quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Goétia / Ars Goetia: A Chave Menor do Rei Salomão

INTRODUÇÃO
Por: IAIDA6667
A divisão destes livros em três tomos ou partes foi alternativa. Na primeira encontraremos os 72 espíritos goeticos descritos em detalhes. As edições cotejadas para esta primeira parte corresponde a uma união de livros como o Pseudo-Monarchia Demonorum (1577), de Joannes Wierus e da primeira parte de Lemegeton (século 17) de Kevin Wilby. Os selos são da edição de Aleister Crowley do Goétia traduzido por S. L. MacGregor Mathers (1904, facsimile reimpressa em 1976) e os desenhos ilustrativos de alguns dos espíritos são provenientes do Dictionnaire Infernal de J. Collin de Plancy (Paris 1863, 7th edition.)
Como o leitor poderá observar, os 72 espíritos vem acompanhados de seus respectivos selos, que devem ser confeccionados estabelecendo como referencia as tabelas dadas ao final da primeira parte do primeiro tomo.
Já a segunda parte deste volume é consagrada à parafernália cerimonial utilizada no culto goético tais como encontradas em várias a edições. Existem algumas ilustrações sobre os diversos instrumentos desta ritualista e liturgia. Cabe ressaltar a principio que pouco ou quase nada do que está aqui descrito como necessário ao trabalho goético deve ser imprescindível ou levado em conta ao pé da letra.
Como é bem sabido de alguns entendidos neste tipo de trabalho, vários elementos podem ser livremente permutados ou mesmo eliminados. o trabalho goético não deveria parecer tão ritualistico assim como se presenta, mas esse ritual pode ser simplificado se ficar claro na mente do Magista que este santuário é tão somente evocatório, ou seja, as coisas e fatos importantes se dão nos planos sutis e astrais, o que não estabelece necessariamente a obrigatoriedade de todo o aparato descrito. Todavia é necessário também que se diga que embora o material seja de difícil obtenção nos dias de hoje, a experiência para quem dispõe de recursos será igualmente recompensadora.

Entendendo Goétia
Por: Morbitvs Vividvs
Existe muita mitificação sobre o sistema Goétia. Muitas pessoas falam sem autoridade alguma, e muitas autoridades no assunto preferem se manter caladas. Sem grandes mistérios, basicamente trata-se de um sistema de invocação multi-propósito.
O presente livro foi dividido em três partes, a saber: A descrição dos 72 Espíritos e seus respectivos selos, uma descrição dos principais materiais usados na invocação e por fim as conjurações a serem usadas para chamar-se o espírito. Para maior entendimento do sistema, daremos aqui um breve resumo de seu funcionamento.
A primeira coisa a se fazer é escolher com qual espírito irá se trabalhar. Este momento é de suma importância e dele dependerá o sucesso ou não da invocação – uma forte motivação e um grande envolvimento emocional são de grande ajuda neste momento. Para uma escolha sensata, o melhor a se fazer é ler a descrição de cada um dos 72 espíritos para encontrar o que melhor se encaixa (em personalidade e poder) com suas necessidades.
O sistema de invocação em si não guarda grandes segredos. Seus elementos poderiam ser reduzidos a um mínimo composto por:
Baqueta – Ferramenta da vontade manifesta do magista
Circulo – Onde ficará o adepto protegido de qualquer influência externa.
Triângulo – É o local destinado a manifestação do espírito invocado, que lá estará contido e sob as ordens do mago.
Selo do Espírito – Cada um dos 72 espíritos possui seu próprio selo, que será disposto no triângulo para a conjuração.
Hexagrama e Pentagrama – Usados na proteção do mago.
A segunda parte do livro contém descrições mais detalhadas sobre cada uma estas ferramentas, bem como a de acessórios opcionais que em sua maioria trarão maior eficiência ao rito.
Inicia-se então os preparativos para a evocação. Certifique-se de que não será interrompido, tire o telefone do gancho, desligue a campainha. . Comece colocando o Selo do espírito no triângulo e entrando no círculo.
O próximo passo é a realização de um ritual de banimento (como o Ritual menor do pentagrama que é dado como anexo neste livro) seguido da Conjuração Preliminar do Não Nascido.
Chega-se a hora das Conjurações, começando pela Conjuração Preliminar do Não-Nascido. O uso das invocações tais como seguem na terceira parte do livro é geralmente usada simplesmente pela força que causa na psique do mago e pelo seu sucesso já provado em diversas ocasiões. No entanto, mais importante do que seguir um roteiro é envolver-se mental e emocionalmente com o texto. Algumas pessoas gostam de reescrever as conjurações de modo a torná-las mais pessoais.
As Conjurações devem ser feitas até que se sinta a presença do espírito invocado, isto pode ser notado por uma sensação visual do quarto encher-se de neblina, queda súbita de temperatura, sensação de formigamento no corpo, simples premonição, etc...
Com a chegada do espírito às ordens podem ser então dadas à eles. Se for de seu desejo ver o espírito, na maioria das vezes terá que ordenar que ele apareça. Quando digo “ver” quero dizer as diversas formas de manifestação sensória de um espírito: ele pode realmente se tornar visível, pode tremular em uma imagem, surgir e desaparecer como um vulto na área do triangulo, pode manifestar-se psiquicamente, aparecendo com detalhes na “tela mental”, entre outros...
Os comandos para o espírito conjurado devem ser obrigatoriamente expressos nas próprias palavras do adepto. As ordens ao espírito deveriam ser claras, e talvez algumas restrições deveriam ser impostas, como não ferir amigos e familiares, e quem sabe um prazo para que seus pedidos sejam compridos.
Existem duas formas basicamente de se barganhar com um espírito de Goétia. Pedindo, ameaçando-o ou recompensando-o. Na maioria das vezes o espírito pode aceitar ou negar um pedido seu e não exigir nada em troca. Alguns deles no entanto parecem ter uma certa tendência para a negociação.
Se for necessário ameaçasse um espírito dizendo que seu selo será destruído. Recompensa-os com a criação de uma nova cópia do sigilo (seja ela um trabalho artístico, um grafite ou o que quer que seja.), embora em casos mais complicados sacrifícios mais ousados sejam pedidos. Será comum você “ouvir” o espírito lhe oferecer mais do que você realmente pediu tentando persuadi-lo a desejar outras coisas. Permaneça firme em sua vontade inicial ou acabará fechando contratos dos quais vai se arrepender depois. Na negociação não é necessário ser estúpido como os magos medievais, muitos dos espíritos são razoáveis e amigáveis, seja flexível, mas mantenha-se sempre no controle.
Feito isso pode se dar a licença para o espírito partir. Use a versão fornecida pelo livro ou reescreva-a em uma forma mais pessoal. A licença deverá ser declarada até não se sentir mais a presença do espírito.
Finalmente execute novamente o ritual de banimento. Recolha todos os acessórios e o selo que agora está “ativado”, deverá ser guardado em um lugar seguro, longe de mãos e olhos profanos.
Agora simplesmente aguarde o espírito cumprir sua missão. Durante este período esteja pronto para manifestações como o aparecimento dos espíritos em sonhos, a visão de vultos, ouvir o seu próprio nome falado alto em uma hora perdida do dia, sensações de arrepio e formigamento e inclusive a sensação do toque além de casos raros de poltergaist.
O sucesso é uma pratica freqüente neste sistema, mas em caso de falha temos duas alternativas. Podemos simplesmente esquecer o ocorrido e continuar nossas vidas, ou podemos dar um ultimato ao espírito. Para isso conjure o espírito mais uma vez e ordene que complete sua missão em um numero certo de dias sob a pena de ter seu selo torturado e/ou destruído. Na maioria das vezes isso bastará para fazer-lo cumprir seu dever.
Esta é a base da prática Goetica. O sistema se revelará especialmente eficiente para aqueles que buscam poder, hedonismo e prazeres materiais. Na verdade as conseqüências podem ser similares a que se tem com o jogo ou com certas drogas no tocante de que tenderá cada vez com mais freqüências buscar poder e prazer com os espíritos. Se você acredita que corre o risco de perder o controle com a sensação de poder, este sistema não é para você.


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Dia das crianças no Projeto - Parte II

Eu havia pedido à Juliana para contar Toda criança gosta (Bia Hetzel, com ilustrações da Mariana Massarani, Manati) pois queria que a turma se identificasse com o tema e ficassem ligados nas ilustrações para irrigar a imaginação e chover desenhos na oficina de artes que aconteceria a seguir. Aí aconteceu o que tem se tornado um hábito na nossa sala de leitura: A turma, empolgada com o livro, foi se levantando e chegando mais perto... Juliana lia uma frase e mostrava os desenhos da Massarani...
...Aí, um pediu para ler uma página... pausa para mostrar as ilustrações...
...A coisa foi virando brincadeira e o Jardesson pegou os óculos da Juliana e imitou aquele trabalho de mediação...
... por fim, quase todos leram um trecho do livro. Discutimos outras coisas que crianças gostam e o papo rendeu frutos. Naquele momento, vivenciamos o tal prazer da leitura... o coletivo estava ligado no livro encantado de Bia Hetzel e Mariana Massarani. Uma delícia, não é mesmo? Afinal, é para isso que saímos de casa todo sábado pela manhã!!!
Depois foi a hora de escolher o livro para o empréstimo. A foto acima revela três momentos especiais. O primeiro é a escolha dos livros na estante. Lá no canto superior direito, dentro da sala de leitura, as crianças escolhem o que desejam levar para casa. Depois, numa fila, entregam o livro para que possamos organizar o empréstimo. Mas percebam que na fila não acontece só isoo: no miolo, as crianças trocam informações sobre os livros que escolheram. Ponto para elas!!!

Dia das crianças no Projeto - Parte I

Preciso falar - MUITO - sobre o dia das crianças no Projeto. Nós comemoramos com a nossa turma uma semana depois, no sábado 20 de outubro. Chegamos na Pró Gente antes das nove e deparamos com um colorido especial que pinta o Distrito Federal de vermelho e laranja nesta época do ano: os Flamboyants estão floridos e, na foto acima, Lisianny, eu, Edna e Vilma estampamos sorrisos no vermelho daquela manhã.
O Tino pediu para ler dois livros para as crianças: o primeiro, O homem que botou um ovo (Daniela Chindler, com ilustrações de Lula, Paulinas) despertou a curiosidade na turma. O tema, universal e com uma prosa poética ritmada, deixou todo mundo atento à trama. Depois, Tino não precisou se esforçar muito para imitar a Dona Míúda, gorda personagem principal do livro Na Porta da Padaria (Ivan Zigg e Marcello Araújo, Scipione). O Ivan imita melhor (hehehe). Mas todo mundo curtiu a história e a "performance". É claro que abrimos o apetite com tantos pães, doces e salgados daquela padaria... huuummmmmm!
Juliana trouxe a Cecília Meireles para as crianças. Ops... textos da Cecília, é claro!!! Contou A Língua do Nhém e outros poemas do clássico "Ou isto ou aquilo"... mas ela trouxe um livrão com muitos poemas da Cecília... as crianças ouviram e participaram daquele drops poético e nós, sentimos saudade da nossa querida amiga Lúcia Borges que passeia tão bem pelos caminhos da poesia.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Dicas para manter sua casa sempre em equilíbrio, de Eliana C. B. Furukawa

1 - Limpeza e Organização - Não deixar livros roupas e outros
objetos amontoados, se não tiver onde acomoda-los mantenha-
os em ordem. A limpeza além de física deve ser energética -
usar incensos, óleos essenciais, flores, aromatizadores de ambientes,
ou cascas de laranja, cravo-da-índia, canela, alhos e sal
grosso.
2 - Móveis e objetos antigos ou oferecidos de um parente ou
amigo, é aconselhável uma boa limpeza, (física e energética), pois
carregam energia de seus donos e lugares.
3 - Use Objetos como divisória - Em vez de instalar uma
parede para criar uma área de trabalho ou uma área de recreação
para as crianças, use estantes baixas, plantas altas, objetos de
cerâmica, baús antigos, tapeçaria ou cortinas de contas também
funcionam.
4 - Menos é mais - No Feng Shui é melhor ter menos móveis e
mais espaços. O ch`i necessita de espaços para circular adequadamente.

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Sorrindo na chuva!!!

Quando Ana Paula e eu resolvemos juntar as estantes tive a certeza de que nossa paixão por livros alimentaria outras paixões afins. Lembro que no princípio eu fui o primeiro a me encantar com o acervo dela. Muitos livros de arte e uma quantidade infinda de títulos infantis e juvenis. Foi um período de descobertas para mim. Parecia um menino de 10 anos que acabara de ganhar seu primeiro videogame. Minha estante carregava a leveza dos poetas, o peso das biografias, a poeira dos clássicos. Parecia ainda mais sóbria e austera quando posta ao lado daqueles livros coloridos repletos de infância.

Eu ganhava uma nova família. Trazia comigo o desejo de dividir aquelas leituras com a minha amada, com seus filhos e com o meu Pedro. Ah, em nossa família temos dois Pedros. Aí a gente identifica assim: um meu, um teu, dois nossos. E ainda tem a Júlia e a Ceci. Quatro nossos! Ufa!!! Mas meu Pedro não mora conosco.

Um dos primeiros livros que me saltou aos olhos na estante da Ana Paula foi O MENINO QUE CHOVIA do paulista Cláudio Thebas (Ilustrações de Ivan Zigg, Cia das Letrinhas). Acho que aqui em casa e lá na casa do Pedro os meninos choviam demais. Fiquei encantado com o ritmo do texto. Tinha um quê de música ali. Todo escrito em quadras, o engraçadíssimo texto fala de um menino que, quando contrariado, chovia de verdade. Relampejava. Então, se tinha salada no prato, se algo não dava certo no futebol, se não faziam o que ele queria... o menino chovia.

"E todo dia era assim,
Uma chuva sem fim, chuvarada.
Por qualquer coisa-coisinha
O menino relampejava.
"

É claro que lá pelas tantas o autor reúne a família do menino e resolve a questão com muita criatividade, sem deixar o bom humor de lado. Adorei o livro. Fui a uma livraria, comprei outra edição e mandei para o meu Pedro pelo correio. Naquele ano não se falava em seca no Vale do São Francisco. Teve até umas chuvas torrenciais por aquelas bandas. Pedro chovia muito. Hoje ele vive sorrindo. Vez em quando baixa uma nuvenzinha, mas quem não fica assim?

O livro fala de uma criança mimada, chorona, birrenta, enjoada como muitas que vivenciamos por aí. Conta do sofrimento da família com aquela situação. Mas para quase tudo se tem solução. O tema é árido (!!!), mas o talento do autor e as ilustrações sempre cheias de graça do Ivan Zigg tratam do assunto com muita leveza. Particularmente acho delicioso lê-lo em voz alta. O som e o ritmo das palavras deixam o tempo mais ensolarado. Cheio de SONRISOS (sic).

Por aqui, a Júlia chove quando a janta é sopa. Pedro Bernardes chove quando não pode ver desenho e o Pedro Tino chove quando tem que dormir cedo. Mas é uma chuvinha de nada, inofensiva. Coisa de criança. Nada que cause uma inundação.


P.S. O Cláudio Thebas escreveu outro livro que nós gostamos muito por aqui, chamado Amigos do Peito (ilustrações da Eva Furnari, Formato). Mas a história deste livro eu deixo pra depois.

CAMPOS JÚNIOR

.
NOME: António Maria de Campos Júnior

Nasceu em Angra do Heroísmo, Ilha Terceira, Açores, em 13 de Abril de 1850.
Com oito anos veio para o continente, para a cidade de Leiria. Aí frequentou a escola e fez serviço militar.
Jornalista, romancista e dramaturgo, foi em Leiria também que escreveu os seus primeiros trabalhos: "Milagre da Senhora da Encarnação", "Nariz de Cera" e "A Filha do Regedor".
Por influência do Dr. Afonso Xavier Lopes Vieira, pai do poeta Afonso Lopes Vieira, transferiu-se para Lisboa, onde desenvolveu actividade literária e política de nota. Foi redactor dos jornais "Revolução de Setembro", "O Século" e "Diário de Notícias".
Estudioso da História, da sua busca incessante em livros e documentos, nasceram, em forma de romances históricos, obras tão belas como "A Raínha Madrasta", "Ala dos Namorados", "Luís de Camões", "Guerreiro e Monge", "A Filha do Polaco", "Pedras que Falam", "Marquês de Pombal", "A Estrela de Nagasaki", entre outras. Algumas delas, publicadas em O Século, na forma de folhetim.
A peça "Torpeza", um libelo patriótico contra a tirania do Ultimato Inglês, que escreveu em 1891, fez um sucesso tão grande que nos teatros da Alegria, do Príncipe Real e do Ginásio, onde foi representada, o público saudava-a, à subida do pano, cantando de pé "A Portuguesa".
De entre as condecorações com que foi agraciado contam-se:"Grande Cavaleiro da Ordem de Cristo", "Oficial de Santiago", "Medalha de Prata de Comportamento Exemplar" e ainda "Mérito Militar de Espanha".
Reformado do exército, como Capitão, em 1899, voltou a Leiria onde dirigiu, como redactor principal, o semanário "Distrito de Leiria".
Falecido a 8 de Setembro de 1917, na Marinha Grande, os seus restos repousam no velho cemitério local.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Êxtase : A linguagem esquecida (discursos sobre as canções de kabir), de Osho / Bhagwan Shree Rajneesh

Um brinde a nós, amigos!
Um brinde à vida, à alegria, ao êxtase que escondemos em nossas próprias cabeças! Um
brinde que nos arranque de nosso sono cheio de sonhos, de ambição e desses truques do mundo que
substituíram a vida real. Bebamos da taça de um louco que nos permite abandonar todo o nosso
controle, as nossas tensões, as nossas restrições, que durante tanto tempo nos impediram de abraçar
Deus, a alegria e o êxtase!
Um brinde ao calor daquilo que derreterá nossos corações congelados, e pela primeira vez
nos permitirá fluir e sentir com todo o nosso ser.
Encontrem Bhagwan Shree Rajneesh, um bêbado, um louco que está aqui, vivo,
oferecendo-lhes o sabor de um outro louco de uma outra época — Kabir — um louco que através de
sua inocência, através de sua ignorância, através de sua admiração, canta uma canção onde a poesia
floresce", uma poesia que pode ser entendida por qualquer um que seja suficientemente inocente!
Bhagwan facilita-nos um desaprendizado, uma mudança de foco, um relaxamento — um mover-se
da cabeça para o coração e sua inocência, um tornar-se extraordinário sendo comum exactamente
como aconteceu a Kabir. ..e cada momento torna-se tão absolutamente precioso, traz tanta alegria e
recompensa em si mesmo, que nada mais resta a não ser desfrutá-lo, perder-se nele, embriagar-se de
vida!
Através desses novos olhos tem-se a sensação de que a vida é Deus e que Deus é a vida;
não importa o quanto possamos correr ou quão esperta possa ser a mente nas suas tentativas de
adiar,' não há possibilidade de escapar — não há outra maneira de existir. Como diz Bhagwan:
"Vivemos no oceano de Deus. .. Ele o circunda, Ele circunda tudo."
As velhas escrituras da Índia dizem que a existência vem quando Deus expira — você
nasce e a não-existência, quando Ele inspira — você desaparece na morte... mas você nunca deixa
Deus! Pode-se dizer: «Procurado — vivo ou morto. ..por Deus... pela vida... pela existência!»
Temos apenas que nos sacudir e nos despertar para esta grande bênção da vida. ..despertar a
memória desta linguagem esquecida do êxtase que repousa como que hibernada em nossos corações
adormecidos.
No Ocidente, a nossa memória tem sido entorpecida pela nossa ambição, pela nossa
entrega aos prazeres, pela nossa pressa em .satisfazer certas condições que, uma vez satisfeitas, nos
recompensarão com a felicidade que nos espera no final de algum arco-íris mítico. No Oriente, o
mundo, os negócios, são coisas para serem renunciadas, algo contra o qual se deve criar um
antagonismo.
Kabir, entretanto, não pertence a nenhum dos dois. É um homem de real compreensão —
sabe que não se trata de entrega aos prazeres ou de renúncia, mas sim, de consciência. Ou como diz
Bhagwan: "Esteja no mundo, mas conscientemente. Não vá a nenhum lugar, não crie qualquer
atitude antagónica em relação à vida. Deus nada mais é do que um profundo 'sim' à existência". No
caso de Kabir, conta-se que ele nasceu como muçulmano e foi educado por um hindu, ficando então
aberto para as riquezas das duas tradições — não ficou limitado pela escolha de uma e rejeição da
outra. ..disse SIM a ambas.
Desta maneira Bhagwan também reivindica toda a herança da humanidade, dizendo um
'sim' eternamente amoroso a todos: aos cristãos, aos hindus, aos parses, aos sikhs, aos muçulmanos,
aos judeus, aos ateus, aos teístas, ad infinitum.
Este 'sim' é a chave do reaprendizado desta linguagem esquecida. Este 'sim' é o que nos dá
coragem para continuar. Este 'sim' é o ingrediente que está faltando, é o elo perdido para a
recuperação, a reivindicação desse êxtase. Não é da cabeça — é do coração... não é do pensamento,
mas do sentimento.
E o coração é a nossa totalidade. Sempre que dizemos 'sim' a alguma coisa, sempre que
respondemos com nossos corações, estamos respondendo com nossa totalidade. Sempre que somos
totais em qualquer coisa, ficamos extasiados. Bhagwan diz: "Sim, alegria é loucura. E só os loucos
podem suportá-la. Abandone-se e seja um bêbado!. ..Deus é selvagem e a alegria é o primeiro passo
em direcção a Ele. O êxtase é selvagem. Você tem que se perder nele, no seu próprio abismo".
E como a alegria é loucura e abandono, então é preciso estar pronto para saltar, para
mover-se livre e perigosamente, sem os condicionamentos e limites da sociedade, da religião, do
país, da tradição ou dos rituais que acumulamos — esses limites do nosso passado que nos
impedem de viver Deus, de viver a vida, de viver. ..agora mesmo. ..de viver esta linguagem do
êxtase. .. neste exacto momento!
Bhagwan e Kabir concordam que se Deus não puder ser encontrado nesta vida, não será
encontrado em lugar algum... que sempre que você for total, Ele estará presente. ..ser total é a porta!
Então, será que você está pronto para beber comigo, para beber da taça destes loucos —
Bhagwan Shree Rajneesh e o poeta-místico Kabir — e abandonar os seus controles e misérias?... e
mais uma vez, através da sua natureza, através da felicidade... falar a linguagem do êxtase?
Se você não puder controlar a sua alegria, não poderá controlar o seu êxtase... você tem
que se embeber dele na vida: ". ..e a vida jamais grita, apenas sussurra. A menos que você esteja
muito atento, sintonizado e ligado a ela, não será capaz de entender a vozinha silenciosa de Deus".
Tenha, através dos olhos deste Mestre iluminado, Bhagwan Shree Rajneesh, uma nova
visão do divino, a jornada infinita para dentro do amor, e aceite o seu brinde à nossa divindade, ao
gosto pela vida e à coragem para explorar:
"Convido-o a vir comigo aos domínios mais profundos deste louco, Kabir. Sim, ele era
um louco — todas as pessoas religiosas o são. Loucas, porque não confiam na razão. Loucas,
porque amam a vida. Loucas, porque podem dançar e cantar. Loucas, porque para elas a vida não é
uma questão, um problema para ser resolvido, mas um mistério no qual temos que nos dissolver".
Tudo o que você precisa é alegrar-se, meu amigo, e divertir-se! Leia este livro como se
entrasse pela porta que leva à terra da linguagem esquecida... abra seus braços e permita que a
confiança na vida e no amor afaste a sua cabeça, e com um grande oooouuhhh encha-se da
excitação, do êxtase desta aventura, da exploração desta linguagem esquecida. ..do êxtase: a
linguagem esquecida.
MA YOGA PREM

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Tatianices com sorvete!!!

No último domingo, 28 de outubro, saímos no final da tarde para tomar um sorvete ao lado da Livraria Cultura. Ou saímos para um passeio na Livraria Cultura ao lado de uma sorveteria. Duas coisas gostosas que adoramos fazer. Para os que não conhecem, a Livraria Cultura é um lugar especial para os Roedores de Livros. Um lugar amplo, cercado de bons atendentes e ótimos livros. Ouço muita gente falar que agora não vai mais à livraria, que compra tudo por internet, pois geralmente é mais barato... enfim. Pode até ser. Mas eu e o Tino ainda preferimos o contato tátil, visual e olfativo com o livro. É uma relação de afetividade. De aproximação. Às vezes - como aconteceu ontem - namoramos por um tempo com determinado exemplar até que ele possa definitivamente vir para casa.
Mas não foram os livros que nos surpreenderam naquele fim de tarde. A Revista da Cultura, distribuída gratuitamente no interior da loja veio com CONTEÚDO SOBRE LITERATURA INFANTIL (assim mesmo, em caixa alta). Pegamos uma edição e saímos para o sorvete tão desejado. Mas o Tino não teve paciência para ler depois de mim e voltou à loja para pegar um para si. O sorvete ficou mais gostoso. Logo nas primeiras páginas uma entrevista com TATIANA BELINKY. Nas fotos e no texto da revista dá para perceber que mora uma criança no coração daquela sorridente senhora. Nos livros da Tatiana, então... A entrevista foi feita por Carlos Moraes. São quatro páginas de história e paixão por livros. Frases como "Profissão de criança é aprender, mesmo quando está brincando"; "livro que não dá pra rir, que não dá pra chorar e não dá pra ter medo não tem graça", curiosidades sobre seu encontro com Monteiro Lobato e muito mais.A reportagem de capa da Revista da Cultura chama-se Ler para ser: como os pais podem ensinar os filhos a amar a leitura. A repórter Andréa Barros ouviu crianças, pedagogos e nomes importantes do cenário da literatura infantil como Eva Furnari, Rubem Alves e Fany Abramovich. No miolo da revista a reportagem ganha outro título: O que toda criança gostaria que seus pais soubessem. Achei muito apelativo e o texto não consegue passar tudo o que o título sugere. Não é um manual de instruções, mas oferece algumas idéias para pais apressados e com boas intenções.

Difícil encontrar conteúdo interessante sobre literatura infantil fora dos livros teóricos e dos sites tão repletos de teoria. A grande mídia - lida, vista e ouvida por pais ansiosos por conhecer estas novidades - ainda se omite em fazer uma cobertura de qualidade. Para nós, a ótima entrevista com Tatiana Belinki num suplemento de uma loja de livros foi uma belíssima surpresa. Tornou nossa tarde/noite de domingo mais prazerosa. Parabéns a livraria Cultura pela iniciativa. Que continue assim. Caso não tenha uma loja da Cultura perto da sua casa, você pode acessar o conteúdo da revista clicando nos seguintes links:

Entrevista com Tatiana Belinky

O que toda criança gostaria que seus pais soubessem

Mas se a loja estiver ao seu alcance, passe por lá, passeie entre os livros, namore com eles e ouça com atenção... pode ser que algum livro queira ir para sua casa. Hatuna matata.

P.S. Aqui no Blog já publicamos dois posts acerca da Tatiana Belinky. Caso você deseje navegar por eles, clique aqui e aqui.

A foto da Tatiana publicada acima é de autoria de Iara Venanzi e foi scaneada da Revista da Cultura.

domingo, 28 de outubro de 2007

Para se proteger das energias negativas (Feng Shui)

Todos nós sabemos, as energias negativas são uma das preocupações
do ser humano. Procurar fugir delas é besteira. Elas nos
alcançam em qualquer lugar do planeta. Mas, podemos nos defender,
começando a tomar uma série de atitudes e providências.

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sábado, 27 de outubro de 2007

A metamorfose ou O asno de ouro, de Lucio Apuleyo

Advertência
A tradução que publicamos do ASNO DE OURO, de Apuleyo, é a atribuída à Diego López da Cortegana, que foi arcediano de Sevilha pelos anos de 1500. Desejando facilitar sua leitura, modernizamos a ortografia e, às vezes, levemente, a sintaxe da velha versão castelhana.
Cotejamo-la além, minuciosamente, com o original latino, e apenas foi preciso modificar algum nome próprio e alguma passagem má interpretada. Conservamos a divisão em capítulos e os epígrafes de Cortegana. O texto latino se divide só em livros.
Neste livro, composto ao estilo de Mileto, poderá conhecer e saber diversas histórias e fábulas, com as quais deleitará seus ouvidos e sentidos, se quiser ler e não menosprezar, ver esta escritura egípcia, composta com engenho das ribeiras do Nilo; porque aqui verá as fortunas e figuras de homens convertidas em outras imagens e tornadas outra vez em sua mesma forma. De maneira que se maravilhará do que digo. E se quer saber quem sou, em poucas palavras lhe direi isso: Minha antiga linhagem teve sua origem e nascimento nas colinas do Himeto ateniense, no istmo da Efirea e em Tenaro de Esparta, que são cidades muito férteis e nobres, celebradas por muitos escritores. Nesta cidade de Atenas comecei a aprender sendo moço; depois vim à Roma, onde com muito trabalho e fadiga, sem que professor me ensinasse, aprendi a língua natural dos Romanos. Assim que peço perdão se em algo ofender, sendo eu rude para falar língua estranha. Que até a mesma mudança de meu falar responde à ciência e estilo variável que começo a escrever. A história é grega, entende-a bem e haverá prazer.

Primeiro livro
Argumento
Lucio Apuleyo, desejando saber arte mágica, foi à província de Tessália, onde estas artes se sabiam; no caminho se juntou terceiro companheiro a dois caminhantes, e andando naquele caminho foram contando certas coisas maravilhosas e incríveis de um embaixador e de duas bruxas feiticeiras que se chamavam Meroe e Panthia, e logo diz de como chegou à cidade Hipata e de seu hospedeiro Milón, e o que a primeira noite aconteceu em sua casa. Lê e verá coisas maravilhosas.


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sexta-feira, 26 de outubro de 2007

JOHN MILTON

.
Um dos mais importantes poetas do classicismo inglês, nasceu em 1608.
Por volta de 1631, estudante em Cambridge, escreveu os seus primeiros poemas, em inglês, latim e italiano.
Partidário de Oliver Cromwell, opôs-se ao poder absoluto dos Stwarts e assumiu-se como intelectual comprometido com os problemas do seu tempo. Considerava que verdade e falsidade deveriam confrontar-se livremente, já que nnca ninguém vira «a verdade levar a pior num combate franco e livre».
Entre 1641 e 1660, escreveu sobretudo prosa. Jornalista e panfletário, publicou artigos e ensaios sobre política e religião, além de peças de teatro. Dirigiu o Mercurius Politicus, jornal defensor do puritanismo calvinista em que se fundamentavam os ideais republicanos de Cromwell, de quem chegou a ser ministro das Relações Exteriores. Esse cargo permitiu-lhe viajar pela Europa, nomeadamente a Itália.
A parte mais fulgurante da sua obra foi escrita depois da restauração da monarquia, altura em que chegou a ser preso. Devido à idade, porém, e aos problemas de saúde, foi-lhe restituída a liberdade. Mas não voltou à política.
Apesar de atacado pela gota e pela cegueira, casou com uma mulher bastante mais jovem. Pobre e isolado, ditou os 10.500 versos da obra "Paraíso Perdido", poema épico em verso branco, em «doze» livros, publicado em 1667, que viria a tornar-se num clássico da literatura universal. Inspirada no Génesis a obra tem como tema o pecado original e narra como Adão e Eva, apesar de alertados pelo anjo Rafael, se deixaram seduzir por Satanás. No fundo, veicula a ideia de que o homem transporta consigo o céu e o inferno cabendo à razão e ao livre arbítrio a escolha entre um e outro.
Quatro anos mais tarde, o poeta dá à estampa o "Paraíso Reconquistado", sequela em que Cristo se sacrifica para devolver aos homens o que Adão havia perdido.



Fonte de informação: Grandes Protagonistas da História de Portugal (Planeta Agostini)

Ensinamentos De Um Iniciado, de Max Heindel

PREFÁCIO
Este volume das obras de Max Heindel, o Místico do Ocidente, é a conclusão que engloba as mensagens por ele transmitidas a seus alunos através de aulas mensais. Estes ensinamentos, reeditados desde que esse grande espírito foi chamado para uma obra mais elevada nos mundos superiores em 6 de Janeiro de 1919, podem ser encontrados, além deste volume, nos seguintes livros: "Maçonaria e Catolicismo", "A Teia do Destino", "A Interpretação Mística do Natal", "Os Mistérios das Grandes Óperas", "Coletâneas de um Místico" e "Cartas aos Estudantes". Estas obras abrangem as últimas investigações desse vidente.
Sabemos que as proveitosas mensagens e o estímulo espiritual que os leitores têm recebido das inspiradoras palavras contidas nos livros anteriores, foram de grande eficácia. Também temos certeza que, com o correr do tempo, os estudantes esclarecidos e avançados e os que buscam a verdade através do misticismo e do ocultismo, compreenderão cada vez mais o verdadeiro valor das obras de Max Heindel. Suas palavras atingem bem fundo o coração dos leitores. Muitos que leram sua primeira obra "O Conceito Rosacruz do Cosmos", emocionaram-se com o seu profundo conteúdo.
Max Heindel, o mensageiro autorizado da verdadeira Fraternidade Rosacruz, viveu os ensinamentos que divulgou. Somente quem sofreu como ele, durante toda sua vida, consegue tocar as fibras do coração humano. Somente ele, que sentiu as dores do parto do nascimento espiritual e que foi admitido nos reinos da alma, tem o poder de emocionar seus leitores. Como conseqüência desse nascimento espiritual, as obras que Max Heindel legou à humanidade viverão e frutificarão. Possam os leitores deste livro sentir o palpitar do coração desse homem que tanto amou a humanidade, que sacrificou sua própria existência física no desejo de transmitir ao homem, as maravilhosas verdades que acumulou em seus contatos com os Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz.
Augusta Foss Heindel


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Fnac Brasília - 07 de outubro 2007

Pois é... chegamos ao segundo dia daquele fim de semana especial. O domingo na Fnac foi repleto de crianças que se aglomeraram com seus pais e avós para enfrentar aquela maratona de narrativas, canções e ilustrações.
O Tino e a Juliana, como bons anfitriões, abriram os trabalhos. As cores do Flicts, o cheirinho d'A Menina que queria ser gambá e outras especiarias foram devoradas por olhares famintos.
Ivan Zigg e Ana Terra trouxeram o UFA! para aquela tarde. Junto com eles a hilária história de Dona Miúda que ficou entalada Na Porta da Padaria. O casal desenhou e convidou a todos para uma canja no refrão do repente de Ivan: nham, nham, nham, nham, nham... Ana Terra desfilou alguns contos populares como O Sapo e o Boi e O Velho, o Menino e o Burro. Enquanto ela contava, Ivan desenhava a história ao vivo, arregalando a meninada que ia descobrindo as surpresas das histórias.
Ainda teve O Menino Que Chovia, texto genial declamado com bóias, guarda-chuva e muito talento. Ivan e Ana conquistaram as crianças e os Roedores de Livros. Saímos naquele domingo com a certeza da cumplicidade em divertir com qualidade. Ficamos com saudades. Queremos mais!!! That's all, folks!!! Ufa!

Fnac Brasília - 06 de outubro 2007

Aquela tarde estava especialmente gostosa para todos. Era o início de uma programação de 10 dias voltada para a criançada. Uma programação feita com esmero. Diversão e inteligência aliados. Riso solto no ar. Foi assim. Primeiro, Tino Freitas e Juliana Maria desenrolaram o novelo, tiraram o rabanete do chão, ensinaram o beijo da minhoca e fizeram ainda mais até que...
... entrou nossa convidada especial daquela tarde: Ana Terra. E desfilou talento, poses, caras e bocas contando a história de Zé Burraldo do ótimo livro Histórias de Bobos, Bocós, Burraldos e Paspalhões, de Ricardo Azevedo...
... finalizamos juntos cantando com os pais, avós e crianças. A canção? Ah... um tema universal que já vem no DNA do brasileiro: Felicidade, de Lupiscínio Rodrigues, conterrâneo da gaúcha Ana Terra. Pausa para água, livros e então...
... chegou Ivan Zigg com seu figurino impecável arrancando olhares curiosos em saber o conteúdo da sua maleta (a segurança da Fnac também quis saber... hehehe). Risos, muitos risos e, antes de dizer uma palavra, Ivan já tinha todos na palma da mão!!! Impressionante. A performance De A a Zigg mostrou não só o talento do ilustrador - que já conhecíamos - mas apresentou um Ivan contador de histórias, compositor e dançarino (hehehe) de mão cheia...
Ao final, a hipersupermegaaultra contagiante canção da caveira que pôs todo mundo de pé, dançando ao som da canção de Zigg, que ainda teve fôlego para uma seção de desenhos autografados... UFA!!! Ufa? Não, UFA foi só no dia seguinte, mas eu conto no próximo post.

P.S. A canção da caveira e outras criações bem bacanas estão no CD que Ivan Zigg está produzindo e que os Roedores de Livros ouviram de primeira mão. Úm trabalho gostoso de ouvir. Nota 10. Aguardem que em breve chegará para todos!!!

Impressões ZiggAnas Roedoras...

Já estamos no final de outubro e não mostramos os frutos das nossas atividades na semana das crianças... Então, vamos lá!!! Na sexta, dia 05 de outubro, acordamos com uma página inteira do suplemento Fim de Semana do jornal Correio Braziliense dedicada às apresentações de Ivan Zigg, Ana Terra e Roedores de Livros.
Naquela manhã, durante o café da manhã, sorrisos pela conquista e espectativa para um passeio inesquecível a Pirenópolis (GO) onde Tino, Ana Terra e Ivan recarregariam as baterias para os dias seguintes. Eu não pude ir mas, pelo que soube, a viagem foi rápida e rica em ótimas sensações.
Abaixo, um recorte do texto que fala sobre a apresentação Direto da estante pro alto falante zás trás num instante tem gosto de bombom em que a Juliana e o Tino desfilam histórias, canções e alegrias. Para ler as reportagens é só clicar nas imagens que elas aparecem num tamanho maior, legível.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Feng Shui Básico (Escola do Chapéu Negro)

Uma escola mais recente se distingue das duas anteriores porque tem outra
origem regional, o Tibet e porque acrescenta aos preceitos do Feng Shui a
filosofia do budismo tântrico.
Esta escola tornou-se a mais conhecida no ocidente através do mestre Li Yun,
que emigrou há mais de duas décadas para os Estados Unidos levando na
bagagem o conhecimento das escolas tradicionais de Feng Shui e de outras
técnicas que incluíam o aspecto psicológico do ser humano e o seu
subconsciente.
Para o mestre Lin Yun, da linhagem dos Chapéus Negros (as outras são a dos
Chapéus Amarelos, seguida pelo dalai Lama, e a dos Chapéus Vermelhos, os
Nyngmapas), o Feng Shui deve considerar não só as cores, as formas e os
pontos cardeais mas também a relação psicológica entre o homem e o seu
ambiente.
Lin Yun desenvolveu uma forma simples de aplicação do "Ba-guá" sobre a
planta baixa de uma residência adaptando-o ao mundo moderno e à psique do
homem contemporâneo: alinha a porta principal com o lado referente ao guá
trabalho.



CONCEITOS BÁSICOS


O Feng Shui é a antiga ciência chinesa de harmonização e integração entre o
homem e seu ambiente. É baseada nos príncípios filosóficos dos sábios
chineses da antiguidade, que vinculam o homem ao céu e à terra através do
Tao, dividindo todas as coisas em dualidades complementares - Yin e Yang.
A partir da interação - equilíbrio e harmonização - das forças do yin e do yang,
origina-se a teoria do Chi - cujo significado é "sopro cósmico". Os chineses
perceberam que, nascidos da interação polar de yin e yang existem cinco
atributos que definem a essência do Chi: o Fogo, a Terra, o Metal, a Água e a
Madeira, que se manifestam de incontáveis maneiras e combinações à nossa
volta.
O Feng Shui observa que os seres humanos são feitos da combinação destes
Cinco Elementos, e portanto se sentem muito mais confortáveis quando todos
os elementos são representados em seu ambiente.


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quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Confissões, de Santo Agostinho / Sto. Agostinho

CAPÍTULO I

Louvor e Invocação

És grande, Senhor e infinitamente digno de ser louvado; grande é teu poder, e incomensurável tua sabedoria. E o homem, pequena parte de tua criação quer louvar-te, e precisamente o homem que, revestido de sua mortalidade, traz em si o testemunho do pecado e a prova de que resistes aos soberbos. Todavia, o homem, partícula de tua criação, deseja louvar-te. Tu mesmo que incitas ao deleite no teu louvor, porque nos fizeste para ti, e nosso coração está inquieto enquanto não encontrar em ti descanso.
Concede, Senhor, que eu bem saiba se é mais importante invocar-te e louvar-te, ou se devo antes conhecer-te, para depois te invocar. Mas alguém te invocará antes de te conhecer? Porque, te ignorando, facilmente estará em perigo de invocar outrem. Porque, porventura, deves antes ser invocado para depois ser conhecido? Mas como invocarão aquele em que não crêem? Ou como haverão de crer que alguém lhos pregue?
Com certeza, louvarão ao Senhor os que o buscam, porque os que o buscam o encontram e os que o encontram hão de louvá-lo.
Que eu, Senhor, te procure invocando-te, e te invoque crendo em ti, pois me pregaram teu nome. invoca-te, Senhor, a fé que tu me deste, a fé que me inspiraste pela humanidade de teu Filho e o ministério de teu pregador.

CAPÍTULO II

Deus está no homem, e este em Deus

E como invocarei meu Deus, meu Deus e meu Senhor, se ao invocá-lo o faria certamente dentro de mim? E que lugar há em mim para receber o meu Deus, por onde Deus desça a mim, o Deus que fez o céu e a terra? Senhor, haverá em mim algum espaço que te possa conter? Acaso te contêm o céu e a terra, que tu criaste, e dentro dos quais também criaste a mim? Será, talvez, pelo fato de nada do que existe sem Ti, que todas as coisas te contêm? E, assim, se existo, que motivo pode haver para Te pedir que venhas a mim, já que não existiria se em mim não habitásseis?
Ainda não estive no inferno, mas também ali estás presente, pois, se descer ao inferno, ali estarás.
Eu nada seria, meu Deus, nada seria em absoluto se não estivesses em mim; talvez seria melhor dizer que eu não existiria de modo algum se não estivesse em ti, de quem, por quem e em quem existem todas as coisas? Assim é, Senhor, assim é. Como, pois, posso chamar-te se já estou em ti, ou de onde hás de vir a mim, ou a que parte do céu ou da terra me hei de recolher, para que ali venha a mim o meu Deus, ele que disse: Eu encho o céu e a terra?

CAPÍTULO III

Onde está Deus?

Porventura o céu e a terra te contêm, porque os enches? Ou será melhor dizer que os enches, mas que ainda resta alguma parte de ti, já que eles não te podem conter? E onde estenderás isso que sobra de ti, depois de cheios o céu e a terra? Mas será necessário que sejas contido em algum lugar, tu que conténs todas as coisas, visto que as que enches as ocupas contendo-as? Porque não são os vasos cheios de ti que te tornam estável, já que, quando se quebrarem, tu não te derramarás; e quando te derramas sobre nós, isso não o fazes porque cais, mas porque nos levantas, nem porque te dispersas, mas porque nos recolhes.
No entanto, todas as coisas que enches, enche-as todas com todo o teu ser; ou talvez, por não te poderem conter totalmente todas as coisas, contêm apenas parte de ti? E essa parte de ti as contêm todas ao mesmo tempo, ou cada uma a sua, as maiores a maior parte, e as menores a menor parte? Mas haverá em ti partes maiores e partes menores? Acaso não estás todo em todas as partes, sem que haja coisa alguma que te contenha totalmente?


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terça-feira, 23 de outubro de 2007

Auto-hipnose - Use o poder da sua mente inconsciente para atingir objetivos pessoais, de Betty Erickson

Liderança

OBJETIVOS & DECISÃO





A estratégia abaixo é útil para se conseguir resultados comportamentais variados (você é que define quais serão). Já foi usada por muitas pessoas com sucesso, inclusive por mim. Não é estritamente necessário conhecer os "porquês" para que a técnica funcione, é suficiente o faça-e-descubra, mas de qualquer maneira, seguem alguns esclarecimentos.

Hipnose é um estado de atenção focalizada e concentrada. Entrar em hipnose envolve tirar sua atenção da experiência externa e direcioná-la internamente. E tipicamente, ao processar informação, privilegiamos um sistema representacional, que pode ser visual, auditivo ou cinestésico (sensações). Um "estado alterado" de consciência ocorre quando você processa informação fora desse seu sistema de representação primário.

Dois pressupostos ou crenças fundamentam esta técnica. A primeira é que o entendimento da mente consciente não é necessário para se efetuar uma mudança. Evidência disto são as várias coisas que aprendeu quando criança, como andar, falar e assobiar. O segundo é que você pode confiar na sua mente inconsciente. Para que você também acredite nisto, sugiro que teste essa afirmação na prática: faça de conta por alguns minutos que é verdade e veja o que acontece!


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A rua está do lado errado...

Havia um pé de tangerina no meio do caminho. Havia. Não há mais.

Eu ADORO tangerinas. Desde pequenininha quando vim morar aqui tinha uma época do ano em que Seu Humberto (que morava em frente de casa) trazia baldes com tangerinas colhidas do pé que ficava no terreno da sua casa. Antes, eu namorava a florada branca, espiava os frutos verdes ganharem seu colorido e enchia os olhos de desejo. A boca guardava uma vontade que explodia num sorriso quando Seu Humberto chegava com suas tangerinas. Confesso que eu gostava de sentir no nariz o aroma e os respingos das cascas furadas por meus dedos ávidos por seus gomos. Ah, era uma farra deliciosa. O tempo testemunhou minha infância e adolescência e as visitas de Seu Humberto e suas tangerinas.
Nossa rua é formada por gente mais velha, que chegou aqui no início da construção de Brasília. Amigos de meu pai viram seus filhos crescerem brincando conosco. Uma rua solidária, como poucas em grandes capitais. Vez em quando alguém mais idoso diz adeus e parte para o lado misterioso da vida. Foi assim com Seu Humberto há uns dois anos. Ele já era viúvo. Na casa, ficou a saudade, o pé de tangerina e o Beto, amigo da minha meninnice, que herdou do pai a generosidade de deixar a cada safra um balde repleto da fruta para mim e os daqui. Foi assim por pouco tempo. Ao retornar de uma viagem de uma semana, descobri que o Beto vendera a casa e se mudara para um apartamento. Começaram a derrubar a antiga construção e a levantar uma nova. A rua se mobilizou. Queriam saber se o novo proprietário manteria vivo o pé de tangerina. Pelo jeito, não era só eu a apreciar os frutos. Cresceram os rumores de que a árvore mais antiga da rua sobreviveria àquela construção que brotava vertiginosamente em frente da minha casa. No fundo, ficava em mim o consolo de, se não iria mais provar os frutos, pelo menos namoraria as flores e as tangerinas com meu olhar guloso. Não foi bem assim. Num fim de tarde primaveril em que os Flamboyants coloriam Brasília com seus vermelhos e laranjas meu pé de tangerina de estimação foi arrancado. Suas raízes ganharam o solo da minha memória onde buscam nutrientes no meu olhar saudoso. Para fugir da tristeza entrei no mundo de saudades e sentimentos d'A CASA DOS BENJAMINS (Socorro Acioli, ilustrações de Daniel Diaz, Caramelo). O livro tem como personagens uma menina curiosa, uma casa amarelada pelo tempo e quatro benjamins (fícus benjamim). Não havia muro. Entre a rua e a casa, só as quatro frondosas árvores, guardiãs daquele lar. A menina quer conhecer a história daquele misterioso lugar. Compartilha com sua professora os medos, os sonhos. Ganha coragem e a companhia de uma velhinha simpática que a convida para conhecer os segredos da casa. Viaja no tempo.
Conhece um lugar repleto de árvores e peixes. Antigos personagens daquele mesmo lugar. Além da casa, a menina só reconheceu os Benjamins. Descobriu que a velhinha ao seu lado era a escritora Rachel de Queiroz. Conheceu a história por trás do mistério. “Quem deixa livros no mundo não morre nunca” diria Raquel. Mas a frase que eu guardei no coração foi a resposta para o motivo dos Benjamins no meio da rua: “Porque as árvores vieram primeiro, a rua é que está no lugar errado”. Ao fim do encanto com a visita e suas descobertas, a menina descobre que “tudo estava como antes. As casas com grades e muros. As árvores dentro das casas. As ruas asfaltadas e sem árvores. Os quintais sem açude, sem pomares, sem espaço para o vento passar”.
O livro é inspirado num espaço real. Uma casa em Fortaleza onde Rachel de Queiroz escreveuseu romance de estréia, O Quinze. As belas ilustrações de Daniel conversam com um fundo fotográfico e com as folhas dos benjamins de que fala a história. Dão ainda mais beleza às palavras de Socorro. Flagram a cumplicidade que os dois carregam. Ilustrador e escritora são, antes de tudo, amigos. Daqui de longe fico amiga dos dois por dividirem comigo esta história repleta de sentimentos. Fim do livro e eu também desencantei e dei de cara com a realidade. Minha rua parecia aquela com grades e muros. Agora, sem pé de tangerina. Alguma coisa me diz que a rua está do lado errado.
P.S. A primeira foto é o registro daquele entardecer sem o pé de tangerina. Depois, capa do livro da Socorro Acioli e detalhe de uma ilustração do miolo. Daniel Diaz é clicado numa performance ao vivo no Salão do Livro Infantil da FNLIJ e, por fim, Socorro e eu num momento de descontração em terras cariocas.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Energia Sexual E Espiritualidade, de Maria Cristina Zacharias

Para quem aspira à ascensão espiritual, esse é um assunto complexo e, às vezes, embaraçoso, se não tratado com seriedade.
Temos que examinar as diferenças entre nosso ego e nossa alma.
Nosso ego usa o sexo para satisfazer seus desejos e impulsos. Visa ao prazer carnal e à reprodução somente. A alma utiliza a energia sexual quando está amando.
Nosso ego controla nossos desejos e luxúria, extravasando a energia sexual apenas pelo chakra sexual, sem elevar a função do chakra cardíaco a um propósito divino, como faz nossa alma. É obcecado pela sexualidade mundana, olhando para todos como se fossem parceiros em potencial, sem intencionar a relação como uma experiência de cunho espiritual. Simplesmente, quer prazer. E pronto! Não consegue sentir felicidade, caso não possua parceiro sexual. Em carências de relação, torna-se irritadiço e mal-humorado.
Nossa alma busca elevar a energia da kundalini1 para nossa conexão ao Alto e para chegar a orgasmos muito mais satisfatórios, plenos de espiritualidade, além da volúpia carnal, com emoção, responsabilidade, muito carinho. Quando a alma está presente na relação, o sexo não é mais a satisfação de nossas descargas hormonais, mais um ato puro e legítimo de verdadeiro amor! O nível de prazer é incomparável a este caso, podendo ser atingido o êxtase espiritual. Para maiores informações, consulte Tantra.
O sentimento amoroso deve ser partilhado entre o casal, de uma maneira muito lenta e terna, em que os parceiros fundem-se em um só sentimento. A alma coloca em primeiro lugar a outra pessoa e quer partilhar esse amor o maior tempo possível. Nada se espera em troca e tudo se ganha.
Nossos sentidos (tato, visão, paladar, audição) se aguçam e nos tornamos muito mais sensíveis ao delicado prazer.
Toda pessoa que está completamente centrada nos princípios divinos do Amor Incondicional e não admite outro tipo de relacionamento que não seja baseado na compreensão, companheirismo, amizade, cumplicidade, carinho, pode passar muito tempo sem ter relações sexuais, sem que isso lhe cause qualquer perturbação, até encontrar um parceiro que divida suas idéias. Mantém-se à espera do parceiro correto para vivenciar uma relação mais amorosa e livre de amarras cármicas.


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domingo, 21 de outubro de 2007

KADESH

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Hoje chamada de Tall an-Nabi Mind, situada no vale do rio Orontes, na Síria, Kadesh foi, em tempos remotos, a cidade sagrada da civilização hitita.
A cidade foi, pela primeira vez, mencionada pelos egípcios quando Tutmósis III (que viveu entre 1505 a.C. e 1450 a.C.) esmagou uma insurreição síria, liderada pelo príncipe de Kadesh.
No século XIII a.C. a cidade ocupava uma importante posição estratégica para a expansão dos egípcios na Síria.
Foi neste contexto, aliás, que ali se travou a mais célebre batalha da Antiguidade, que opôs uma grande aliança de estados e províncias encabeçada pelos hititas e comandada por Mutwatalli e os egípcios de Ramsés II.
Já nos tempos de Ramsés III, com a invasão dos povos bárbaros, vindos do Mar Egeu, Kadesh seria destrída, perdendo grande parte da sua importância.

O Círculo Mágico

Precisamos do círculo mágico para garantir nossa proteção durante nossos rituais, pois, quando ele é aberto corretamente, nada pode nos atacar, além de que, depois de aberto, nada sai e nada entra.
Seu formato, círculo, nos mostra que nele não há começo nem fim. Ele deve ser visto, no momento de sua abertura, como uma espécie de bolha que penetra no solo e acima de sua cabeça.
A energia gerada ficará contida dentro dele e você poderá facilmente constatar a presença desta energia por causa da temperatura dentro dele.
Dentro do círculo, que é um lugar sagrado, deve ser feito as celebrações, os rituais e o trabalho mágico.


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sábado, 20 de outubro de 2007

Pequena observação sobre o Dia Mundial do Poeta.

Dizem por aí que 20 de outubro é o dia mundial do Poeta. Queria deixar aqui a lembrança de um livro muito bacana que descobri recentemente. Chama-se Pequenas observações sobre a vida em outros planetas (Ricardo Silvestrin, ilustrações da Mariana Massarani, Salamandra). Não é nenhum lançamento e é repleto de grandes sacadas interplanetárias com a língua portuguesa. Em suas páginas, a poesia e a diversão estão casadas tanto no texto muito gostoso de Silvestrin quanto nas ilustrações moleques de Mariana Massarani. O autor visita os planetas Poft, Nasus, Gugus e Argh, para citar alguns. A ilustração abaixo corresponde ao Planeta Deserto.Difícil escolher um poema só, mas em virtude da data vou cair na obviedade de citar o PLANETA POESIA.

No Planeta Poesia,
quando um fala "Bom dia",
o outro diz "Como vai a tua tia"
Todo mundo é poeta,
do mais sábio
ao mais pateta.
Um simples "Boa tarde"
é seguido de "covarde",
"alarde", "arde".
E é isso o dia inteiro,
e é assim todo dia.
Só de pensar, me dá azia.

P.S. Conversando com a Ana Terra sobre literatura infantil, fiquei sabendo que este livro foi publicado antes pela Editora Projeto na coleção Rimas Tiras, com ilustrações do Gauzzelli. Essa coleção é genial. Tem outros títulos divertidos como Boneco Maluco, de Elias José.

Nosso parabéns a tantos poetas que plantam maravilhas para colhermos poesia. Viva a poesia todos os dias. Hatuna Matata.

Cabala: Aspectos Do Oculto - Mundos Além Da Mente

Dentre os vários sistemas de estudo e consecuções mágico-místicas, aquele que, provavelmente, nos oferece as melhores lições, adaptando-se às características do Ocidente é, sem dúvida, a Cabala.
Mas o que é a Cabala? Esta é a primeira questão que se ergue, quando ouvimos referências sobre este Ramo do Esoterismo.
O assunto torna-se ainda mais intrigante ao sabermos que grande parte das Ordens Iniciáticas, principalmente as ditas maçônicas (1), se desenvolveram baseadas na Cabala, que aparece como a chave de todos os rituais destas ordens, inclusive os da Igreja Romana, como torna-se obvio a qualquer estudante não minado pelo fanatismo religioso.
A Cabala, a grosso modo, pode ser definida como sendo a Doutrina Esotérica Judaica (2).
A palavra Cabala (3), soletrada em hebraico é QBLH, derivando-se da raiz QBL, Qibel, significando “receber”. Isto refere-se ao fato ( assim é dito ) de que o Conhecimento Cabalístico é sempre transmitido oralmente.
Quanto às origens da Cabala, por mais que nos aprofundemos em pesquisas, jamais teremos respostas concretas a respeito. Mas, entre várias hipóteses, é dito que a tradição foi criada e desenvolvida durante seis mil anos de civilização nas terras de KHEM (Egito) (3). Naqueles gloriosos tempos, quando os “deuses” andavam pela Terra, a tradição era conhecida como PAUT NETERU (Nove Divindades). Em seguida, ao perceberem o início da decadência do Grande Império Camita, os iniciados resolveram transmiti-la aos Caanitas.


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sexta-feira, 19 de outubro de 2007

- Que bagunça é essa?

O sábado 06 de outubro foi um dia diferente no projeto. Primeiro porque continuávamos sem energia (mas isso não seria novidade). Depois, porque, mudamos a estrutura dos acontecimentos tradicionais. Recebemos vários convidados e por isso, não fizemos a mediação de leitura, mas ouvimos muitas histórias. Aldanei, Simone e Míriam, juntaram-se ao Tino e a Juliana para o último ensaio do Firimfimfoca antes da estréia na Fnac. Na platéia, além dos olhares atentos da garotada, Ana Terra e Ivan Zigg também se divertiam com as histórias de Sylvia Orthof e com as canções que o Tino preparou para cada uma delas. Nossos meninos estavam meio tímidos no início. Talvez a presença de Ana e Ivan. Talvez a presença das meninas do Firimfimfoca. A coisa foi demorando para engrenar quando, de repente, a porta do salão se abre subitamente e entra o Jardesson gritando: - Que bagunça é essa aí?... risos e a descontração de volta ao seio dos Roedores de Livros. O Firimfimfoca se mostrou forte, mas carente de alguns ajustes. Dicas que Ivan, Ana Terra e eu discutimos com todos ao final da apresentação.
Depois do lanche, tinha mais. Aldanei apresentou O Saco, história clássica de um livro do Ivan Zigg em parceria com Marcello Araújo. Nosso ilustre visitante adorou a surpresa e posou para o clique abaixo ao lado dos objetos que Aldanei utilizou na contação.
Nossos meninos e meninas gostaram das histórias. Na oficina de artes, fizemos barangandão (sempre um sucesso). Depois todos foram para casa brincando e com um livro emprestado. E foi assim.

Dicionário iorubá

- O -
• Obá = rei , ministro de xangô.
• Obaluaiyê = nome do orixá patrono das doenças epidêmicas.
• Obarayi = nome de uma sacerdotisa filha de Xangô.
• Obatalá = uma qualidade de Oxalá.
• Obatelá = nome de um dos obá da direita de Xangô.
• Obaxorun = nome de um dos obá da esquerda de Xangô.
• Obi = fruto africano utilizado nos rítuais.
• Obitikô = Xangô.
• Oburô = alto título da hierarquia do culto.
• Odê = fora, rua.
• Odé = caçador; nome que também é dado ao orixá Oxossi.
• Odi = nome de um odu, jogo de ifá.
• Odô = rio.
• Odófin = nome de um dos obá da direita de Xango.
• Odu = a posição em que caem os búzios ou o opelé ifá quando consultados.
• Oduduá = orixá criador da terra.
• Ofun = nome de um odu.
• Ogã ou Ogan = nome dos homens escolhidos p/ participar do terreiro.
• Ogodô = uma qualidade de Xangô.
• Oguê = instrumento de percussão feito de chifres de boi.
• Ogun = orixá patrono do ferro, do desbravamento e da guerra.
• Oin = mel.
• Oiakebê = nome de uma sacerdotisa de Iansan.
• Ojá = ornamento feito com tira de pano.
• Ojé = sacerdote do culto de Egun ou Egungun.
• Ojó = dia da semana.
• Oju = rosto.
• Ojubó = lugar de adoração.
• Oké = título sacerdotal.
• Okê-Arô = saudação para Oxossi.
• Okó = marido.
• Okô = roça, fazenda.
• Okunlé = ajoelhar-se.
• Olelé = bolo feito com feijão fradinho; abará.
• Olodê = o senhor da rua, do espaço, de fora.
• Olorôgun = festa de encerramento do terreiro antes da quaresma.
• Olorum = entidade suprema, força maior, que está acima de todos os orixá.
• Olouô = homem rico; senhor do dinheiro.
• Oluá = senhor.
• Oluayê = senhor do mundo
• Olubajé = cerimônia onde Obaluaiyê reparte sua comida com seus filhos e seguidores.
• Olukotun = o nome do ancestral mais velho, cabeça do culto de Egun.
• Oluô = o olhador, o que joga os búzios e o opelé ifá.
• Omi = água.
• Omo = filho, criança.
• Omolu = um dos nomme de Obaluaiyê.
• Omõrixá = filho de orixá.
• Onã = caminho.
• Onãsokun = um dos obá da esquerda de Xangô.
• Onìkòyi = um dos obá da esquerda de Xangô.
• Onilé = dona da terra.
• Onilê = dona da casa.
• Opaxorô = emblema de Oxalá.
• Opô = pilastra.
• Ori = cabeça.
• Orô = preceito, costume tradicional.
• Orobô = fruta africana que se oferece a Xangô.
• Orukó = nome próprio.
• Ossãin = orixá patrono das ervas (folhas).
• Osé = semana; rito semanal.
• Ossi = esquerda, ou a terceira pessoa de um cargo.
• Ossá = nome de um odu ifá
• Otin = aguardente.
• Otun = direita, ou segunda pessoa de um cargo.
• Ouô = dinheiro.
• Oxaguiã = uma qualidade de Oxalá relacionado com o inhame novo.
• Oxalá = o mais respeitado, o pai de todos orixá.
• Oxalufã = ums qualidade de Oxalá; Oxalá velho.
• Oxé = sabão da costa africana.
• Oxossi = orixá patrono da floresta e da caça.
• Oxoxö = milho cozido com pedaços de coco; comida do orixá Ogun.
• Oxum = uma das orixá das águas.
• Oxumarê = nome do orixá relacionado ao arco-íris.


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quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Furando sombras, descobrindo labirintos...

Zubair nunca foi um bom corredor, as coisas é que correm. Muros correm, palmeiras carecas correm, minaretes, cercas, postes correm, um homem parado de muleta corre, janelas pegando fogo correm. Desta vez a sirene gritou só de implicância. Depois emendou num chiado, como um marimbondo preso no labirinto do ouvido. Zubair fez uma curva fechada e guardou o ouvido no bolso. Agora é correr.
Enquanto Zubair - o menino - corria, eu descansava os olhos em cada palavra do autor, cada ilustração. Zubair e os labirintos (texto e ilustrações de Roger Mello, Cia das Letrinhas) – o livro – exige cuidado. Cuidado no sentido de atenção. É um livro acima da média. O olhar é surpreendido pela forma, pelo enredo e por suas ilustrações. O livro são dois. Os dois são um. Mas não pense que ler Zubair e os labirintos é uma tarefa difícil como tentar sair de um labirinto. Zubair só pede atenção. Um lugar em silêncio para ouvir as bombas, o coração do menino, o medo da cidade que corre, corre, corre.
Zubair tem ainda suas entrelinhas. Fala sobre o histórico saque ao Museu de Bagdá nos dias da guerra. Peças de valor incalculável como vasos da Mesopotâmia, esculturas assírias de marfim, cerâmicas do cemitério real da cidade de Ur ficaram à mercê de vândalos e oportunistas. O menino Zubair corre, sobre os destroços se encanta com um tapete dobrado, toma-o para si e corre dos mísseis, de um soldado da coalizão e de um miliciano. Enfim, um lugar seguro para Zubair e seu precioso tapete. Hora descobrir que “desembrulhado uma duas três vezes, o tecido espesso abraçava um livro que se lia: Os treze labirintos”. Um susto!!! Eu havia desembrulhado o livro três vezes e descoberto outro: Os treze labirintos. Esperto esse Roger Mello. Esperto e surpreendente pois o novo livro convida para uma leitura inversa da ocidental. Não do texto, mas das páginas. Forma que o autor inventou para nos aproximar do universo de Zubair.
O novo livro apresenta os labirintos. Drops da genialidade do autor. O papel laranja guarda belíssimas ilustrações em preto. Eu diria que os labirintos estão nas palavras, mais que nos desenhos, embora alguns sejam as duas coisas. Eu adorei. O primeiro labirinto guarda um bom enredo. O terceiro foi escrito para o riso dos adultos – perfeito! O oitavo e o nono pontuam pela forma disforme (!!!). O décimo labirinto – o das sombras – é uma brincadeira com palavras ao melhor estilo Lewis Carrol. E por aí seguem os olhos de Zubair e os meus. Roger me faz rir com tantas descobertas. Será que tem mais? Onde estará o décimo terceiro labirinto? Bem, acho que dei atenção demais para o livro, estou viajando nas possibilidades. Descobri que quando a última página do livro laranja se encontra com o livro-tapete uma terceira história se completa. Putzgrila!!! Vou ler de novo.
É hora de guardar o ouvido no bolso para me encantar com o primeiro parágrafo reproduzido no início deste texto. Descansar os olhos nas ilustrações coloridas que mostram uma Bagdá em guerra (num estilo que lembra o lindo trabalho do autor no livro Meninos do Mangue). Descobrir o menino Zubair correndo entre as ruas repletas de destroços. “Zubair fura sombras enquanto corre”. Roger Mello deve furar sombras enquanto imagina suas histórias. Eu continuo procurando o décimo terceiro labirinto...

P.S. A primeira foto é a capa do livro, seguida do terceiro labirinto. Depois, Ana Paula brinca com os segredos gráficos de Zubair. Na última foto, Roger Mello apresenta o boneco de Zubair na Feira do Livro de Brasília (2007).

Horóscopo Egípcio

O sábio Imhotep inventou o calendário egípcio, no ano 2.769 antes de Cristo,
que era parecido com o que usamos hoje. O ano egípcio iniciava quando a
estrela Sírius surgia no horizonte de Mênfis, a cidade dos primeiros faraós,
e que no nosso calendário corresponde ao dia 16 de julho.

A partir do calendário de Imhotep, os astrólogos egípcios criaram um Zodíaco
divido em 12 signos, correspondentes aos doze meses do ano.

Cada signo é representado por um deus; cada divindade regendo durante um
tempo e vibrando suas características próprias sobre as pessoas nascidas sob
um determinado signo.


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quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Poeira das estrelas...

Domingo passado resolvemos desligar um pouco do mundo e ir ao cinema. Fomos assim, sem saber o que assistir. Várias salas destacavam o Tropa de Elite, mas, definitivamente não era esse tipo de filme o que procurávamos. Um cartaz que nos chamou a atenção foi o do Stardust – O mistério da estrela. No elenco, Michelle Pfeiffer e Robert DeNiro chamaram minha atenção. Em algum lugar estava escrito UM CONTO DE FADAS PARA ADULTOS. Sem dúvida alguma, aquela foi a nossa escolha.
O enredo repleto de tramas paralelas que se encontram aqui e ali só enaltecem o talento de Neil Gaiman autor do texto originalmente publicado como o romance ilustrado STARDUST. Gailman é o autor da série Sandman – uma pérola dos quadrinhos. Mas no nosso universo da literatura infantil teve publicado pela rocco dois títulos igualmente geniais: Coraline (que está em fase de adaptação para o cinema) e Os lobos dentro das paredes. Estes livros não protegem as crianças de sustos e arrepios. Vai muito além dos padrões. Gailman escreve contos de fadas sem os "cuidados" das adaptações que os tradicionais contos europeus sofreram de Disney. Mantém o susto e instiga a fantasia. Mas vou deixar os comentários dos livros para uma outra hora. Agora quero falar do filme.
Um mundo fantasioso está além dos muros do povoado de Muralha. Um rei no seu leito de morte dita a profecia que revelará seu sucessor. Três velhas feiticeiras se alimentam da juventude no coração de uma estrela. Um jovem apaixonado busca a prova do seu amor. Fura-neve é o nome de uma flor européia com pétalas brancas que deu o nome original do conto que hoje conhecemos como Branca de Neve. Esta e outras referências aos tradicionais contos de fadas (como uma carruagem parecidíssima com uma abóbora) aparecem sutilmente por toda a trama. Acho que não preciso dizer mais nada. Vão ao cinema. De preferência numa sessão mais tarde. A nossa, vespertina, foi dublada. Mas não diminuiu a atuação de DeNiro que surpreende como o capitão de um navio que navega no céu. Gostosas risadas. Por fim, não é um conto de fadas só para adultos. Levem as crianças. Aproveitem para, depois do cinema, passar numa livraria e comprar um livro do Neil Gaiman. Pura fantasia.

Zanoni, de Edward Bulwer-Lytton

INTRODUÇÃO

É possível que entre os meus leitores haja alguns poucos que ainda se recordem de uma antiga livraria, que existia, há alguns anos, nas imediações de COVENT GARDEN; digo poucos, porque certamente, para a grande maioria da gente, muito escasso atrativo possuíam aqueles preciosos volumes que toda uma vida de contínuo labor havia acumulado nas empoadas estantes do meu velho amigo D.Ali não se encontravam tratados populares, nem romances interessantes, nem histórias, nem descrições de viagens, nem --Biblioteca para o povo", nem --Leitura recreativa para todos". O curioso, porém, podia descobrir Ali uma rica coleção de obras de Alquimia, Cabala e Astrologia, que um entusiasta conseguiu reunir e que, em toda a Europa, talvez, era a mais notável em seu gênero. O seu proprietário havia despendido uma verdadeira fortuna na aquisição de tesouros que não deviam ter saída. Mas o velho D. não desejava, na realidade, vendê-las. O seu coração não se sentia bem, quando um freguês entrava em sua livraria; ele espiava os movimentos do intruso, lançando-lhe olhares vingativos; andava ao redor dele, vigiando-o atentamente; fazia carrancas e dava suspiros, quando mãos profanas tiravam de seus nichos algum dos seus ídolos. Se, por acaso, a alguém atraia uma das sultanas favoritas do seu encantador harém, e o preço dado não lhe parecia ser demasiado exorbitante, muitas vezes era duplicado esse preço. Se vacilasse um pouco, o proprietário com vivo prazer, lhe arrebatava das mãos a venerável obra que o encantava; se aceitasse suas condições, o desespero se pintava no rosto do vendedor; e não eram raros os casos que, no meio do silêncio da noite, tinha bater à porta da moradia do freguês, pedindo-lhe que lhe vendesse, nas condições que desejasse, o livro que batia com prado, pagando-lhe tão esplendidamente o preço estipulado. Um crente admirador do seu Averrois e do seu Paracelso, ele sentia a mesma repugnância, como os fi lósofos que havia estudado, em comunicar aos profanos o saber que tinha adquirido.Sucedeu, pois, que, nos anos juvenis de minha existênci a e de minha vida literária, sentium vivo desejo de conhecer a verdadeira origem e as doutrinas da estranha seita a que se dá o nome de --Rosacruzes". Não satisfeito com as escassas e superficiai s i nformações que, acerca deste assunto, se pode achar nas obras comuns, opineique talvez na coleção do Sr. D., que era rica, não só em livros i mpressos, como também em manuscritos, encontrasse alguns dados mais precisos e autênticos sobre aquela famosa fraternidade, escritos, quiçá, por algum dos membros da Ordem, e que confirmassem, com o valor de sua autoridade e com certas particularidades, as pretensões à sabedoria e à virtude que Bringaret atribuía aos sucessores dos Caldeus e dos Ginosofistas. De acordo com estas suposições, encaminheios meus passos ao dito sítio, o qual era, indubitavelmente (embora eu tenha que me envergonhar disso), um dos meus passeias prediletos. Porém, não existem, acaso, nas crônicas dos nossos próprios dias, erros e enganos tão obscuros, como os dos alquimistas dos tempos antigos? E possível que até os nossos periódicos vão parecer à nossa posteridade tão cheios de i lusões, como aos nossos olhos parecem os livros dos alqui mistas; e, talvez, achem até estranho que a imprensa é o ar que respiramos, quando este ar é tão nebuloso!Ao entrar na livraria, noteinum freguês de venerável aspecto, a quem nunca dantes Ali havia encontrado, e cuja presença chamou a minha atenção. Surpreendeu-me também o respeito com que era tratado pelo colecionador, de ordinário desdenhoso.- Senhor, - exclamou este, com ênfase, enquanto eu estava folheando o catálogo, - nos quarenta e ci nco anos que levo dedicado a esta classe de investigações, é você o único homem que tenho encontrado digno de ser meu freguês. Como pode nestes tempos tão frívolos, adquirir um saber tão profundo? E quanto a esta augusta fraternidade, cujas doutrinas, vislumbradas pelos primeiros fi lósofos, lhes ficaram sendo misteriosas, diga-me se existe realmente, na terra, um livro, um manuscrito, em que se possam aprender as descobertas e os ensinos dessa sociedade?Ao ouvir as palavras --augusta fraternidade", excitou-se muito a minha curiosidade e atenção, e escuteicom avidez a resposta do desconhecido.- Eu não julgo - disse o velho cavalheiro - que os mestres da dita escola tenham revelado ao mundo as --suas verdadeiras doutrinas, a não ser por meio de obscuras insinuações e parábolas místicas", e não os censuro por sua discrição.Depois de ter dito estas palavras, calou-se e parecia que ia retirar-se, quando eu me dirigiao colecionador, dizendo-lhe, de um modo algo brusco:- Não vejo em seu catálogo, Sr. D., nada que tenha referênci a aos Rosacruzes.- Os Rosacruzes! - repetiu o velho cavalheiro, olhando-me fixamente, com certa surpresa. - Quem, a não ser um Rosacruz, poderia explicar os mistérios Rosacruzes? E o Sr. poderá imaginar que um membro dessa seita, a mais zelosa de todas as sociedades secretas, tenha querido levantar o véu que oculta ao mundo a Isis de sua sabedoria?Ah! Penseieu comigo, esta será, pois, a --augusta fraterni dade" de que falou. Louvado seja o céu! Com certeza, topeiagora com um membro dessa fraternidade.- Porém, - respondiem voz alta, - onde poderia eu, senhor, obter alguma informação, se não se encontra nos livros? Em nossos dias, não pode um literato arriscar-se a escrever sobre qualquer coisa, sem conhecê-la a fundo, e quase nem se pode citar uma frase de Shakespeare, sem citar ao mesmo tempo o titulo da obra, o capítulo e o versículo. A nossa época é a época dos fatos, senhor, a época dos fatos.- Bem, - disse o ancião, com um amável sorriso; - se nos virmos outra vez, podereitalvez, ao menos, dirigir as investigações do senhor à fonte mesma do saber.E, ditas estas palavras, abotoou o, sobretudo, chamou com um assobio o seu cão, e saiu.Quatro dias depois da nossa breve conversação na livraria do Sr. D., encontrei-me de novo com o velho cavalheiro. Eu ia tranqüilamente a cavalo em direção a Highgate, quando, ao pé da sua clássica colina, distinguio desconhecido, que ia montado num cavalo preto, e diante dele marchava o seu cão, preto também.Se você encontrar, prezado leitor, o homem que desejas conhecer, cavalgando ao pé de uma longa subida, de onde não pôde se afastar muito, por certa consi deração de humanidade à espécie animal, a não ser que ande no cavalo de estimação de algum ami go que lho emprestou, julgo que seria sua a culpa, se não o alcançasse antes dele chegar em cima da colina. Em suma, favoreceu-me tanta a sorte que, ao chegar a Highgate, o velho cavalheiro me convi dou a descansar um pouco em sua casa, que estava a curta distância da povoação; e era uma casa excelente, pequena, porém confortável, com um vasto jardim, e das suas janelas gozava-se de uma vi sta tão bela que seguramente Lucrécio a recomendaria aos filósofos. Num dia claro, podia-se disti nguir perfeitamente as torres e sé pulas de Londres; aquiestava o tranqüilo retiro do eremita, e lá longe o --mare-magnum" do mundo.As paredes dos principais aposentos estavam decoradas com pinturas de um mérito extraordinário, pertencentes àquela alta escola de arte que é tão mal compreendida fora da Itália. Eu fiqueiadmirado ao saber que essas pinturas haviam sido feitas pela mão do mesmo proprietário. As demonstrações da minha admiração pareceram agradar ao meu novo amigo, e levaram-no a falar sobre este ponto, e noteique ele não era menos inteligente no que se referi a às teorias da arte, do que consumado na prática da mesma. Sem querer molestar o leitor com juízos críticos desnecessários, não posso deixar, entretanto, de observar, a fim de elucidar em grande parte o desígnio e o caráter da obra, à qual estas páginas servem de introdução, digo, não posso deixar de observar em poucas palavras, que ele i nsistia muito sobre a relação que existe entre as diferentes artes, de igual modo como um eminente autor o tem feito com respeito às ciências; e que também opinava que, em toda a classe de obras de i maginação, sejam estas expressas por meio de palavras ou por meio de cores, o artista, pertencente às escolas mais elevadas, deve fazer a mais ampla disti nção entre o real e o verdadeiro, - ou, em outras palavras, entre a imitação da vida real e a exaltação da Natureza até o Ideal.- O primeiro - disse ele - é o que caracteriza a escola holandesa; o segundo, a escola grega.- Hoje, senhor, - repliquei, a escola holandesa está mais com voga.- Sim, na arte de pintar, pode ser, - respondeu o meu ami go, porém na literatura...- Foiprecisamente à literatura que me referi. Os nossos poetas mais novos estão todos pela si mplicidade e por Betty Foy; e o que os nossos críticos apreciam mais numa obra de imaginação, é poder-se dizer que suas personagens são exatamente como tiradas da vida comum. Até na escultura.- Na escultura! Não, não! Ali o ideal mais elevado deve ser, pelo menos, a parte mais essencial!- Perdoe-me, senhor; parece-me que não viu Souter Johnny e Tom O`Shanter.- Ah! - exclamou o velho cavalheiro, meneando a cabeça, - pelo que vejo, vivo muito apartado do mundo. Suponho que Shakespeare deixou de ser admirado, não é? - Pelo contrário; a gente adora Shakespeare, porém esta adoração não é mais que um pretexto para atacar a todos os outros escritores. Mas os nossos críti cos descobriram que Shakespeare é tão realista!- Shakespeare realista! O poeta que nunca delineou uma personagem que se pudesse encontrar no mundo em que vivemos, -e que nem uma vez sequer desceu a apresentar uma paixão falsa, ou uma personagem real!Estava eu pronto a replicar gravemente a este paradoxo, quando advertique o meu companheiro começava a perder sua calma habitual. E aquele que desejava pescar um Rosa-Cruz, deve cuidar de não turvar a água. Assim, pois, acheique convinha mais dar outro giro à conversação.- Revenons à nos moutons (Volvamo-nos ao nosso tema), - disse-lhe; - o senhor me prometeu dissipar a minha ignorância acerca dos Rosacruzes.- Muito bem! - respondeu-me ele, em tom sério; - porém, com que propósito? Deseja talvez entrar no templo somente para ridicularizar os ritos?- Por quem me toma o senhor? Certamente, se tal fosse o meu intento, a infeliz sorte do Abade de Vilars seria uma lição suficiente para advertir a toda a gente que não se deve tratar com frivolidade os reinos das Salamandras e dos Silfos. Todo o mundo sabe como misteriosamente foiprivado da vida aquele homem de talento, em paga das satíricas burlas do seu --Conde de Gabalis".- Salamandras e Silfos! Vejo que incorre no erro vulgar de entender ao pé da letra a linguagem alegórica dos místicos.Esta observação deu motivo ao velho cavalheiro para condescender a fazer-me uma relação muito i nteressante e, como me pareceu, muito erudita, acerca das doutrinas dos Rosacruzes, dos quais, segundo me assegurou, alguns ainda existiam, conti nuando ainda, em augusto mistério, suas profundas investigações no domínio das ciências naturai s e da filosofia oculta.- Porém, esta fraternidade, - disse o ancião, - se bem que respeitável e virtuosa, porque não há, no mundo, nenhuma ordem monástica que seja mais rígida na prática dos preceitos morais, nem mais ardente na fé cristã, - esta fraternidade é apenas um ramo de outras sociedades ainda mais transcendentes nos poderes que adquiriram, e ainda mais i lustres por sua origem. Conhece o senhor a fi losofia platônica?- De vez em quando me tenho perdido em seus labirintos - respondi. - A minha fé, os platônicos são cavalheiros que não se deixam compreender facilmente.- E, contudo, os seus problemas mais intrincados nunca foram publicados. Suas obras mais sublimes conservam-se manuscritas, e constituem os ensinamentos da iniciação, não só dos Rosacruzes, como também daquelas fraternidades mais nobres a que me referia há pouco. Porém, ainda mais solenes e sublimes são os conhecimentos que podem respigar-se de seus antecessores, os Pitagóricos, e das i mortais obras mestras de Apolônio.- Apolônio, o impostor de Tyana! Existem seus escritos?- Impostor! - exclamou o meu amigo. - Apolônio impostor?- Perdoe me, senhor; eu não sabia que ele era um dos seus amigos; e se o senhor me garante por sua pessoa, acreditareicom gosto que ele foium homem muito respeitável, que dizia só pura verdade quando se gabava de poder estar em dois lugares disti ntos ao mesmo tempo.E isto é tão difícil? -- replicou o ancião. - Se lhe parece impossível, é por que nunca sonhou!Aquiterminou a nossa conversação; porém, desde aquele momento, ficou formada entre nós uma verdadeira intimidade que durou até que o meu venerável amigo abandonou esta vida terrestre. Descansem em paz as suas cinzas! Ele era um homem de costumes muito originais e de opiniões excêntricas; mas a maior parte do seu tempo empregava em atos de filantropia, sem alarde e sem ostentação alguma. Era entusiasta dos deveres do Samaritano, - e assim como as suas virtudes eram realçadas pela mais doce caridade, as suas esperanças tinham por base a mais fervorosa fé. Nunca falava sobre sua própria origem e da história de sua vida, e eu nunca pude elucidar o mistério obscuro em que estava envolvida. Segundo parece, ti nha viajado muito pelo mundo, e havia sido testemunha ocular da primeira Revolução Francesa, a respeito da qual se expressava de um modo tão eloqüente como instintivo. Não julgava os crimes daquela tempestuosa época com aquela filosófica i ndulgência com que alguns escritores ilustrados (que têm as suas cabeças bem seguias sobre os seus ombros) se sentem, atualmente, inclinados a tratar as matanças desses tempos passados; ele falava não como um estudante que tinha lido e macio racioci nado, mas como um homem que tinha visto e sofrido.O velho cavalheiro parecia estar só no mundo; e eu i gnorava que ele tivesse algum parente, até que seu executor testamentário, um primo seu em grau afastado, que residia no estrangeiro, me informou do bonito legado que fizera o meu pobre amigo. Este legado consistia, em primeiro lugar, numa quantia de dinheiro, a qual, julgo que convém guardar, em previsão de um novo imposto sobre as rendas e bens imóveis; e, em segundo lugar, em certos preciosos manuscritos, aos quais este livro deve a sua existência.Suponho que devo este último legado a uma visita que fiz àquele sábio, sise me permitem chamá-lo com tal nome, poucas semanas antes da sua morte.Embora lesse pouco da literatura moderna, o meu amigo, com a amabilidade que o caracterizava, permitia-me afavelmente que o consultasse acerca de alguns ensaios literários, projetados pela i rrefletida ambição de um estudante novo e sem experiência. Naquele tempo, procureisaber o seu parecer a respeito de uma obra de imaginação, em que eu me propunha pintar os efeitos do entusiasmo nas diversas modificações do caráter. Ele escutou, com sua paciência habitual, o argumento da minha obra, que era bastante` vulgar e prosaica, e dirigindo-se, depois com ar pensativo, à sua coleção de livros, tirou um volume antigo, do qual me leu, primeiro em grego, e em seguida em inglês alguns trechos do teor seguinte:--Platão fala aquide quatro classes de mania", palavra que, a meu entender, denota entusiasmo, a i nspiração dos deuses:Primeira, a musical; segunda, a teléstica ou mística; terceira, a profética; a quarta, a pertencente ao amor".O autor citado pelo meu amigo, depois de sustentar que na alma há algo que está acima do intelecto, e depois de afirmar que em nossa natureza existem di stintas energias, - uma das quais nos permite descobrir e abraçar, por assim dizer, as ciências e os teoremas com uma rapidez quase intuitiva, ao passo que, mediante outras, se executam as sublimes obras de arte, tais como as estátuas de Fidias, - veio dizer que --o entusiasmo, na verdadeira acepção da palavra aparece quando aquela parte da alma, que está por cima do intelecto, se eleva, exaltada até aos deuses, de onde provém a sua i nspiração".Prosseguindo em seus comentários sobre Platão, o autor observa que --uma destas manias" (isto é, uma das classes de entusiasmo) especialmente a que pertence ao amor, pode fazer remontar a alma à sua divindade e bem-aventurança primitivas; porém que existe uma intima união entre elas todas, e que a ordem progressiva, pela qual a alma sobe, é esta:primeiro, o entusiasmo musical; depois, o entusiasmo telético ou místico; terceiro, o profético; e, finalmente, o entusiasmo do amor".Escutava eu estas intrincadas sublimidades, com a cabeça aturdida e com atenção relutante, quando o meu mentor fechou o livro, dizendo-me com complacência:- Ali tem você o mote para o seu livro, a tese para o seu tema.- Davus sum, non OEdipus, - respondi, meneando a cabeça e com ar descontente. - Tudo pode ser muito belo, mas, perdoe-me o Céu, - eu não compreendinem uma só palavra de tudo o que acaba de dizer-me. Os mistérios dos Rosacruzes e as fraternidades de que fala, não são mais do que brinquedos de crianças, em comparação com a geringonça dos Platônicos.- E, contudo, enquanto o senhor não tiver compreendido bem esta passagem, não poderá entender as mais elevadas teorias dos Rosacruzes ou das fraternidades ainda mais nobres, das quais fala com tanta leviandade.- Oh! Se assim é, então renuncio a toda esperança de consegui-lo. Porém, uma vez que está tão versado nesta classe de matérias, porque não adota o senhor mesmo, aquele mote para um de seus próprios livros?- Mas, se eu já tivesse escrito um livro com aquela tese encarregar-se-ia o meu amigo de prepará-lo para o público?- Com o maior gosto, respondieu, infelizmente, com bastante imprudência.- Pois eu o tomo pela palavra, - replicou o ancião, - e quando eu tiver deixado de existir nesta terra, receberá os manuscritos. Do que diz a respeito do gosto, que hoje predomina na literatura, deduzo que não posso lisonjear-lhe com a esperança de que venha a obter grande proveito em sua empresa; e advirto-lhe de antemão que achará bastante laboriosa a tarefa.- É a sua obra um romance?- É romance, e não é. É uma realidade para os que são capazes de compreendê-la; e uma extravagância para os que não se acham neste caso.Por fim, chegaram às minhas mãos os manuscritos, acompanhados de uma breve carta do meu i nolvidável amigo, na qual me recordava da minha imprudente promessa.Com o coração oprimido, e com febril impaciência, abri o embrulho, avivando a luz da lâmpada. Julguem qual foio desalento que se apoderou de mim, quando vique toda a obra estava escrita em caracteres que me eram desconhecidos! Apresento aquiao leitor uma amostra deles:e assim por diante, as novecentas e quarenta páginas de grande formato!



Apenas podia dar crédito aos meus próprios olhos; comeceia pensar que a lâmpada estava luzindo com um azul singular; e assaltaram à minha desconcertada imaginação vários receios a respeito da profanada índole dos caracteres que eu, sem dar-me conta disso, havia aberto, contribuindo para isto as estranhas i nsinuações e a mística linguagem do ancião. Com efeito, para não dizer outra coisa pior, tudo aquilo me parecia muito misterioso, impossível!Já estava eu querendo meter, precipitadamente, esses papéis num canto da minha escrivaninha, com a pia intenção de não me ocupar mais deles, quando a mi nha vista, de improviso, fixou-se num livro, primorosamente encadernado em marroquim. Com grande precaução, abrieste livro, ignorando o que podia sair dali, e - com uma alegria que é impossível descrever - vique ele continha uma chave ou um dicionário para decifrar aqueles hieróglifos. Para não fatigar o leitor com relação às minúcias do meu trabalho, me contentareiem dizer que por fim, chegueia julgar-me capaz de interpretar aqueles caracteres, e pus mãos à obra, com verdadeiro afinco. A tarefa não era, porém, fácil; e passaram-se dois anos antes que eu fizesse um adiantamento notável. Então, desejando experimentar o gasto do público, conseguipublicar alguns capítulos desconexos num periódico, em que tinha a honra de colaborar, havia alguns meses.Estes capítulos pareceram excitar a curiosidade do públi co muito mais do que eu havia presumido; dediquei-me, pois, com mais ardor do que nunca, à minha laboriosa tarefa. Porém, então me sobreveio um novo contratempo:ao passo que eu ia adi antando no meu trabalho, acheique o autor ti nha feita dois originais de sua obra, sendo um deles mais esmerado e mais minucioso do que o outro; infelizmente, eu tinha topado com o original defei tuoso (*), e, assim, tive que reformar o meu trabalho, desde o princípio até o fim, e traduzir de novo os capítulos que já escrevera. Posso dizer, pois, que, excetuando os intervalos que eu dedicava às ocupações mais peremptórias, a minha desditosa promessa me custou alguns anos de trabalhos e fadigas, antes de poder vê-la devidamente cumprida. A tarefa era tanto mais difícil, porque o original estava escrito numa espécie de prosa rítmica, como se o autor houvesse pretendido que a sua obra fosse considerada, em certo modo, como uma concepção ou um debuxo poético. Não foipossível dar uma tradução que conservasse tal forma, e onde tenteifazê-lo, é, freqüentemente, necessário pedir a indulgência do leitor. O respeito natural com que, ordinariamente, tenho aceitado os capri chos do velho cavalheiro, cuja Musa era de um caráter bastante equívoco, deve ser a minha única desculpa onde quer que a linguagem, sem entrar plenamente no campo da poesia, apareça com algumas flores emprestadas, um tanto impróprio da prosa.Em honra da verdade, heide confessar também que, apesar de todos os esforços que fiz, não tenho a certeza absoluta de ter dado sempre a verdadeira significação a cada um dos caracteres hieroglíficos do manuscrito; e acrescentareique, em algumas passagens, tenho deixado em branco certos pontos da narração, e que houve ocasiões em que, encontrando um hieróglifo novo, de que não possuía a chave, vi-me obrigado a recorrer a interpolações de mi nha própria invenção, que, sem dúvida, se distinguem do resto, mas que com prazer reconheço, não estão em desacordo com o plano geral da obra. Esta confissão que acabo - de fazer, leva-me a formular a seguinte sentença, com a qual vou terminar:Se neste livro, o caro leitor, encontrar algo que seja de seu gosto, sabe que é, com toda a certeza, produzido por mim; porém, onde achar algo que o desagrade, dirija a sua reprovação ao endereço do velho cavalheiro, o autor dos hieróglifos manuscritos!Londres, Janeiro de 1842.


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