sexta-feira, 1 de julho de 2016

Epílogo

Annabel

Durante anos o túmulo foi seco. Agora água do mar pingava através dos buracos finos e porosos na pedra, e, com a água do mar, sangue.
Caiu em ossos rachados e ligamentos secos, e ensopou sua mortalha. Umedeceu seus lábios envelhecidos. Trouxe consigo a magia do oceano, e, com ela, o sangue daquele que a amou, uma magia ainda mais estranha.
Em seu túmulo próximo ao mar retumbante, os olhos de Annabel se abriram.

Nenhum comentário:

Postar um comentário