sábado, 7 de abril de 2007

LANÇAMENTOS DIGITAL SOURCE - 4 LIVROS - 08/04/2007


Henri Charriére - Papillon

Papillon, que significa borboleta, é a extraordinária aventura da vida do autor, a fantástica história que se iniciou quando ele foi condenado por homicídio, aos 25 anos, em 1932, à prisão perpétua. O acusador oficial fez de tudo para despedaçá-lo e era tido como perigoso por jamais deixar escapar a presa. Com um monte de sujeiras acumulado pelo juiz de instrução, pintava o retrato do réu tão repelente, que esperava que os jurados o fizessem desaparecer da sociedade. Assim julgado, foi levado ao presídio de Cayena, na Guiana Francesa, a seguir para a Venezuela e Colômbia e conseguiu fugir, depois de várias tentativas e de ser submetido a trabalhos forçados. O impacto do ocorrido com sua vida foi tão forte que ele só acordou treze anos mais tarde. Ao descrever todo o acontecido, depois de tanto tempo, e que voltava à sua mente em tropel com uma terrível nitidez, pensava até que ponto o silêncio absoluto, o isolamento completo, total, infligido a um homem moço, fechado numa solitária, podem provocar, antes de causarem a loucura, uma verdadeira vida imaginativa. Tão intensa, tão viva, que o homem literalmente se desdobra. Sai voando e vai passear onde melhor lhe parece. E, depois, em liberdade, tem que inventar uns truques para viver, naturalmente, sem fazer mal a ninguém.

Ana Maria Bock A Psicologia e as Psicologias


Quantas vezes, no nosso dia-a-dia, ouvimos o termo psicologia? Qualquer um entende um pouco dela. Poderíamos até mesmo dizer que "de psicólogo e de louco todo mundo tem um pouco". O dito popular não é bem este ("de que médico e de louco todo mundo tem um pouco"), mas parece servir aqui perfeitamente. As pessoas em geral têm a "sua psicologia".

Usamos o termo psicologia, no nosso cotidiano, com vários sentidos. Por exemplo, quando falamos do poder de persuasão do vendedor, dizemos que ele usa de "psicologia" para vender seu produto; quando nos referimos à jovem estudante que usa seu poder de sedução para atrair o rapaz, falamos que ela usa de "psicologia"; e quando procuramos aquele amigo, que está sempre disposto a ouvir nossos problemas, dizemos que ele tem "psicologia" para entender as pessoas.

Será essa a psicologia dos psicólogos? Certamente não. Essa psicologia, usada no cotidiano pelas pessoas em geral, é denominada de psicologia do senso comum. Mas nem por isso deixa de ser uma psicologia. O que estamos querendo dizer é que as pessoas, normalmente, têm um domínio, mesmo que pequeno e superficial, do conhecimento acumulado pela Psicologia científica, o que lhes permite explicar ou compreender seus problemas cotidianos de um ponto de vista psicológico.

É a Psicologia científica que pretendemos apresentar a você.


Jack Kerouac

On The Road Pé na Estrada

Sal Paradise é o narrador de On the road - pé na estrada. Ele vive com sua tia em New Jersey, Estados Unidos, enquanto tenta escrever um livro. Ele é inteligente, carismático e tem muitos amigos. Até que em Nova York ele conhece um charmoso e alucinante andarilho de Denver de personalidade magnética chamado Dean Moriarty. Dean é cinco anos mais novo que Sal, mas compartilha o seu amor por literatura e jazz, e a ânsia de correr o mundo. Tornam-se amigos e, juntos, atravessam os Estados Unidos, deparando-se com os mais variados tipos de pessoas, numa jornada que é tanto uma viagem pelo interior de um país quanto uma viagem de auto-conhecimento - de uma geração assim como dos personagens.

Clarissa Pinkola Estés

O Jardineiro Que Tinha Fé


Clarissa Pinkola Estés avisa logo de início: "Este pequeno livro contém diversas histórias. Como bonecas Matriochka, elas se encaixam umas dentro das outras." E segue desfiando seus contos curtos, através de um personagem central, seu querido Tio Zovár. Ele é um velho camponês, sobrevivente dos campos de trabalhos forçados da Europa durante a Segunda Guerra Mundial, que mantém viva a tradição das histórias. Clarissa revive a saga do tio, sua persistência e fé, quando ele decide replantar uma floresta inteira, devastada pela civilização.

A arte de contar histórias entre uns e outros afazeres domésticos, a família reunida à mesa para o ritual, os contos passados por gerações: O jardineiro que tinha fé tem tudo isso e muito mais. O livro é autobiográfico e revela os antepassados de Clarissa através das fábulas.

Quem leu sua primeira obra, Mulheres que correm com os lobos, sabe que a psicanalista junguiana conta histórias e traz surpreendentes interpretações com talento reconhecido. Em O jardineiro que tinha fé – Uma fábula sobre o que não pode morrer nunca, a escritora volta a manipular mitos, contos e lendas, procurando perpetuar a tradição oral que herdou da família adotiva, radicada numa área rural ao norte dos Estados Unidos nos anos 40 e 50.

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