domingo, 5 de agosto de 2007

Sobre Magia Negra, de Aleister Crowley

Como foi dito na abertura do 2º capítulo, o ritual supremo é o alcance do
conhecimento e conversação com o santo anjo Guardião. É a elevação completa do
Homem em linha reta vertical. Qualquer desvio desta linha tende a se tornar magia
negra. Qualquer outra operação é Magia Negra. Na verdadeira operação a exaltação é
equilibrada por uma expansão nos outros três braços da Cruz. Daí o anjo
imediatamente fornece ao Adepto forças sobre os quatro grandes príncipes e seus
serventes. Há, contudo, muitos tons de cinza. Não é todo Magista que está bem
armado com a teoria como o leitor deste livro. Talvez aquele possa invocar Júpiter com
o desejo de curar outros de suas doenças físicas. Este tipo de coisa não é prejudicial,
não é Mau em si mesmo. Ele originou-se de um erro de interpretação até que a Grande
Obra tenha sido realizada. É pressuposto que o Magista pretenda entender o universo
e ditar suas regras. Apenas o Mestre do Templo pode dizer que ato é um crime,
assassinar aquela inocente criança ( eu ouvi o ignorante dizer) que horror! !
Ahh! respondeu o conhecedor, com percepção da história, Mas aquela Criança se
tornará Nero , É melhor estrangulá-la.
Há um terceiro, acima destes, que entende que Nero foi tão necessário quanto Julio
César. O Mestre do Templo não interfere de acordo do esquema das coisas exceto
aquelas que estão envolvidas com a obra que ele foi mandado vir a realizar. Porque ele
deveria lutar contra o Banimento, Aprisionamento e a Morte? São todos parte de um
jogo do qual ele é o peão. Foi necessário o filho do homem sofrer essas coisas e
ent rar em sua Glória .

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