segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Goethe, A Obra De Um Grande Rosacruz Alemão (Da Teoria Das Cores À Venda Da Alma), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga

TRECHO:
Introdução

ESTA Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
examina resumidamente a obra do Rosacruz e grande pensador
alemão Goethe, que se notabilizou nas Ciência e nas Artes
apresentando a Teoria das Cores, um estudo que correlaciona fatos objetivos
e fatos subjetivos, entrelaçando dados científicos com suposições metafísicas
e que tornou conhecida no mundo inteiro a história de Fausto, o homem que
vendeu a alma a Mefistófeles (o Diabo) em troca do sucesso no mundo
material. Fausto é o protagonista de uma popular lenda alemã de um pacto
com o Demônio, baseada no médico, mágico e alquimista alemão Dr.
Johannes Georg Faust (1480 - 1540). O nome Fausto tem sido usado como
base de diversos romances de ficção, o mais famoso deles do autor Goethe,
produzido em duas partes, tendo sido escrito e reescrito ao longo de quase 60
anos. No afã de superar os conhecimentos de sua época, evoca Fausto
espíritos e, por fim, Mefistófeles, com o qual negocia viver por vinte e quatro
anos sem envelhecer. Durante este tempo, conforme o contrato assinado com
seu próprio sangue, serviria o Diabo a Fausto, em troca da sua alma. Entregue
aos prazeres durante este tempo, é finalmente ao termo deles levado para o
Inferno. Tendo, porém, encontrado o amor de Margarida, dela tenta obter a
salvação, mas foi inevitável o destino a que se comprometera. O nome
Mefistófeles, desde a Idade Média, se refere a uma das muitas entidades
demoníacas. A figura de Mefistófeles se tornou mais conhecida como
importante personagem da obra “Fausto”, de Goethe. Escreveu Eliphas Lévi,
cujo nome de batismo é Alphonse Louis Constant (8 de fevereiro de 1810 –
31 de maio de 1875): “O Diabo – se é permitido em um livro de ciência
empregar esta palavra desacreditada e vulgar – se dá ao Mago e o feiticeiro
se dá ao Diabo.” Várias Ordens R+C apresentam Goethe como Iniciado.
Segundo a Fraternidade Rosacruz Max Heindel (The Rosicrucian Fellowship)
na obra de Goethe, como na de Wagner, está impressa a influência mística de
Christian Rosenkreutz (Cristão Rosacruz), o Pai CRC (vide
http://www.fraternidaderosacruz.com.br/livrosonline/CRCosmos/crc32.htm )
A Orden Rosacruz da Espanha (Gran Canarias), do Imperator Angel Martin
Velayos, C...R...C... coloca Goethe na sua página de Rosacruzes famosos:
http://www.rosacruz.net/principal10.html

Livro "Crime e Sedução" da Planeta divulgado à 01h no programa Livraria Ideal na TVI24

O programa de João Paulo Sacadura, Livraria Ideal, vai divulgar o livro da Planeta "Crime e Sedução". Para quem não conseguir ver pode ainda procurar o seguinte endereço, durante a semana: http://www.tvi24.iol.pt/programacao-cultura/livraria-ideal-tvi24/1044066-4665.html e seleccionar “vídeo”.

Na passada semana, no programa Cartaz das Artes, do mesmo apresentador, mas desta feita na TVI, divulgou-se o livro Drácula, da Planeta. Para quem não viu pode ver neste endereço
http://www.tvi24.iol.pt/programacao-cultura/tvi24-cartaz-das-artes/1044075-4665.html

Novidades Bizâncio

Título: King – Peregrinação ao Topo da Montanha
Autor:
Harvard Sitkoff
Colecção: Vidas, 27
Págs.: 304
Preço: 17 €
Biografia


Sinopse:

«Uma obra notável! Esta biografia oferece uma perspectiva equilibrada mas crítica não só de Martin Luther King mas também da sua época em toda a sua plenitude e complexidade.»
O assassinato de Martin Luther King, em Abril de 1968, fez mais do que encurtar tragicamente a vida de um dos mais notáveis líderes dos direitos cívicos da América, prémio Nobel da Paz em 1964; e coloca-nos desde logo a questão de saber se, diante do radicalismo então emergente, estariam a escapar ao seu controlo os maiores feitos que conseguiu em vida. O Martin Luther King que o autor nos apresenta é mais humano e menos mítico, sem esquecer todavia que este foi essencialmente um lutador que pregou contra a guerra e contra a pobreza, por uma redistribuição de riquezas mais justa e eficaz, pelo socialismo democrático e pelo fim do racismo, numa das maiores democracias do mundo.


Título: O Génio e a Deusa
Autor:
Jeffrey Meyers
Colecção: Vidas, 28
Preço: 18,50€
Págs.: 384
Biografia


Sinopse:
«(…) Pela primeira vez, eis um biógrafo que retrata Marilyn como ela era: teimosa, egoísta; sempre pronta a despedir agentes, professores de representação, colegas, advogados e até maridos.»
Daily Express

Aos 35 anos, Arthur Miller tinha escrito duas peças de grande êxito. Era casado e tinha dois filhos. Em Janeiro de 1951, foi a Hollywood onde enfrentaria duas crises morais: a implacável negociação de uma nova peça com a Columbia Pictures e a paixão por uma actriz e modelo ainda pouco conhecida – Marilyn Monroe. O Génio e a Deusa é o retrato de um casamento. O maior dramaturgo americano do século xx e a mais popular actriz americana complementaram-se, mas também se feriram mutuamente. Este livro explica porque casaram, porque se mantiveram juntos durante cinco anos e o que os destruiu. Marilyn, continuou, no entanto, a ser a trágica musa de Miller; e o seu carácter, ardente e atormentado, manteve-se omnipresente durante os quarenta anos que se seguiram.


Título: Raparigas de Xangai
Autor:
Lisa See
Colecção: Montanha Mágica, 49
Págs.: 352
Preço: 16€
Romance


Sinopse:
«Um livro sobre a sobrevivência e sobre a dimensão dos sacrifícios que podemos suportar por aqueles que amamos. Um relato comovente das dificuldades sentidas pelos emigrantes. Uma obra rica em detalhes, uma linguagem cativante, que nos prende desde a primeira página.» Publishers Weekly


Em 1937, Xangai era a Paris da Ásia. Duas jovens irmãs, Pearl e May Chin, gozam a época dourada das suas vidas, graças à fortuna do pai. Um dia, porém, o pai anuncia que perdeu toda a fortuna na mesa de jogo, e que, para pagar as dívidas, as vendeu como esposas a compatriotas endinheirados que vieram da Califórnia à procura de noivas chinesas. Já com as bombas japonesas a caírem sobre a sua amada cidade, Pearl e May embarcam na viagem das suas vidas rumo à América. Recomeçam a vida tentando encontrar o amor junto dos estranhos com quem se casaram. Divididas entre o fascínio de Hollywood e os antigos modos de vida e as regras de Chinatown, esforçam-se por aceitar a vida americana. Pearl e May são amigas inseparáveis; porém, como todas as irmãs, nutrem, também, uma pela outra, invejas e rivalidades mesquinhas. Enfrentam sacrifícios terríveis, fazem escolhas impossíveis e partilham um segredo devastador, capaz de mudar as suas vidas.



Título: Baby Blues 26: A Desordem Natural das Coisas
Autor:
Rick Kirkman e Jerry Scott
Págs.: 132
Preço: 12,50€
Banda Desenhada


Sinopse:
A teoria da desarrumação natural da espécie, em casas onde as crianças ultrapassam, em número, os adultos, explicada à melhor maneira dos MacPhersons.



Título: O Canto do Galo
Autor:
Vários
Págs.: 144
Preço: 11€
Contos


Sinopse:
«Leia o livro, visite o blog e venha cantar de Galo connosco!»
O Canto do Galo resulta de uma selecção dos melhores contos do Prémio MicroContos Galo/Bizâncio e de outros textos publicados no blog o galodebarcelosaopoder.blogspot.com. Inúmeros são os seus autores, colaboradores habituais do blog, que em relatos com humor, sexo, drama, mistério ou romance, e obedecendo apenas ao limite de formato A4, deram asas ao seu talento em várias dezenas de microcontos que agora aqui estão ao dispor de uma plateia de leitores mais vasta e ecléctica.



Título: Lince-Ibérico
Autor:
Paulo Caetano / Joaquim Pedro Ferreira / Jorge Mateus
Págs.: 176
Preço: 25€
Álbum


Sinopse:
É um dos animais mais fugidios da fauna ibérica. Tão raro, que ganhou o triste epíteto de felino mais ameaçado do mundo. Hoje em dia, o lince-ibérico, outrora tão comum nos bosques portugueses e espanhóis, apenas sobrevive em escassos montes da Andaluzia. Mas, ao contrário do que alguns tentam fazer crer, o lince-ibérico não é um mito. Ainda não desapareceu por completo. Ainda é possível salvar esta espécie única e bela. Ainda é possível avistá-lo. Senti-lo. É este predador que pode ficar a conhecer ao longo das páginas do livro. Entender como caça, como cria os seus filhos, como escapa aos perigos que o ameaçam. Através de histórias únicas e de fotos magníficas, é possível partilhar momentos comoventes e entrar na intimidade dos últimos linces-ibéricos.

Para os fãs de Deana Barroqueiro

Os fãs de Deana Barroqueiro podem acompanhar a autora de O Espião de D. João II, entre outros...

30 de Novembro/1 de Dezembro, à 1.08 h. e 5.32 h.

TVI 24 - Livraria Ideal( http://www.tvi24.iol.pt/programacao ):
A entrevista de João Paulo Sacadura a Deana Barroqueiro vai para o ar na madrugada de 2ª para 3ª feira, à 1.08 h. e repete às 5.32 h.

3 de Dezembro, às 13.30 h.
TVI 24 - Livraria Ideal: Repetição da entrevista na 5ª feira.

5 de Dezembro, 18.30 h.
Fundão - Hotel Príncipe da Beira
A Ésquilo, Edições e Multimédia, o Hotel Príncipe da Beira e Deana Barroqueiro têm o prazer de os convidar para a apresentação da obra «O Espião de D. João II», feita pela professora e investigadora Dra. Maria Adelaide Neto Salvado.
Seguir-se-á um jantar literário que contará com a presença de todos os interessados. Inscrições abertas no Hotel Príncipe da Beira. O evento tem o apoio da Câmara Municipal do Fundão.

Marta Rebelo apresenta 30 Anos de Mau Futebol

Dia 2 de Dezembro é apresentado o livro "30 Anos de Mau de Futebol" de João Pombeiro que conta com com ilustrações de Pedro Vieira.
A apresentação estará a cargo de Marta Rebelo e decorrerá na Fnac Colombo, às 18h30.

Sessões de Autógrafos com Geronimo Stilton‏

Não percas a oportunidade de apertar a mão (pata) ao rato-editor mais famoso do mundo! Por isso mesmo, ele vai estar presente...

Dia 1 de Dezembro
- Das 11h às 13h: Livraria Bertrand da Avenida de Roma
- Das 15h30 às 17h30: Hipermercado Continente Loures

Dia 5 de Dezembro
- Das 14h às 15h30: Feira Nova Sintra
- Das 17h às 18h30: Hipermercado Continente Amadora

Dia 6 de Dezembro
- Das 11h às 13h: Livraria Bertrand Olivais Shopping
- Das 15h30 às 17h30: Livraria Bertrand do C.C. Vasco da Gama

Dia 8 de Dezembro
- Das 11h às 13h: Hipermercado Continente do Cascais Shopping
- Das 16h às 18h: Hipermercado Continente do Oeiras Parque

Dia 12 de Dezembro
- Das 11h às 13h: Hipermercado Continente do Gaia Shopping
- Das 15h30 às 17h30: Hipermercado Continente do Maia Shopping

O Mundo Invisível


Autor: Shamim Sarif
Título Original: The World Unseen (2001)
Editora: Contraponto
Páginas: 272
ISBN: 9789896660222
Tradutor: Tânia Ganho

Sinopse
África do Sul. 1950. As primeiras leis raciais do apartheid começam a ser implementadas. Amina é uma jovem de espírito livre que desafiou as convenções da comunidade indiana em que cresceu e decidiu trabalhar por conta própria. É dona de um café, um sítio cheio de boa disposição, música, comida caseira… e mistura de raças. O seu sócio é negro, a sua empregada é mestiça, a clientela é de todas as cores e feitios – e Amina tem muitas vezes de subornar a polícia para conseguir manter o café aberto.
Miriam é uma jovem indiana mãe de família, tradicional e subserviente. O seu casamento foi combinado pela família e ela faz todos os possíveis para manter um bom ambiente em sua casa – apesar dos acessos de raiva do marido.
Quando estas duas mulheres se conhecem, o encontro entre os seus dois mundos vai transformar as suas vidas…

Opinião
Shamim Sarif é uma escritora inglesa, com raízes indianas e sul-africanas. Para além de escrever, é também realizadora e argumentista, tendo adaptado este "O Mundo Invisível" ao grande ecrã no decorrer do ano passado. A sua forte ligação com a África do Sul inspirou-a a escrever este livro, cuja história decorre no início da década de 50 do século passado, poucos anos após a implementação do apartheid. Para quem não está muito a par deste conceito, tratou-se de um regime implementado na África do Sul em 1948, sustentado pela lei, e que consistia numa série de regras que davam o poder aos brancos e remetiam os restantes povos a uma existência separada, completamente desprovida da maioria dos direitos que, nos dias de hoje, consideramos fundamentais para a existência da igualdade.

Neste contexto, vamos seguindo a história de duas mulheres: Amina e Miriam. As duas têm raízes indianas e, por isso, são vítimas das rígidas leis que a implementação do apartheid trouxe consigo. Amina é uma jovem independente, "maria-rapaz", que gere um café (em parceria com o seu amigo Jacob) e que tenta levar a sua vida o mais longe possível de toda a segregação que vê à sua volta. Miriam é uma dona-de-casa, mãe de 3 filhos, no seio de uma família conservadora, que se casou com Omar porque a sua família assim o entendeu. O encontro entre estas duas mulheres vai fazer com que Miriam comece a perceber que fazer as coisas de determinada forma apenas porque é aquilo que dela esperam pode, na maioria das vezes, não ser motivo suficiente para o fazer. O livro aborda também o assunto tabu (infelizmente, continua a sê-lo nos dias de hoje) do amor entre duas pessoas do mesmo sexo. Mas isso é um detalhe irrelevante: o que é importante reter é que, independentemente de idades, sexos, raças ou religiões, o amor não deve conhecer barreiras.

Este livro teve o condão de me fazer interessar pelo que se passou na África do Sul na segunda metade do século XX (o apartheid foi apenas legalmente abolido em 1994), a tentar compreender o que leva alguém - ou um grupo de pessoas - a definir legalmente, entre outras coisas, quem se pode ou não amar. Sou da opinião que, para enfrentarmos o futuro, temos de compreender o passado. E analisar o apartheid permite-nos não só encarar extremos inconcebíveis da segregação racial, mas também perceber que a raiz da discriminação (seja ela de que natureza for) é algo que está presente no ser humano quase desde sempre. Felizmente, nos dias que correm muitas destas coisas deixaram de fazer qualquer sentido, mas continuam a existir racistas, homofóbicos e pessoas que não param um segundo para pensar que todos deveríamos ter os mesmos direitos

"O Mundo Invisível" é um livro bem escrito, com uma história cativante, que leva o leitor a folhear página atrás de página levado pela curiosidade do que vai acontecer e de como irá a história terminar. A questão é que ela não chega realmente a terminar... O final aberto deixa à imaginação do leitor o destino das personagens cuja vida acompanhou durante algum tempo. Não sou grande fã de finais abertos, mas compreendo a intenção da autora ao querer que este relato fosse uma "fotografia" da vida destas duas mulheres, durante um determinado espaço de tempo. O certo é que foi uma leitura que me deu prazer, que me fez pensar, que me fez aprender. Altamente recomendado.

9/10 - Excelente

domingo, 29 de novembro de 2009

literacia visual

Fernando Lemos diz, no programa Câmara Clara, na rtp 2, que a fotografia ensina a ver, que a sua função não é mostrar mas sim levar a ver. Acrescenta que aprendeu isso no Japão, onde as crianças começam a fotografar antes de aprenderem a ler ou a escrever.

cinanima na Culturgest

Amanhã, pelas 21h30, passará na Culturgest, em Lisboa, uma selecção dos filmes premiados na edição de 2009 do Cinanima (Festival Internacional de Cinema de Animação), que tem lugar em Espinho, desde 1976.
O programa da sessão inclui curtas e uma média metragem, de realizadores portugueses, ingleses, franceses e holandeses. Entre os portugueses contam-se Filipe Abranches e os alunos da EB 1 Sede nº 1 de Vila do Conde. As técnicas são distintas e vão dos recortes às sombras chinesas, passando pelas marionetas, pintura sobre vidro e computador.
A entrada é livre.
Mais informações no site da Culturgest.

Discurso de Sathya Sai Baba: PUREZA DE CORAÇÃO – A VERDADEIRA DISCIPLINA ESPIRITUAL (SADHANA) - 09/10/2005 – Dasara

TRECHO:
Sem um trabalho verdadeiro, tagarelando o dia todo,
Isso é disciplina espiritual (sadhana), você acha?
Seguindo um regime de alimentar o seu estomago três vezes ao dia,
Você acha que isso é disciplina espiritual?
Vigorosa atividade durante o dia e sono profundo à noite,
Você acha que isto é disciplina espiritual?
É para isso que Deus o criou?
Você gasta muito tempo nesse tipo de rotina,
Mas isso não é disciplina espiritual.
Não desperdice o seu tempo dessa maneira.
A partir deste momento, esforce-se para conhecer-reconhecer Deus.
Isso por si só é disciplina espiritual.
(Poema télugo)

Encarnações do Amor Divino!
A consciência que tudo permeia é denominada Divindade. É também dito que a Divindade está presente
em todos os seres vivos. Mas não há quem tenha visto essa onipresente Divindade. Apenas um ser
humano pode contemplar e compreender o Ser Cósmico. Na verdade, a própria vida humana é a
manifestação do poder divino. Mas, algumas pessoas não concordam com essa declaração.
A Divindade se manifesta em cada ser vivo. A mesmo “realidade da Consciência individual dentro de
cada Ser” (Atma Tattva) está presente não só nos seres humanos, mas em cada ser vivo no universo.
Mas devemos ter um coração puro e altruísta para compreender essa verdade. Para perceber essa
verdade, todo ser humano deve contemplar constantemente a Deus. Ao fazê-lo, seu coração se tornará
puro e pacífico. No momento em que vocês atingirem essa fase, Deus certamente se manifestará
perceptivelmente em vocês. Esse deve ser a sua prática espiritual - sadhana.
Não é só através da prática da meditação (dhyana) que Deus pode se manifestar para o aspirante
espiritual (sadhaka). Deus está presente indistintamente em todos como um morador interno: tanto nos
seres humanos quanto nos insetos, pássaros e animais selvagens. Suponham que vocês perguntem:
"Onde está Deus agora?" A resposta espontânea seria que Deus está presente em vocês também.
Várias pessoas empreendem prática espiritual como meditação para encontrar respostas para essas
perguntas.
O sábio Narada afirmou que Deus poderia ser conhecido através de nove formas de devoção, a saber,
escutando (sravana), cantando com devoção (kirtana), contemplando o Senhor Vishnu (Vishnusmarana),
servindo aos Seus Pés de Lótus (Padasevana), adorando (vandana), servindo (archana), afetuoso
(dasya), amando (sneha) e rendendo-se (Atmanivedana).
Não há ninguém neste mundo, em cujo coração Deus não habite como o morador interno. Portanto, essa
meditação é necessária para compreender esse Deus onipresente que permeia todas as coisas?
Existem, atualmente, muitas pessoas que ensinam diferentes técnicas de meditação. No entanto,
meditação visa à aquisição de pureza do coração espiritual, que, se não for adquirida, a sede da
consciência de Deus não poderá ser compreendida. Logo, todos devem lutar para atingir a pureza do
coração espiritual.
Que tipo de disciplina espiritual fez Kamsa2
na Dvapara Yuga3
? Na verdade, ele estava constantemente
insultando o Senhor Krishna. Entretanto, o Senhor Krishna foi tão compassivo que lhe concedeu o Seu
darshan4
.
________
1
Festival dos Dez Dias (Dasara) ou Nove Noites (Navaratri), dedicado às Mães Divinas: Durga, Lakshmi e Sarasvati para celebrar
a vitória do bem sobre o mal.
2
Kamsa, Kansa (sânscrito), irmão de Devaki, mãe de Krishna, e tirânico rei de Mathura (terra natal de Krishna). Com medo da
profecia que previa a sua morte pelo oitavo filho de sua irmã, ele ordenou que todos os filhos dela fossem mortos. Mas Krishna, o
oitavo filho, escapou, pois seus pais fugiram com ele.
3
A cosmogonia hindu divide a criação em ciclos. O universo criado surge e desaparece num processo contínuo de criação e
dissolução, uma espécie de pulsação. Esse processo leva várias Eras ou Yugas. A Dvapara Yuga é a terceira das quatro Eras.
________
Nenhuma disciplina espiritual ajudará no entendimento de Deus, se a pessoa for desprovida da pureza
de coração. Os diferentes tipos de disciplina espiritual como jejum, meditação etc. podem contribuir para
o desenvolvimento da fé no Deus onipresente que, na verdade, reside como o morador interno dentro de
vocês. As pessoas geralmente pensam que Deus deu darshan a esta ou àquela pessoa. Mas a verdade
é que Deus nunca dá darshan às pessoas que não têm pureza de coração. Logo, se vocês quiserem
receber o darshan de Deus, deverão desenvolver a pureza de coração. Todos os tipos de disciplina
espiritual (sadhana) servem apenas para atingir a pureza. No momento em que vocês atingirem a pureza
de coração, o onipresente Deus irá manifestar-se na sua frente.
Infelizmente, há no mundo de hoje uma escassez de gurus que podem conduzir firmemente o aspirante
espiritual no caminho da pureza. Eles se limitam fornecer algumas técnicas mecânicas de meditação em
troca de dinheiro.
Na verdade, não é necessário realizar qualquer sistema complexo de meditação. Todos podem
empreender a simples prática espiritual da permanente contemplação da onipresença de Deus. Hoje em
dia, poucos ensinam métodos tão simples. As pessoas ouvem e lêem sobre vários e intrigantes tipos de
meditação e iniciam uma prática espiritual que atendem aos seus interesses ou imaginação.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Hegel, O Pensamento Do Último Criador De Sistemas Filosóficos (Para Ele, O Filósofo Poderia Compreender O Logos), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga

TRECHO:
Abstract

ESTA Monografia Pública de Illuminates Of Kemet, Brasil (IOK-BR)
aborda o mundo mental de Hegel. “A verdade é sempre concreta” é
um dos seus pensamentos mais conhecidos e citados pelos
materialistas que viam na utopia comunista a suprema meta da Humanidade.
Entretanto, a linha de pensamento desse homem influenciado por Spinoza e
que influenciou Marx é muito mais ampla que o Comunismo e inclui
conceitos metafísicos. Para Hegel, o Logos estava encarnado na Realidade e
a Divindade era a autoconsciência humana. Hegel acreditava que o filósofo
poderia compreender o Logos. Colho na obra História da Filosofia (Do
Romantismo até Nossos Dias), volume III, de Giovanni Reale e Dario
Antiseri, a inspiração para o resumo deste estudo. O itinerário
fenomenológico hegeliano percorre as seguintes etapas: 1ª) Consciência (em
sentido estrito); 2ª) Autoconsciência; 3ª) Razão; 4ª) Espírito; 5ª) Religião; e
6ª) Saber Absoluto. A tese de Hegel é que toda Consciência é
Autoconsciência (no sentido de que a Autoconsciência é a verdade da
Consciência). Por seu turno, a Autoconsciência se descobre como Razão (no
sentido de que a Razão é a verdade da Autoconsciência). E, finalmente, a
Razão se realiza plenamente como Espírito, alcançando seu ponto culminante
– através da Religião – no Saber Absoluto. Eu quero entender que o conceito
hegeliano de Religião seja o de Religião Interior – um Cristianismo depurado
de séculos de deturpações, ou seja, um Cristianismo Gnóstico e Iniciático. Se
assim não é, por que, para Hegel, as etapas fenomenológicas do Espírito
seriam: 1ª) o Espírito em-Si como Eticidade; 2ª) o Espírito que-se-alheia-de-
Si; e 3ª) o Espírito que-readquire-certeza-de-Si? Ora, não esqueçamos de que
Hegel foi apontado como possivelmente ligado à Rosa+Cruz.

Novembro de 2008 CE
Rodolfo R+C

" O Símbolo Perdido" edição autografada em leilão no site da Bertrand





O site da Bertrand, www.bertrand.pt, vai ter disponível um leilão do último livro de Dan Brown, "O Símbolo Perdido", podendo ser um dos sortudos e ganhar um dos cinco exemplares autografados pelo autor. Uma oferta única para a época que se avizinha, podendo assim surpreender alguém especial.
O leilão estará activo até às 18 horas, o preço de licitação é o preço do livro, 25,45 €.

A partir de 4 de Dezembro... Planeta edita 4.º volume das Crónicas Vampíricas, agora em série televisiva, na RTP 1

Bonnie, a grande amiga de Elena, começa a vê-la em sonhos, a esta transmite-lhe uma mensagem aterradora: uma nova ameaça paira sobre Fell's Church... Elena precisa de Stefan para ajudá-la a combater o Mal. Mas ele não regressará sozinho: o seu irmão Damon virá com ele. São ambos capazes de esquecer a sua inimizade e colaborar para vencer este poderoso adversário? Mais do que isso, aceitarão a escolha de Elena?

Sobre a autora:
Lisa Jane Smith, cujas obras são uma combinação do género paranormal, ficção científica, fantasia e romance, obteve o reconhecimento do público com a série Crónicas Vampíricas, cujo primeiro volume é Despertar.
Publicado nos anos de 1990 e convertido numa referência da literatura juvenil, retoma o clássico tema da luta entre Luz e Sombra, dos seus adorados C.S. Lewis e J.R.R.Tolkien.
Segundo palavras da autora, "queria escrever livros como os deles, onde o Bem enfrenta o Mal e vence. Queria ser Frodo, morto de medo em Mordor, consciente de que o Mal que enfrenta é muito maior e mais poderoso do que ele, e ainda assim é capaz de reunir a coragem necessária para tentar e chegar a ser um herói. Queria transmitir aos jovens que não devem renunciar à esperança."

A série televisiva baseada na saga das Crónicas Vampíricas, já um sucesso nos EUA, chega agora a Portugal. Aos sábados, na RTP1.

Página da autora:
http://www.ljanesmith.net

A Canção do Dragão

Autor: Anne McCaffrey
Título Original: Dragonsong (1976)
Editora: Gailivro
Páginas: 218
ISBN: 9789895576845
Tradução: CEQO - Tradução, Consultoria Linguística e Ensino

Sinopse
Durante séculos, o mundo de Pern enfrentou uma força destrutiva, conhecida por Fios. Porém, os magníficos dragões que sempre protegeram Pern, assim como os homens e as mulheres que neles voavam, começaram a escassear. À medida que cada vez menos dragões deslizam pelos ares e a destruição insiste em cair do céu, Menolly, uma rapariga de quinze anos, tem apenas um sonho: cantar, tocar e compor a música que lhe é tão familiar - deseja tornar-se Harpista. Mas, apesar do seu grande talento, o pai acredita que uma rapariga não merece ocupar uma posição tão respeitada e proíbe-a de seguir os seus sonhos.
Menolly foge e depara-se com nove lagartos-de-fogo que poderão salvar o seu mundo… e mudar a sua vida para sempre.

Opinião
"A Canção do Dragão" é o primeiro livro de uma nova trilogia, O Salão do Harpista, que decorre em Pern, à semelhança dos anteriores livros da Anne McCaffrey publicados pela Gailivro ("O Voo do Dragão", "A Demanda do Dragão" e "O Dragão Branco"). Em termos temporais, "A Canção do Dragão" decorre na mesma altura de "A Demanda do Dragão" e partilha a cena da eclosão dos dragões, em que Jaxom impressiona Ruth, o dragão branco (par que iremos conhecer melhor em "O Dragão Branco").

Neste livro, de tom marcadamente mais juvenil que os anteriores, vamos encontrar Menolly num dos Domínios subordinados ao Weyr de Benden. Menolly é uma jovem muito dotada musicalmente, aprendiz do Harpista Petiron, que sempre encorajou o seu talento. Quando este morre, Menolly vê-se subitamente proibida pelo seu pai de tocar e cantar e para se livrar desta opressão começa a vaguear por sítios fora do Domínio do Mar. Num desses "passeios" e por força de mais uma queda de Fios, Menolly encontra uma ninhada de lagartos-de-fogo, que irão ajudá-la a compreender o que verdadeiramente deseja para a sua vida.

Foi agradável regressar a Pern nesta pequena história, mas confesso que senti falta da presença dos dragões e dos seus cavaleiros (apesar dos aparecimentos esporádicos) e a partir do momento em que Menolly se desloca para o Weyr de Benden, a história ganhou um novo alento e emoção. Foi bom rever Lessa e a sua rainha Ramoth, bem como toda a dinâmica no Weyr de Benden. É um bom complemento à trilogia já publicada, mas julgo que, pelo menos este livro, não consegue proporcionar o mesmo nível de emoção apresentado anteriormente. Ainda assim, aguardo com curiosidade pela publicação do 2.º volume desta trilogia, "A Cantora dos Dragões".

Uma nota final relativa à tradução: alguns termos próprios do universo de Pern foram, neste livro, traduzidos de forma diferente dos livros anteriormente publicados. Por exemplo, zona intermédia passa a meio e Cidadela passa a Domínio. Fica a sugestão de uniformização destas (e outras) expressões em edições/publicações futuras.

7/10 - Bom

Novidades Saída de Emergência

Título: Poe, Uma vida abreviada
Autor:
Peter Ackroyd
Chancela: Camões & Companhia / 2009
Formato: Capa dura
Dimensões: 14.8 x 21
Núm. páginas: 184


Sinopse: Poe foi um escritor extraordinário e, em Peter Ackroyd, terá encontrado o seu biógrafo ideal. Considerado um génio, o precursor da fantasia moderna, e acreditado com a invenção do drama psicológico, da ficção científica e das histórias policiais, Edgar Allan Poe teve uma vida tão dramática e trágica como os seus próprios contos. A vida de Poe foi dominada por mulheres à beira da morte: a sua mãe morreu de tuberculose quando ele tinha apenas dois anos, a mãe adoptiva quando ele tinha vinte, e a esposa, Virginia, morreu igualmente da mesma doença que a sua mãe. Tal como Ackroyd demonstra brilhantemente, foram estas mor-tes que, associadas à infância miserável de Poe, levaram à concepção de contos tão obscuros e estarrecedores como A Queda da Casa de Usher e Berenice, embora tenha sido com a publicação de O Corvo que o escritor alcançou finalmente o grau de reconhecimento por ele tão ambicionado. Contudo, o sucesso não foi suficiente para salvá-lo de si mesmo, tendo morrido com a idade de quarenta anos. Os seus últimos dias são tão misteriosos como grande parte dos seus escritos. Poe foi um escritor extraordinário, e em Peter Ackroyd, terá encontrado o seu biógrafo ideal.

Título: Os Generais
Autor:
Simon Scarrow

Chancela: Saida de Emergência / 2009
Formato:
Capa mole

Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 544
Géneros:
Romance Histórico

Sinopse:
Nunca a vida de Napoleão e Wellington foi tão emocionante. Um romance intenso, magistralmente pesquisado - um romance histórico que vai ficar para a História. Napoleão Bonaparte e Duque de Wellington. Dois gigantes da História e um mundo pequeno demais para os abarcar. Corre o ano de 1796 e tanto Arthur Wellesley (mais tarde conhecido por Duque de Wellington), como Bonaparte estão a deixar a sua marca como homens de reconhecido génio militar. Comandante do 33º Regimento de Infantaria, Wellesley é enviado para a Índia, onde as suas habilidades e coragem impressionam grandemente os seus superiores.
No papel de comandante do Exército de Itália, Napoleão Bonaparte trava batalhas com sucesso e alcança uma rápida evolução política. Em 1804 proclama-se Imperador de França e ambiciona conquistar toda a Europa. Chegou o tempo para o futuro Duque de Wellington enfrentar Napoleão num combate épico que abalará o mundo e ficará registado para sempre na História.

Pack O Mar de Ferro + Aprendiz de Assassino
Autores: George R. R. Martin e Robin Hobb
Chancela: Saida de Emergência / 2009

Formato: Capa mole
Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 736
Géneros: Fantasia; Colecção Bang!

George R. R. Martin oferece-lhe o 1º volume de uma saga que você nunca mais irá esquecer... Sempre que George R. R. Martin lança um novo livro, conquista mais leitores, toma de assalto os tops e deixa a crítica rendida. Pois esta é uma oportunidade que os fãs não podem perder: o 8º volume da melhor série de fantasia dos últimos anos traz de oferta do 1º volume da melhor série de fantasia dos próximos anos! Aproveite!


Título: Chamem a Polícia
Autor: E. Robert L. Berger e Irvin D. Yalom
Chancela: Camões & Companhia / 2009

Formato: Capa mole
Dimensões: 13 x 19
Núm. páginas: 80
Géneros: Literatura Contemporânea

Sinopse:
Yalom, o autor do bestseller "Quando Nietzche Chorou" está de volta. O regresso de Yalom é desta vez a quatro mãos. O autor leva-nos agora numa viagem às memórias de um seu ex-colega universitário. Num reencontro de ex-alunos, é abordado por um cirurgião que se queixa de passar noites em claro e sofrer de suores frios e sintomas de depressão. Como pano de fundo do seu desespero está um terrível episódio que viveu nos tempos do Holocausto e se repete vezes sem conta na sua memória. Um episódio de extrema insegurança e de um sentimento de total impotência perante a justiça, que nos daria vontade de gritar: "Chamem a Polícia!". Num tempo em que as autoridades que deviam manter a justiça e a ordem eram, na verdade, as causadoras das atrocidades raciais e de abuso de poder que marcaram gerações até aos nossos dias.


Título: Aliança das Trevas
Autor: Anne Bishop
Chancela: Saida de Emergência / 2009

Formato: Capa mole
Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 336
Géneros: Fantasia; Colecção Bang!

Sinopse:
Depois da Trilogia das Jóias Negras, Anne Bishop regressa com mais um romance que tem lugar no seu universo empolgante e apaixonante. Há setecentos anos, num mundo governado por mulheres e onde os homens são meros súbditos, uma Viúva Negra profetizou a chegada de uma Rainha na sua teia de sonhos e visões.

A ex-rainha Bhak é agora apenas Cassidy, uma habitante de Dharo que perdeu o seu privilégio após a sua corte ter preferido servir a deslumbrante e bem relacionada Kermilla. Numa terra dizimada pelo seu passado - em tempos governada por rainhas corruptas que foram banidas após uma vaga de destruição e violência - o Principe Senhor da Guerra Theran Grayhaven, procura uma parceira para o ajudar a restaurar a sua terra e a sua linhagem. O seu povo vive sem líder e sem esperança e precisa de uma rainha que se recorde do código de honra e dos costumes antigos. Com a ajuda de Saetan - Senhor do Inferno - Theran descobre Cassidy, que parece ser a mulher ideal. Tudo parece bem até que o casal se depara com as suas incompatibilidades e Cassidy conhece um misterioso servente que apela ao seu coração. Será Cassidy forte o suficiente para convencer um povo amargurado a servir novamente uma rainha?

Título: A Águia do Império
Autor: Simon Scarrow
Chancela: Saida de Emergência / 2009
Formato: Capa mole
Dimensões: 16 x 23
Núm. páginas: 304
Géneros: Romance Histórico

Sinopse:
Primeiro volume da série da Águia. Afastado de Roma devido a uma conspiração que envolve o próprio Imperador, o jovem Quintus Cato, amante das letras e da vida no palácio, chega à Germânia para se inscrever como recruta na Segunda Legião, a mais temida e afamada dos exércitos de Roma.E se a adaptação aos rigores da vida militar já se revela terrivelmente difícil, o jovem ainda tem de enfrentar o desprezo dos camaradas quando descobrem que, graças aos contactos que tem em Roma, Cato vai receber um posto superior ao deles: o de lugar-tenente de Macro, o mais experiente e destemido de todos os centuriões. Para recuperar o respeito dos camaradas, Cato vai ter de provar a sua coragem contra as sanguinárias tribos germânicas. E se sobreviver, o pior ainda está para vir: a Segunda Legião vai ser enviada para uma terra de barbaridade sem paralelo, a nebulosa e distante Britânia. E ele e Macro, escolhidos para uma missão secreta repleta de intrigas, que ameaçam não só as suas vidas, mas também o futuro do Império.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Roendo na Primavera dos Livros

A PRIMAVERA DOS LIVROS já começou!!! O evento, organizado pela LIBRE (Liga Brasileira de Editoras) acontece no MUSEU DO CATETE, Rio de Janeiro e vai até domingo, 29 de novembro. Aliás, nesse dia, eu faço uma apresentação as 14h, contando histórias, cantando músicas minhas e alguns brinquedos cantados, além de autografar o CADÊ O JUÍZO DO MENINO?.
Se você estiver no Rio nesse final de semana, apareça por lá. O evento desse ano homenageia a Literatura de Cordel. Há várias palestras sobre esse e outros temas. Confira AQUI a programação adulta e infantil!!!
Ah... e também muitos livros com desconto de até 40%. Imperdível!!!
Espero você por lá. Hatuna Matata!!!

O Tubarão na banheira

O Tubarão na Banheira, David Machado (texto), Paulo Galindro (ilustração), Presença

Se David Machado habituou os seus pequenos leitores a um imaginário onírico, em que as personagens falam a língua dos sonhos, espantem-se agora todos com esta nova narrativa. Espantem-se mas não se enfadem.
O Tubarão na Banheira narra uma aventura cómica de um rapaz, auxiliado pelo avô, em busca da felicidade do seu peixinho de aquário.
No início, o protagonista relata o que desencadeou toda a peripécia: «Ao contrário do que poderia pensar-se, a história do tubarão não começou na manhã em que o pescámos.» Não há mistério: esta é mesmo uma história sobre um tubarão que foi pescado e colocado numa banheira. Mas como?
Ora, como todas as boas histórias, esta também aconteceu um pouco por acaso. Um acidente inesperado proporciona uma descoberta que desencadeará uma aventura inverosímil e exagerada, e por isso divertida. O avô é a personagem inusitada que personifica ao extremo o comportamento da maioria dos avós: compreensivos e permissivos, são eles quem muitas vezes acompanha os netos em tropelias, confiando neles e distorcendo as fronteiras entre o que lhes é e não é permitido fazer.
Este avô começa por sentar-se em cima dos seus óculos, partindo-os de imediato. A certeza de ter um par suplementar algures leva-o ao sótão na companhia do neto, que alegremente se disponibiliza para o guiar, na sua quase cegueira temporária. As limitações físicas do mais velho não são um entrave para a criança que pelo contrário assume a sua nova condição como um agradável desafio. No sótão não encontram os óculos mas em contrapartida descobrem um aquário vazio que o rapaz deseja ver cheio de água com um peixinho dentro. Deparam-se então com o primeiro problema: encontrar um peixe para o aquário. O avô sugere que o vão pescar, no dia seguinte. E a partir daqui os momentos sucedem-se numa lógica causal que demonstra ao protagonista que as suas melhores intenções não se concretizarão. Em primeiro lugar a criança assume, pelo semblante do peixe, que este se sente sozinho. Depois convence o avô a pescar um amigo, que lhe faça companhia. É então que pescam o tubarão. A coexistência com o tubarão torna-se cada vez menos pacífica, até ao clímax narrativo: o menino acede ao conselho do avô e decide devolver o tubarão ao mar. Mas a história não acaba aqui. Uma surpresa inviesa definitivamente todos os planos da criança que, no auge da sua determinação, decide, com a cumplicidade do avô, recomeçar tudo de novo. O desenlace acontece quando o avô encontra finalmente o par de óculos. Aqui o leitor confirma que tudo foi possível devido à distorção óptica de que o idoso sofrera, e que não lhe permitira ter noção da realidade: «Bom, resta contar que, alguns dias mais tarde, o meu avô encontrou o par de óculos suplentes dentro de uma lata de bolachas na cozinha. Colocou-os na cara e de repente voltou a ver o mundo como o mundo é.(…)» O avô nunca se apercebera de que tinha ajudado a transportar e a cuidar de um tubarão, que para si se apresentava apenas como um peixe grande.
A narrativa está muito bem tecida, conjugando um discurso essencialmente prático, por parte do protagonista narrador, com uma ideia impraticável, só possível devido a uma particular relação com a realidade, quer por parte do neto, quer por parte do avô. Elogia-se o encontro de gerações, com a restante família a figurar passivamente, não se atrevendo a contrariar tal relação. A criança descreve cada momento com o máximo detalhe, tentando uma objectividade quase científica sustentada no seu caderno de palavras difíceis, que assim o protege da inevitável subjectividade dos juízos afectivos.
O grafismo e as ilustrações de Paulo Galindro captam e transmitem a mesma mensagem do texto com subtileza. O jogo entre a capa e a contracapa deixa antever, mesmo antes da leitura, que a passagem do tubarão pela banheira deixará marcas, que não serão sérias, a atentar na grande mancha branca onde se distingue a banheira azul clara e o cortinado semi-transparente com corações vermelhos, ou a resistência sem mácula do pato de borracha amarelo, de cuja função essencial nos apercebemos através das ilustrações. Também as guardas, com o padrão da toalha de piquenique e o caderno das palavras difíceis, inicialmente fechado e depois aberto, encaminham-nos para um universo familiar, doméstico, e confortável.
No interior do livro, as ilustrações são comedidas, destacando episódios ou apontamentos significativos. A cara do avô nunca aparece, apenas os óculos partidos ou as suas pernas, na praia, enquanto dorme. Esta presença ausente reforça a relação de confiança entre ambos.
As expressões dos peixes acentuam o sentido cómico, expondo o quão desconfortável estava a ser, para ambos tal experiência de amizade forçada. Já o menino, descontraído com os seus phones e os seus ténis, nem sempre percebe as reacções de quem o rodeia, seja o peixe Osvaldo, o tubarão ou mesmo os amigos da escola.
Nada asfixia a leitura, ao longo das páginas, nem a mancha de texto, nem a ilustração, mesmo quando ocupa uma parte mais significativa do corpo da folha. Não há sobrecarga de informação. Por isso não constam as escadas na página dupla em que os corpos dos vizinhos fogem do tubarão, já que tal efeito é-nos dado com a mancha do texto. Por isso também apenas aparecem os corpos dos amigos do menino no ar, entre algumas folhas, quando caem da árvore por causa da força do embate da cauda do tubarão. Linhas e tracejados acompanham o texto, e desse minimalismo nascem padrões que conferem densidade às figuras e as aproximam de um contexto real (como no caso das roupas ou do táxi). A última página dupla que corresponde ao final da história surpreende pela volumetria da imagem, enfatizando assim o desenlace.
Uma última nota para a referência ao homem verde e ao homem vermelho: «(…) O semáforo tombou no alcatrão e o homem vermelho e o homem verde caíram das suas casas às cambalhotas.(…)» que são personagens do livro anterior de David Machado, Um homem verde num buraco muito fundo (com ilustrações de Carla Pott, Presença). Os imaginários podem sempre cruzar-se e este pequeno apontamento traz consigo, para quem lê, uma questão, uma descoberta, uma recordação. O imaginário, como a memória, vão-se tecendo e enriquecendo juntos.

A Capital

A Capital é, mais uma, brilhante obra do, provavelmente, maior escritor português de todos os tempos: Eça de Queirós.
Eça escreveu ao longo da sua vida um conjunto de romances de grande qualidade literária e que se destacam, não apenas pelo brilhantismo da sua metódica caracterização de personagens e locais, mais também, e provavelmente sobretudo, pela brutal e clarificadora crítica social.
Em A Capital a crítica social é feroz. A crítica que se faz não apenas à personagem principal Artur Corvelo, figura idiota, profundamente sensível, chegando mesmo a ser ligeiramente efeminada, provinciana e idílica, faz-se também à própria cidade de Lisboa, preenchida por gente enfatuada e que é retratada, nesta obra, como uma cidade de pecado, de falcatrua e de uma opulência pedante.
Eça de Queirós é genial. As suas personagens são tão bem descritas que conseguimos, inclusive, cheirar o seu perfume. Os ambientes, as noites no São Carlos, os serões nas casas ricas, os jantares nos hotéis caros e os passeios de tipóia – aliás presentes em muitas das obras de Eça – são pintados com cores verosímeis e claras.
A Capital é um grande livro. Brilhante, conspirador e vibrante. Artur Corvelo é uma personagem fascinante e o séquito de actores secundários adoça ainda mais esta novela. Eça é para ler, é o Portugal oitocentista e a bola de cristal do Portugal de hoje e, certamente, de amanhã. Este é um livro a não perder.

Edições Tinta-da-China lança Moderno Tropical - Arquitectura em Angola e Moçambique, 1948-1975

Título: Moderno Tropical - Arquitectura em Angola e Moçambique, 1948-1975
Autoras: Ana Magalhães Inês Gonçalves
PVP: 39.9 euros

O trabalho de investigação e de fotografia de uma arquitecta e uma fotógrafa mostram-nos a melhor arquitectura moderna portuguesa, que teve entre os principais cenários cidades como Luanda, Maputo, Lobito e Beira.

No território africano sob domínio colonial português, menos sujeito à pressão dos cânones culturais do Estado Novo e ao mesmo tempo com mais necessidades de construção urbana, houve espaço para que os arquitectos portugueses pudessem explorar livremente o Movimento Moderno.
A expressão desta arquitectura em África, nos anos 50 e 60, traduziu não só os ensinamentos da Carta de Atenas, de Le Corbusier, mas também as formas modernas desenvolvidas no Brasil. É há procura desse denominador comum - tropical – que Ana Magalhães parte com Inês Gonçalves numa viagem a Luanda, Lobito, Maputo e Beira, onde fazem um levantamento fotográfico dos edifícios aqui tratados.
Entre texto de investigação e imagens, ficamos a conhecer o belíssimo trabalho de oito arquitectos portugueses, que no contexto colonial africano puderam aproximar-se da vanguarda da arquitectura moderna.

Fúria Divina de José Rodrigues dos Santos para jornalistas italianos

Um grupo de jornalistas italianos desloca-se este fim-de-semana aos Açores para conhecer o cenário da acção de Fúria Divina.

O mais recente romance de José Rodrigues dos Santos foi publicado em simultâneo em Portugal pela Gradiva e em Itália pela Cavallo di Ferro, em ambos os casos apresentado pelo ex-operacional da Al-Qaeda, Abdullah Yusuf.
A obra que explica os fundamentos teológicos do terrorismo islâmico suscitou grande interesse em Itália, pelo que seis jornalistas italianos, numa iniciativa conjunta envolvendo a Secretaria Regional da Economia, o autor e a editora italiana, irão este fim-de-semana visitar os Açores para falar com José Rodrigues dos Santos e conhecer a ilha de São Miguel, onde decorrem algumas cenas do romance, designadamente as Sete Cidades e as Furnas.
A encabeçar o grupo da imprensa italiana estará a RAI. A televisão pública de Itália que enviará aos Açores o conhecido apresentador do Tg1, o telejornal da tarde da RAI, Paolo di Giannantonio, que chegará esta quinta-feira a Ponta Delgada e regressará a Roma no sábado.
O grupo inclui ainda enviados de alguns dos principais jornais e revistas de Itália, designadamente Il Messaggero di Roma, Il Libero, Il Sole 24 Ore, Geo e Metro. Estes jornalistas chegarão a Ponta Delgada este sábado e regressarão a Itália na segunda-feira.

Em apenas um mês, em Portugal, Fúria Divina já se encontra em sétima edição num total de 110 mil exemplares.

Resultados do passatempo "Aprendiz de Assassino"

Obrigado a todos os 166 leitores que enviaram as suas participações para mais este passatempo. As respostas pretendidas às questões que colocámos são:

1 - Como se chamava o primeiro rei dos Seis Ducados? Tomador
2 - Que forma tinha a fivela na jaqueta do Príncipe Veracidade? Cabeça de cervo
3 - Como se chama a mulher do Príncipe Cavalaria? Dama Paciência (ou apenas Paciência)
4 - De que cor era o pêlo de Narigudo? Avermelhado
5 - Que alcunha recebeu Fitz das outras crianças? Novato

Os vencedores, sorteados aleatoriamente, são:
11- Elizabete Maria Gomes Fonseca (Linda-a-Velha)
79 - Nádia Rodrigues (Mem Martins)
46- Rita Garcia (Coimbra)

Parabéns aos vencedores! Entretanto, até dia 1 de Dezembro, podem tentar a vossa sorte com o passatempo que está a decorrer para o livro "O Recife", da Nora Roberts.

A Pintora de Plantas




Sinopse:


Em 1774, a segunda expedição do Capitão Cook aos Mares do Sul registou uma ave até então desconhecida: o espécime foi capturado, conservado e trazido de volta para Inglaterra, onde acabou por ser entregue ao naturalista Joseph Banks. Estranhamente, nenhum outro exemplar dessa ave voltou a ser visto, nem nas Ilhas da Sociedade, onde fora encontrado, nem em qualquer outro ponto do planeta. E, mais estranhamente ainda, o espécime que Joseph Banks exibiu orgulhosamente na sua colecção também acabou por desaparecer. Se não fosse uma ilustração a cores feita pelo desenhador que viajara a bordo do navio de Cook, dir-se-ia que a Misteriosa Ave de Ulieta, como ficou conhecida, nunca chegara a existir.
Duzentos anos mais tarde, o irreverente professor John Fitzgerald recebe um telefonema suspeito de uma antiga paixão. Curioso sobre a razão do reencontro, descobre afinal que Gabriella e o seu actual companheiro têm um estranho pedido a fazer-lhe: sendo Fitz o maior estudioso da sua área, deve ajudá-los a procurar a ave embalsamada. Os motivos? Bastante obscuros. A recompensa? Deveras aliciante. A resposta? Não, o genial Fitz recusa-se a colaborar. No entanto, ao voltar para casa, descobre que a mesma foi assaltada e que o objecto da devassa eram… os seus apontamentos.

Lança-se então na tentativa de recapitular a história da ave, descobrindo pormenores surpreendentes sobre o papel de uma estranha Miss B na vida e na carreira de Joseph Banks.
Poderá ser ela a chave do mistério – chave que o leve até à descoberta da Misteriosa Ave de Ulieta?
Saltando entre dois períodos, de uma história de amor para a história de uma pesquisa científica de proporções detectivescas,este romance é simultaneamente o relato da vida secreta de Joseph Banks e a corrida quase impossível de Fitz para encontrar a ave desaparecida.


A Minha Opinião:

Descobri este livro, por acaso, estava ele pousado na montra de uma livraria pequenina. Uma capa linda e um título chamativo. E assim foi, após de ler a sinopse, a decisão de compra foi imediata e não esperei mais tempo para começar a ler este livro, deixando os outros para depois!

Foi delicioso ler este romance, tão interessante, misterioso e emocionante! Uma narrativa única com uma escrita fluente que me embalou e encantou até ao fim das páginas. Adorei seguir o percurso de investigação com Fitz e Katya em busca da Misteriosa Ave de Ulieta e ao mesmo tempo ter recuado à época de Joseph Banks quando este conheceu Miss B, possuidora de uns lindos olhos verdes que vivia com uma paixão pela pintura e natureza, muito inteligente, diferente das mulheres daquela época…

«Um policial ambicioso [...] O autor é tão realista nas suas descrições que os leitores quase conseguem cheirar e tocar as suas cenas [...] À medida que o presente e o passado começam a fundir-se em inesperados laços, o romance torna-se cada vez mais aliciante" - CLEVEND PLAIN DEALER


Fiz o vídeo-book, em dedicação ao livro que me encheu de medidas, após de ter feito pesquisa na Internet sobre o Joseph Banks e a Misteriosa Ave de Ulieta.



Discurso de Sathya Sai Baba: A EDUCAÇÃO SEM EDUCARE É INADEQUADA - 10/10/ 2005 - Dasara

TRECHO:
A boa educação é aquela que ensina o método para alcançar a paz mundial;
Aquela que destrói a mentalidade estreita; e que promove a unidade,
A igualdade e a co-existência pacífica entre os seres humanos.
(Poema em télugo)

A boa educação não se restringe a ler alguns livros, reunindo conhecimento livresco e ensiná-lo aos
demais. É inútil adquirir mero conhecimento livresco. Ao adquirir esse tipo de conhecimento, talvez vocês
mesmos tornem-se um livro. A educação verdadeira é aquela que promove a unidade, a igualdade e a
co-existência pacífica entre os seres humanos. Apenas a leitura de livros e jornais e a aquisição de
conhecimento livresco é o que se chama de educação mundana. Algumas pessoas, hoje em dia, estão
buscando somente esse tipo de educação. Mas isso não pode ser chamado de verdadeira educação.
A educação verdadeira flui do coração e é denominada “Educare”. Há uma grande diferença entre
“educação” e “Educare”! Educare é a base e o fundamento para todo tipo de educação. Educare é a
assistência (adhara) e educação é o assistido (adheya). Todos os textos que lemos ensinam-nos
somente a educação. Mas isso é totalmente inadequado. Precisamos buscar Educare junto com a
educação.
O sábio Valmiki, no Treta Yuga3
, escreveu o grande épico Ramayana, que surgiu como uma expressão
espontânea de seus divinos sentimentos. Assim também foi elaborada a Bhagavad Gita, por Vyasa, o
grande sábio (rishi) védico. Esses grandes rishis expressaram os divinos sentimentos que emergiram do
fundo de seus corações na forma desses grandes épicos. É por essa razão que eles se tornaram textos
imortais que ensinam verdades eternas. Esses grandes épicos ensinam sobre a vida divina e sobre a
mensagem dos grandes Avatares4
. Eles foram escritos por grandes sábios que tiveram a visão de Deus.

Transformar vinis em suportes de livros

Ora aqui está uma bela ideia para reutilizar vinis que já não queremos ou que já não estão em condições. Eis como os transformar em bases para livros.

Material necessário
- 2 vinis
- Água quente para encher o lava-loiças ou para cobrir metade do vinil
- Feltro (ou outro tecido) para colar na base e evitar riscar a mobília
- Cola
- Luvas de borracha

Como fazer:
1. Ferver água e colocá-la no lava-loiças


 
2. Mergulhar o vinil dentro de água até à base da etiqueta


3. Começar a dobrar o vinil à medida que amolece




4. Pegar num utensílio para nivelar as arestas que estão dentro de água, à medida que começarem a dobrar

5. Retirar o álbum dobrado da água quente e continuar a nivelar e a alisar a dobra.




6. Cortar um pedaço de feltro à medida da base do álbum, e colá-la nesse local.





7. Utilizar os suportes na prateleira :)



Adaptação livre do artigo Make bookends from old vinyl records.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Passatempo de Natal

Como já tínhamos anunciado decidimos dar uma prenda de natal aos nossos seguidores. Como infelizmente não vos podemos presentear a todos que melhor maneira de o fazer senão com um passatempo?
Assim deitamos mãos á obra e em parceria com a Mónica Bijoux temos para vos oferecer quatro packs twilight:
  • O primeiro prémio será um livro "Os Bastidores do Filme Crepúsculo" + marcador de Lua Nova;
  • O segundo prémio será um calendário Lua Nova, ano 2010 + porta chaves;
  • O terceiro prémio será um conjunto de 4 pins + caneta Lua Nova + Tag Lua Nova;
  • O quarto prémio será um conjunto de 4 pins + caneta Lua Nova + pulseira Lua Nova.


Uma vez que todos nós gostamos de ler e que a nossa parceira se dedica à venda de jóias e bijutaria, tomamos essa realidade como mote e para se habilitarem a ganhar um destes prémios terão que produzir um texto (poesia, conto, etc.) com o máximo de dez páginas, no qual esteja presente a temática da jóia. Deixem fluir a imaginação e enviem-nos os vossos textos, juntamente com o vosso nome, morada e e-mail, para sombradoslivros@gmail.com até às 23.59 do dia 15 de Dezembro.

Os melhores textos serão publicados no blog.

As regras são as habituais:
- Só será admitida uma participação por pessoa.
- As participações que não tenham os dados pessoais não serão validadas.
- Apenas serão aceites participações de Portugal Continental e ilhas.
- Os vencedores serão notificados por e-mail e anunciados no blog nos dias que se seguem ao encerramento do passatempo.

Em caso de dúvidas contactem-nos através do mail do blog.

Biblioteca mágica em gaia

Como só havia oito exemplares do livro Biblioteca Mágica (Jostein Gaarder, Presença), o grupo organizou-se e três elementos passaram os seus livros, depois de lidos, aos colegas.
Dois dos não leitores do grupo iniciaram a leitura e, apesar de não a terem terminado, não tiveram uma opinião desfavorável. Todos estiveram de acordo quanto à parte mais interessante: a da troca epistolar, contrariando opiniões de outros grupos (nomeadamente o de Torres Vedras). Destacaram ainda a troca de comentários entre os primos como um elemento de humor. Apesar de ser o livro mais infantil dos quatro escolhidos, foi bem recebido por todos.

Cavaco Silva - Autobiografia Politica


Cavaco Silva conta-nos tudo acerca da sua II Maioria Absoluta. Um livro que vai do período de 1989 a 1995.
Desde a sua luta para que o Centro Cultural de Belém fosse construido, a explicação da famosa luta de polícias no terreiro do paço e o bloqueio na Ponte 25 de Abril, com Abrunhosa à cabeça.

Mas houve três momentos que se podem destacar da governação de Cavaco Silva que estão realçados neste livro : - A entrada no Euro, - A conquista da Segunda maioria absoluta, - e as grandes reformas que levaram o país a crescer economicamente.

Nunca houve nenhum período em que Portugal crescesse tanto como na governação de Cavaco. Àparte das promessas de muitos, do desânimo de outros, a sua governação sempre se pautou pela serenidade, ambição e rigor. Foi por isso que os períodos de crescimento em Portugal foram com Cavaco.

Também aqui podemos saber o quão dificil era governar com Mario Soares e fazer uma comparação como se tem portado o próprio Cavaco com José Socrates, apesar dos disparates deste ultimo.

Uma leitura obrigatória. Uma biografia de um ex-primeiro Ministro que nos conta na própria pessoa as suas vivências e o que se passava por dentro do Palácio de São Bento.

Resta agora esperar que venha a autobiografia presidencial....

Nota 8 Valores

Monsieur René

.

Monsieur René era um viúvo que considerava a sua solidão como um facto inevitável pois, como tinha passado toda a vida a entrar e a sair de hotéis, a morte da mulher adquirira sobretudo o significado de um quarto que ficara livre.
Mas o melhor será darmos a palavra ao próprio M. René:«Bom, eu já passei dos 70. É o fim da vida conforme descrito nas Escrituras. É a altura em que se começa a viver de tempo emprestado. Percorri o meu caminho a partir de ajudante de cozinha, passando em seguida por paquete de escritório e ascensorista numa altura em que os elevadores ainda precisavam de seres humanos para os manobrar. Terminei como recepcionista, em seguida chefe de recepção, até que fui eleito presidente vitalício da International Brotherhood of Concierges and Hall Porters.»
Mas quantas mentiras existirão para além dos limites desta carreira de sucesso? A resposta é-nos dada envolta na ironia sagaz característica do escritor Peter Ustinov, que satiriza implacavelmente diversas situações vividas com naturalidade por muito boa gente.
.
AUTOR: PETER USTINOV
Título Original: MONSIEUR RENÉ
Tradução: Joaquim Nogueira Gil
Edição «Livros do Brasil» Lisboa

Ramakrishna: Pensamentos Do Maior Homem Santo Da Índia (O Grande Precursor Do Ecumenismo Religioso), de Prof. Dr. R. D. Pizzinga

TRECHO:
Introdução

A ÍNDIA produziu muitos e grandes instrutores espirituais e homens
santos que são reconhecidos e reverenciados como iluminadores da
Humanidade. Dentre estes, Shri Ramakrishna Paramahamsa é
considerado o maior. Analfabeto, ele falava em rude Bengali, era muito
simples, compreendia toda e qualquer filosofia esotérica e tinha o dom de se
comunicar diretamente com o Brahman (o Absoluto), de acordo com seus
discipulos e a grande legião de fiéis que o veneram como homem-Deus,
muitos deles considerando-o como verdadeiro Avatara da Kaly Yuga (Era de
Kali, atual Era do mundo). Pujari (sacerdote) da Deusa Kali no templo de
Dakshineswar, fundado por uma mulher rica de Calcutá, Rani Rashmoni,
Shri Ramakrishna devotou-se à Mãe do Universo e esta foi o seu guru.
Swami Vivekananda, um dos seus maiores discípulos descreveu
Ramakrishna Paramahamsa da seguinte forma: “Ele que foi Rama, Ele que
foi Krishna, agora é Ramakrishna neste corpo.” (Swami Vivekananda (12 de
janeiro de 1863 - 4 de julho de 1902), nascido Narendranath Dutta, foi um
monge, iogue e filósofo hindu. É considerado um dos mais célebres e
influentes líderes espirituais do hinduísmo moderno, sobretudo da filosofia
Vedanta. Foi pioneiro na divulgação no Ocidente, e inspirador do movimento
do espiritualismo universalista.). Como registrou Swami Abhedananda,
discípulo direto de Sri Ramakrishna, “Sua missão foi estabelecer a harmonia
entre todas as seitas e todos os credos religiosos.” Pela primeira vez, foi
absolutamente demonstrado por Ramakrishna que todas as religiões são
como outros tantos caminhos que levam ao mesmo fim; que a realização da
mesma Existência é o mais elevado ideal das várias religiões Hinduístas, do
Zoroastrismo, da religião Kemetica (Antigo Egito), do Judaísmo, do
Cristianismo, do Islamismo e de todas as demais religiões do mundo. A
missão de Shri Ramakrishna foi proclamar a eterna Verdade de que Deus é
um, porém, com muitos aspectos, e que o mesmo Uno é adorado pelas
diferentes nações debaixo de vários nomes e formas. Que Deus é pessoal e
impessoal e que é mais além de ambos; que Ele é com nome e forma, e,
todavia, sem-nome e sem-forma. Esta Monografia Pública de Illuminates Of
Kemet, Brasil (IOK-BR) apresenta o perfil esotérico e pensamentos
(ensinamentos) de Shri Ramakrishna Paramahansa. Ele vivenciou a
experiência Cristã e foi iniciado no Sufismo (seita esotérica do Islam), tendo
tido uma visão de Allah, o Deus abstrato dos muçulmanos.

O Herdeiro de Sevenwaters

Título: O Herdeiro de Sevenwaters
Autor: Juliet Marillier
Tradução: Ana Neto
Edição: Bertrand
Nº de páginas: 477

"Os chefes de clã de Sevenwaters são há muito guardiões de uma vasta e misteriosa floresta, um dos últimos refúgios dos Tuatha De Danann, as Criaturas Encantadas que povoam as velhas lendas. Aí, homens e habitantes do Outro Mundo coabitam lado a lado, separados pelo finíssimo véu que divide os dois reinos e unidos por uma cautelosa confiança mútua. Até à Primavera em Lady Aisling de Sevenwaters descobre que está grávida e tudo se transforma.
Clodagh teme o pior, uma vez que Aisling já passou há muito tempo a idade segura para conceber uma criança. O pai de Clodagh, Lorde Sean de Sevenwaters, depara-se com as suas próprias dificuldades, vendo a rivalidade entre clãs vizinhos ameaçar fronteiras do seu território. Quando Aisling dá à luz um filho varão - o novo herdeiro de Sevenwaters - Clodagh é incumbida de cuidar da criança duarnte a convalescença da mãe.
A felicidade da família cedo se converte em pesadelo quando o bebé desaparece do quarto e uma coisa não natural é deixada no seu lugar. Para reclamar o irmão de volta, Clodagh terá de entrar nesse reino de sombras que é o Outro Mundo e confrontar o poderoso princípe que o rege. Acompanhada nesta missão por um guerreiro que não é exactamente o que parece, Clodagh verá a sua coragem posta à prova até ao limite da resistência. A recompensa, porém, talvez supere os seus sonhos mais audazes..."
Depois de ter estado esgotado durante alguns meses, lá consegui há uns dias comprar um exemplar de O Herdeiro de Sevenwaters, livro que há muito queria ler. Juliet Marillier sempre nos habituou a histórias de grande qualidade e a deliciosos momentos de leitura, apesar de ultimamente ter optado por uma estilo mais leve dedicado a um público algo mais jovem. O leitor mais conhecedor da obra de Marillier denota facilmente, nesta nova narrativa, traços desta sua mais recente opção de escrita mas mesmo assim o livro não perde muito.
Quando escreve sobre Sevenwaters, Juliet escreve com mais alma, as descrições são mais vividas, os Seres Encantados ganham uma vida e uma presença muito mais acentuadas que nas demais narrativas, até as cores com que imaginamos os cenários enquanto a história desfila perante os nossos olhos ganham um brilho diferente. É precisamente isto que torna este livro especial, o retorno a Sevenwaters. Embora alguns dos personagens já nossos conhecidos não passem aqui de meras referências e até o Outro Mundo esteja agora povoado de criaturas que não conhecemos de todo devido a uma mudança na cena "política" que deixa Mac Dara na liderança, voltar a estes cenários que tão bem conhecemos e que são tão queridos dos fãs desta autora é sempre um ponto positivo.
Gostei bastante do enredo desta narrativa que se passa no mundo dos humanos e no das criaturas encantadas em partes quase iguais, dando-nos assim uma perspectiva da realidade no Outro Mundo um pouco distinta daquela que nos é passada na Trilogia de Sevenwaters. Os seres encantados continuam a gostar de brincar com os destinos humanos mas aqui torna-se claro que nem todos são iguais, que há divergências e problemas de índole por vezes quase política entre eles. Ainda assim, não achei que os personagens humanos fossem tão fortes como os das narrativas anteriores (é difícil competir com Sorcha e os irmãos), são personagens bem construidos e cuja evolução se denota ao longo da narrativa mas não consegui sentir uma grande empatia com um jovem guerreiro revoltado (embora reconheça que até certa altura está fortemente envolto numa capa de mistério que nos aguça a curiosidade) e um rapariguinha com problemas de auto-estima. O personagem que mais interesse me despertou, embora não saiba explicá-lo muito bem, foi Becan. Não percebi muito bem este meu encanto dado que Becan é um bebé que, como tal, nem sequer fala. è muito por sua causa que a história se desenrola e começa a ganhar novos contornos e talvez seja por isso que me agrada.
O final deixa antever um desejo da autora em voltar a pegar no destino destes personagens, talvez através dos filhos deles ou até quem sabe dos próprios. Espero sinceramente que tal seja possível, ler Marillier é sempre uma experiência mágica.
Devo fazer uma referência final para a tradução que, desta vez, achei deveras melhor que as anteriores, não tendo encontrado eu falhas dignas de nota. Como já foi dito noutros blogs, parece que finalmente a Bertrand se dignou a dar a Marillier a atenção que a autora merece no que respeita a tradução e revisão.
8/10