quinta-feira, 14 de julho de 2016

Fanfic: A profecia


Sinopse:
Lugar errado na hora errada? Bom, talvez esse ditado se aplique aos melhores amigos Monique, Thales e Sophia.
Uma praça abandonada não é um bom lugar para ir, muito menos durante a noite. Jogados em um novo mundo completamente diferente da Terra, os três seguirão uma profecia, desvendando poderes que nem eles sabiam possuir. 
"A morte marca o caminho. O medo domina a alma. Desconfiança predomina. Uma jornada aos feiticeiros percorrerão e em suas próprias mentes sucumbirão. O sucesso ou fracasso depende de apenas um. Apontem ao norte, trilhem o caminho. Vocês estão nas mãos do inimigo."

Categorias: Fantasia, aventura, ação, romance, história original. 
Autora: Laura Ferreira.
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Capítulo 1

 A noite se aproximava e o ânimo de Monique e Sophia diminuía. O que será que era tão importante para Thales a essa hora da noite?
   -Não seja inconsequente, Thales. Já são oito e meia e nossas mães já estão fartas de nossas escapulidas. Ficarei sem livros durante meses depois do que fizemos. –Monique reclamou.
   -Tenho certeza que depois que verem o que eu encontrei me agradecerão por trazê-las aqui.
   -Oh, céus. Eu tenho certeza que me arrependerei de pular a janela do meu quarto... –Sophia murmurou.
   -Bom garotas, apresento-lhes a praça abandonada. –Thales falou, entrando em um beco escuro e sumindo atrás de uma lona.
   -Eu não vou lá de jeito nenhum. –Sophia afirmou, dando meia volta. –Eu ainda nem tive um namorado! Não quero morrer agora.
   -Eu escutei isso. –o eco da voz de Thales retumbou no beco. –Eu verifiquei tudo hoje mais cedo. Sem perigos. Depois você volta a admirar as fotos de seus pretendentes.
   Monique arfou e caminhou até a lona, desaparecendo no escuro. Sophia não queria ficar ali sozinha de jeito nenhum e seguiu os dois amigos.
   -Bom, estamos aqui Thales, o que tem de tão especial ...
   A frase morreu na boca de Monique. A praça abandonada piscava levemente a luz fraca de alguns postes ligados e a vários vaga-lumes.
   -É perfeito. –Sophia falou, levando a mão a boca.
   -Eu não disse que valeria a pena? Encontrei esse lugar enquanto me escondia daqueles bobocas da escola há dois dias. Depois de procurar achei fios soltos. Segui e encontrei a rede de energia desligada. Alguns ajustes e remendos resultaram nisso. É incrível que ainda funcione.
   -Como ninguém sabe da existência dessa praça? –Monique perguntou.
   -É uma ótima pergunta. Eu pesquisei na biblioteca pública essa rua, e descobri um livro que falava de uma praça. Algumas páginas estavam extremamente falhas e queimadas, mas tudo indica que a praça seria destruída para a construção de um shopping. As circunstâncias apontam que isso não aconteceu, mas não é o que todos falam. Simplesmente esqueceram.
   -Há quanto tempo isso foi escrito? –Sophia perguntou.
   -Não tanto. O livro datava o ano de 1998.
   -Isso aconteceu há dezoito anos e ninguém fala sobre? –Monique perguntou.
   -Exato. Assustador, não? Perguntei à bibliotecária e ela disse para que eu não mexesse com assuntos envolvendo os prefeitos e seus planos.
   -Isso é muito estranho. –Sophia opinou.
   -Não mais do que vem por aí. Andando por aqui eu descobri que a praça é cercada de vegetação, o que apontou que ela leva para alguma outra praça ou, estranhamente, para a casa do prefeito, a algumas casas e becos daqui.
   -Está dizendo que existe uma grande falha no mapa da cidade e ninguém se pergunta o que é? –Monique perguntou.
   -Errado. O mapa está preenchido com lojas e mais lojas que realmente existem, mas que não ocupam tanto espaço assim. E outra coisa mais estranha ainda, essa praça parece ser um museu. Eu encontrei coisas sobre a guerra de famílias que teve aqui, em Westivell, além de outras coisas. E segundo a nossa lei, museus não podem ser destruídos. Uma praça museu que viraria shopping e agora sumiu do mapa. –Thales explicou.
   -É só isso? –Sophia resmungou.
   -Ah, por favor, eu tirei vocês de casa e as trouxe para um lugar que ninguém sabe que existe. Não tem nenhuma câmera aqui. Isso significa paz! Vamos ver as atrações do museu.
   Monique riu diante de sua animação e o seguiu, enquanto Sophia caminhava desanimada atrás deles.
   Eles seguiram por um longo caminho pela praça, olhando estátuas e mais estátuas e suas escrituras.
   -Isso é tão chato... –Sophia resmungou.
   -E esse é o ponto final. –Thales disse, ignorando o comentário de Sophia.
   Uma última estátua delimitava o fim da praça antes do começo do matagal. Enquanto todos liam em silêncio o telefone de Sophia tocou, assustando a todos.
   -Só um segundo. É Paulo.
   -Nós só temos catorze anos e Sophia já está desesperada atrás de namorado. –Thales resmungou.
   -Pelo menos eu corro atrás de algo. –ela disse, voltando para eles. –Paulo disse que quer me ver.
   -Você não quer acreditar que eu o vi com a Belinda? –Monique alertou pela milionésima vez.
   -Eu já disse que eu ainda não havia demonstrado interesse. Mas... Será que eu sou feia demais? –ela disse, quase chorando.
   -Olhos azuis, cabelo loiro, pele como a de um vampiro, baixinha para catorze, fazendo parecer uma boneca, magra igual a um palito. –Thales e Monique repetiram o que sempre falavam para Sophia.
   -Segundo as pessoas que só ligam para a aparência, você é perfeita. –Monique falou.
   -Mas eu queria ser como você!
   Monique era alta e tinha um leve bronzeado. Seus cabelos negros como a noite contrastavam com seus olhos verdes escuro, um pequeno nariz e um grande lábio. Suas curvas atraiam a atenção de qualquer um, não que ela se importasse, ao contrário de Sophia.
   Thales também não era feio. Seu cabelo castanho que vivia despenteado encantava todas as garotas do nono ano. Olhos da cor de avelã com covinhas no sorriso ajudavam. Ele era o único garoto mais alto que Monique , e alguns músculos eram notados, fruto de algumas horas na academia.
   Eles eram conhecidos como o trio perfeição, mas a personalidade de cada um não agradava nem um pouco os mais "importantes" na escola. Não que eles ligassem.
   Eles viraram novamente para a estátua, e uma sombra passou no campo de visão de Monique .
   -Vocês viram isso?
   -O quê? –Sophia sussurrou, já com medo.
   -Eu vi uma sombra. Deve ser apenas o movimento das folhas.
   Dessa vez Thales percebeu, e seguindo extintos, percebeu que seu cérebro estava tentando arranjar uma solução para o sobrenatural.
   -Eu falei que não devíamos ter vindo. –Sophia disse de olhos fechados, agarrada ao braço de Thales.
   Um corpo sólido apareceu na frente deles, recebendo um grito de Monique e Thales como resposta. Eles se pressionaram na parede.
   O rosto não era muito visível através de maquiagem borrada e um tremor que percorria o corpo todo. A voz que saiu da boca era estridente e lembrava um quadro sendo arranhado.
   -Eu quero meu marido! Eu avisei para ele não mexer em nada. Eu disse que eu não queria nada! Por que ele caiu? Por quê?! Eu odeio aquelas raízes. Eu só quero meu marido de volta. O meu marido... o meu... marido.
   O corpo se desfez em uma nuvem de pó. Sophia fez questão de continuar com os olhos fechados, enquanto Monique tentava processar tudo. Aquilo havia a abalado de uma forma impressionante, além do fato daquele rosto ser levemente familiar.
   -Vamos sair daqui. Deve ser alguma brincadeira. –Monique murmurou.
   Thales apenas confirmou, puxando Sophia atrás de si.
   Um farfalhar foi escutado, fazendo todos pararem e se virarem lentamente.
   Raízes. Raízes se aproximavam, deslizando como víboras pelo chão.
   -Corram! –Monique gritou.
   E assim eles fizeram. Sophia finalmente abriu os olhos e observou as raízes por cima do ombro. A última coisa que observou elas fazerem foi levantarem e darem o bote, amarrando-se na perna de cada um, enquanto outras subiam pelo resto do corpo.
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