segunda-feira, 25 de julho de 2016

Introdução

Caro Leitor,

Sinto muito dizer que o livro que você tem nas mãos é bastante desagradável. Conta a infeliz história de três crianças muito sem sorte. Apesar de encantadores e inteligentes, os irmãos Baudelaire levam uma vida esmagada por aflições e infortúnios. Logo no primeiro capítulo as crianças estão na praia e recebem uma trágica notícia. A infelicidade segue os seus passos, como se eles fossem ímãs que atraíssem desgraças.
Neste pequeno volume, os três jovens têm que lidar com um repulsivo vilão dominado pela cobiça, com roupas que pinicam o corpo, um incêndio calamitoso, um plano para roubar a fortuna deles e mingau frio servido como café da manhã.
É meu triste dever pôr no papel essas histórias lamentáveis. Mas não há nada que o impeça de largar o livro imediatamente e sair para outra leitura sobre coisas alegres, se é isso que você prefere.

Respeitosamente,

Lemony Snicket


Na classificação das pessoas mais infelizes do mundo – e você sabe que elas não são poucas – os irmãos Baudelaire ocupam sem dúvida o primei­ro lugar. Eles viveram mais coisas hor­ríveis que qualquer pessoa. Mas quem são esses desafortunados?


VIOLET BAUDELAIRE tem catorze anos e é uma das maiores inventoras do seu tempo. As engrenagens e alavancas de seu cérebro funcionam a todo o vapor.

 KLAUS BAUDELAIRE, o irmão do meio, usa óculos, o que pode dar a impressão de que seja amante dos livros. Im­pressão absolutamente correta. Ele emprega todo o seu conhecimento em decifrar os planos do pérfido con­de Olaf.



 SUNNY BAUDELAIRE, a mais nova dos três, é ainda um bebê. Seus quatro afiados den­tes entram em ação na pri­meira oportunidade.



 E este é o arqui-inimigo dos irmãos Baudelaire: o CONDE OLAF. Homem revoltante, gos­mento, pérfido, sobre ele é melhor dizer o menos possível.



Eu, LEMONY SNICKET, nasci antes de você e provavelmente morrerei antes de você. Nasci numa pequena vila que hoje está submersa. Um povoado aparentemente pacato, mas cercado de segredos. Hoje vivo na cidade. Para escrever essas desventuras dos irmãos Baudelaire, fui obrigado a conhecer a fundo as artimanhas de vilões como o conde Olaf. Passei anos mergulhado no mundo do crime, não dos crimes reais, é claro. Minha formação é estritamente teórica.
Veja mais informações no meu site: www.lemonysnicket.com (em inglês).
Meu ilustrador, BRETT HELQUIST, nasceu no Arizona, cresceu em Utah e atualmente vive em Nova York. Formou-seem belas-artes na Brigham Young University e desde então trabalha como ilustrador. Colabora em diversas publicações, como Cricket Magazine e The New York Times.


Para Beatrice
querida, adorada, morta

Nenhum comentário:

Postar um comentário