sábado, 23 de junho de 2007

Bíblia Satânica, de Anton Szandor LaVey / Anton La Vey

Este livro foi escrito porque, com muitas poucas exceções, cada tratado e papel, todo secreto grimoire, todas as “grandes palavras” em cada tópico de magia nada mais são do que fraudes santificadas - culpa flutuando a esmo e esotérica linguagem inarticulada pelos crônicos de conhecimento mágico incapazes ou sem vontade de apresentar uma visão objetiva do subjetivo. Escritor após escritor, no esforço de apresentar os princípios da “magia branca e negra” teve sucesso em obscurescer o conjunto em questão tão prejudicialmente que o estudante de magia dá asas à estupidez empurrando uma prancheta sobre uma tábua de Ouija, ficando em pé dentro de um pentagrama esperando um demônio se apresentar a ele, flacilmente lançando I-Ching de modo pomposo como muitos antigos pretenciosos, escondendo cartolina para prever o futuro que perdeu qualquer significado, comparecendo em seminários para achatar o seu ego - enquanto faz o mesmo com a sua carteira - e em geral fazendo papel de tolo para si aos olhos daqueles que realmente conhecem.

O verdadeiro mago sabe que as estantes do oculto abundam de relíquias instáveis para alarmar mentes e corpos estéreis, jornais metafísicos de autoengano e inúteis livros de regras do misticismo oriental. Antigamente, o assunto da mágica satânica e filosofia foram escritos pelos olhos selvagens dos jornalistas do caminho da mão direita.

A velha literatura é o produto paralelo de cérebros ulcerdos pelo medo e frustração, escritos completamente desvinculados da assistência de quem realmente governa o mundo e quem, dos tronos infernais, dá gargalhadas de alegria.

As chamas do Inferno queimarão mais fortes incitadas por estes volumes de desinformação acumulada e falsa profecia.

Aqui você encontrará verdade - e fantasia. Cada um é necessário para o outro existir; mas cada um pode ser reconhecido pelo que é.

Aqui é conceito satânico de um verdadeiro ponto de vista satânico.

Os deuses do caminho da mão direita guerrearam e disputaram uma antiga época do Terra. Cada uma dessas divindades e seus respectivos ministros tentaram encontrar esperança em suas próprias mentiras. A idade de pedra do pensamento religioso pôs um tempo limitado ao grande plano da existência humana. Os deuses da esperança garganteada tiveram a sua saga, e seu milênio quase se tornou uma realidade. Cada um, com seu próprio caminho “divino” para o Paraíso, acusou o outro de heresias e falsa espiritualidade. O Anel de Nibelungen alcançou o curso derradeiro, mas somente porque quem o procurou pensou em termos de Bem e Mal - eles mesmos fazendo todo o tempo o Bem. Os deuses do passado se tornaram seus próprios demônios em condição de vida. Enfraquecidos, seus ministros jogam o jogo do demônio para encher seus templos e pagar a hipoteca dos mesmos. Aliás, eles têm estudado há tanto tempo a “honradez” e infelizes e incompetentes desastres fazem. Então, eles todos dão as mãos em unidade fraterna, e em seu desespero vão até Valhalla para seu último grande concílio ecumênico. “Uma apólice próxima da florescência do crepúsculo dos deuses.” “Os corvos da noite têm fluído adiante invocando Loki, que deixou Valhalla sem brilho com a marca do tridente do Inferno. O crepúsculo chegou. O brilho da nova luz nasceu da noite e Lúcifer ascendeu, uma vez mais para proclamar: “Esta é a época de Satã! Satã governa o mundo!” Os deuses da iniqüidade estão mortos. “Esta é o amanhecer da mágica e da esperança. A matéria prevalecerá e uma grande igreja será construída, consagrando o seu nome. Não muito distante, mostrará que a salvação do homem depende da sua própria contradição. E isto será revelado pela palavra da matéria e a vida será a preparação para todo e qualquer deleite eterno.


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