe”, disse a mulher. “Nesse caso, torço para que seja o homem com o queixo cheio de espinhas.”
“Eu sou do público!”, gritou ele. “Não sou uma aberração. Só tenho alguns problemas de pele.”
“Então, que tal a mulher com o terno cretino?”, perguntou ela. “Ou aquele sujeito com uma sobrancelha só?”
“Eu sou a namorada do conde Olaf”, disse Esmé, “e o meu terno é in, e não cretino.”
“Bom, tanto faz quem é aberração ou deixa de ser”, disse outra pessoa. “Eu só quero ver os leões comerem alguém.”
“E você vai ver”, prometeu o conde Olaf. “A cerimônia da escolha vai começar agora mesmo. Os nomes das aberrações foram escritos em pedaços de papel e colocados na caixa que as duas adoráveis damas aqui estão segurando.”
As duas mulheres de cara branca ergueram a caixa de madeira e fizeram uma cortesia para o público.
Esmé fechou a cara para elas. “Não acho que sejam adoráveis”, disse, mas poucas pessoas ouviram, por causa dos aplausos.
“Vou enfiar a mão na caixa”, disse o conde Olaf, “e sortear o nome de um dos monstros aberrantes. Então o monstro vai caminhar por aquela prancha e pular para dentro do fosso, e todos nós vamos assistir enquanto os leões o devoram.”
“Ou a devoram”, disse Esmé. Ela deu uma olhada para madame Lulu, e depois para os Baudelaire e. seus colegas de trabalho. Pondo a sombrinha de lado por um momento, ela levantou as duas mãos de unhas compridas e fez um pequeno gesto de empurrar, só para lembrá-los do seu plano.
“Ou a devoram”, repetiu o conde Olaf com um olhar curioso para o gesto de Esmé. “Alguém tem alguma pergunta?”
“Por que é você quem escolhe o nome?”, perguntou o homem das espinhas.
“Porque foi tudo ideia minha”, disse Olaf.
“Eu tenho uma pergunta”, disse a mulher do cabelo tingido. “Isso está dentro da lei?”
“Ora, não seja desmancha-prazeres”, disse o marido. “Você queria ver pessoas serem comidas por leões, então nós viemos. Mas se vai começar a fazer um monte de perguntas complicadas, pode esperar no carro.”
“Por favor continue, vossa condecência!” disse a repórter d’O Pundonor Diário.
“Vou continuar”, disse o conde Olaf, e chicoteou os leões mais uma vez antes de enfiar a mão na caixa de madeira. Com um sorriso cruel para os possíveis sorteados, Olaf se demorou bastante remexendo o interior da caixa antes de retirar um pedacinho de papel dobrado várias vezes. A multidão se inclinou para ver melhor, e os Baudelaire se esticaram para enxergar por cima das cabeças dos adultos. Mas o conde Olaf fazia mistério. Em vez de desdobrar o papel de uma vez, o ergueu o mais alto que pôde e abriu um largo sorriso.
“Vou desdobrar este pedaço de papel bem devagarinho”, anunciou, “para aumentar o suspense.”
“Brrrilhante!”, disse a repórter, vibrando a língua contra o céu da boca de tanto entusiasmo. “Já posso ver a manchete: ‘CONDE OLAF FAZ SUSPENSE’.”
“Como ator famoso que sou, sei como deixar extasiada uma plateia”, disse ele, sorrindo para a repórter enquanto ainda segurava o papel. “Não deixe de anotar isso.”
“É claro”, disse a ofegante repórter, e segurou o microfone mais perto da boca de Olaf.
“Senhoras e senhores”, bradou ele. “Estou prestes a desfazer a primeira dobra do papel!”
“Oba!”, gritaram. “Viva a primeira dobra!”
“Agora só restam cinco”, disse Olaf. “Só cinco dobras, e saberemos qual aberração será jogada aos leões.”
“É tudo tão emocionante!”, exclamou o homem do cabelo tingido. “Sou capaz até de desmaiar!”
“Só não desmaie para dentro do fosso”, disse a mulher.
“Estou agora desfazendo a segunda dobra!”, anunciou o conde Olaf. “Agora só restam quatro!”
Os leões rugiram impacientes, como se estivessem cansados daquelas baboseiras com o pedaço de papel, mas o público deu vivas ao suspense e nem se incomodou com as bestas-feras, mantendo-se atentos ao conde Olaf, que sorria e jogava beijos para a plateia. Os Baudelaire, contudo, não tentavam mais assistir por cima da multidão ao número de Olaf, uma expressão que aqui significa “tentativa de aumentar o suspense desdobrando lentamente um pedaço de papel onde está escrito o nome de alguém que supostamente vai pular para dentro de um fosso cheio de leões”. Eles se aproveitaram do fato de que ninguém estava olhando e se juntaram para conversar sem despertar suspeitas.
“Você acha que conseguiríamos nos esgueirar até os carrinhos da montanha-russa?”, murmurou Klaus para a irmã.
“Acho que tem gente demais”, respondeu Violet. “Você acha que poderíamos impedir que os leões comessem alguém?”
“Acho que não”, disse Klaus, apertando os olhos para enxergar as feras esfomeadas. “Li num livro que quando os grandes felinos estão com muita fome, são capazes de comer qualquer coisa.”
“Existe mais alguma coisa que você tenha lido que possa nos ajudar?”, perguntou Violet.
“Suponho que não”, respondeu Klaus. “Existe mais alguma coisa que você possa construir com aquela correia de ventilador que possa nos ajudar?”
“Suponho que não”, respondeu Violet com a voz fraca de tanto medo.
Déjà-vu!”, gritou Sunny para os irmãos. Ela queria dizer alguma coisa no gênero de: “Temos de pensar em alguma coisa que nos ajude. Já escapamos de multidões sanguinárias outras vezes”.
“Sunny está certa”, disse Klaus. “Na época em que estávamos no Hospital Heimlich, aprendemos a controlar uma multidão quando protelamos a cirurgia a que Olaf pretendia submeter Violet.”
“E na época em que morávamos na cidade de Cultores Solidários de Corvídeos”, disse Violet, “aprendemos um pouco de psicologia de massas quando vimos que todos os cidadãos estavam tão perturbados que não conseguiam pensar com clareza. Mas o que podemos fazer com esta multidão? O que podemos fazer agora?”
“Ambos!”, murmurou Sunny, e depois rosnou depressa para o caso de alguém ter suspeitado de sua condição lobal.
“Desdobrei o papel de novo!”, bradou o conde Olaf, e não preciso dizer que ele explicou que só restavam três dobras, nem que a multidão o aplaudiu mais uma vez, como se ele tivesse feito alguma coisa muito nobre ou corajosa. E não preciso contar que ele anunciou as três dobras remanescentes como se fossem eventos emocionantes, e que a multidão continuou a aplaudir, ávida pela violência e a comilança porca que se seguiriam, e também não preciso contar o que estava escrito naquele pedaço de papel porque, se você leu até agora este livro deplorável, então está bem familiarizado com os órfãos Baudelaire e com o tipo de sorte aberrante que eles têm. Uma pessoa com sorte normal chegaria a um parque de diversões em circunstâncias confortáveis, tais como um ônibus de dois andares ou um lombo de elefante, e provavelmente se divertiria muito com todas as coisas que um parque de diversões oferece, e se sentiria feliz e satisfeito quando o passeio chegasse ao fim. Mas os Baudelaire chegaram ao Parque Caligari num porta-malas, e foram forçados a se disfarçar, a participar de um espetáculo humilhante, a arriscar suas vidas e, como se essa série de desventuras ainda fosse pouco, não encontraram as informações que esperavam encontrar. Portanto, não será surpreendente saber que o nome de Hugo não estava escrito no papel, e nem o nome de Colette, e nem o nome de Kevin, que de puro nervoso torcia as duas mãos quando Olaf terminou de desdobrar o papel. Também não será surpreendente saber que, quando o conde Olaf anunciou o que dizia o papel, os olhos da multidão inteira recaíram sobre as três crianças. E muito embora você não se surpreenda com o que o conde Olaf anunciou, ficará surpreso com o que anunciou um dos Baudelaire imediatamente depois.
“Senhoras e senhores”, anunciou o conde Olaf. “Beverly-Elliot, a aberração de duas cabeças, é a sorteada de hoje.”
“Senhoras e senhores”, anunciou Violet Baudelaire, “é um enorme prazer ter sido a escolhida.”

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